2/26/2013

Movimento de greve não tem adesão dos professores.




Proposta de Conciliação ganha corpo para a implantação da nova jornada

A tentativa de paralisar as atividades das escolas municipais de Imperatriz através de uma greve geral, convocada por uma entidade que se reivindica representante da categoria de educadores, fracassa mediante a possibilidade de conciliação apresentada pela Associação de Gestores de Escolas do Município, Associação dos Servidores Públicos Municipais e Conselho Municipal de Educação.

Sem adesão da categoria, a manifestação que tava agendada para as 09 horas da manhã de segunda-feira, 25 de fevereiro, não conseguiu deslanchar, aglutinando pouco mais de 80 pessoas, entre dirigentes sindicais, professores do Estado e militantes políticos, vinculado a dois vereadores dos quatro que compareceram no manifesto.

No discurso os sindicalistas demonstraram insatisfação com o documento distribuído por entidades da educação, que segundo eles, serviu para desmobilizar a greve, e com a posta de isenção do desconto da Contribuição Sindical para servidores públicos, preconizada na Instrução Normativa 01, de 14 de janeiro de 2013, do Ministério do Trabalho e Emprego.

Os grevistas não pautaram a possibilidade de pagamento de hora extra para as horas de trabalho que serão reduzidas em razão da nova carga horária decidida pelo Supremo como também ignoraram o direito de os professores receberem a gratificação CET (Condição Especial de Trabalho) proporcional à dilatação do turno.

A direção do movimento, por razões óbvias, não se reportou ao novo índice de reajuste do MEC referente a aluno ano, fixado em 7,28%, muito aquém da expectativa dos grevistas.

 “Nós continuamos entendendo que a melhor saída para o professor, nesse momento, é uma negociação que atenda aqueles pontos publicados na Carta, tais como a redução da jornada com pagamento de hora extra para cada hora reduzida, o aumento do valor do CET de acordo com o tempo de trabalho do professor em sala e a liberação do FGTS das ações judiciais transitadas em julgado. Vamos defender o diálogo e conquistar tudo isso, até porque o prefeito e o secretário de Educação já demonstraram interesse em solucionar o problema”, enfatizou a professora Cleomar Conceição, da direção da Associação dos Gestores das Escolas Municipais, bastante otimista com o resultado do manifesto dos professores de Imperatriz apresentado na Carta.

  O secretário de Educação, Zesiel Ribeiro, fez questão de salientar que o Município de Imperatriz, através da Semed, da Ouvidoria Geral e de outros setores do Governo desde o ano passado, vem adotando as providências para concretizar a redução da carga horária.

“Fizemos concurso, levantamos as deficiências do quadro de profissionais do magistério e autorizamos o chamamento de centenas de professores. Quem adota essas providências não estar brincando. Agora, com a possibilidade de dialogar com setores da Educação que estão desejosos numa saída pacífica, acredito que vamos dá uma acelerada no processo de implantação da nova jornada”, destacou Zesiel Ribeiro.

DADOS

No final da tarde de ontem, os dados levantados pela Secretaria Municipal da Educação revelaram que das 154 escolas municipais apenas três parcialmente foram afetada pela paralisação. Na zona rural, o movimento simplesmente passou despercebido.


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