4/09/2021

*O MARANHENSE ELIAS MONKBEL É O NOVO FENÔMENO DAS REDES SOCIAIS

 


Natural de Salgueiro (PE) o ex-carteiro “Orlandinho Rei do Piseiro” @euorlandinho  já era conhecido nas redes sociais por coreografar, de modo divertido e contagiante,  sucessos de forrozeiros famosos.

 Depois o youtuber dançarino partiu para as músicas dos “Barões da Pisadinha, e ficou mais conhecido ainda, mas explodiu quando “bregou” com a música “Linda Bela” do seresteiro maranhense Elias Monkbel. ( @eliasmonkbelimperador_oficial  Foi quando o salgueirense viu suas contas nas redes sociais explodirem.

 Com Linda Bela, ele que tinha menos de um milhão de inscritos no youtube,   pulou para quase dois milhões em poucos dias e acabou puxando também  o maranhense,  alçado ao sucesso nas redes sociais graças ao sucesso da dancinha de Orlando Piseiro

 Elias Monkbel é um consagrado seresteiro de Bom Lugar, município maranhense de 12.317 habitantes, localizado na microrregião do Médio Mearim, que na esteira do Piseiro pernambucano, viu explodir suas contas nas redes sociais.  Para se ter uma ideia do crescimento dele na grande rede o cantor, que além de Linda Bela, empresta sua voz para outras músicas usadas na estourada dancinha, na manhã desta sexta-feira, 9 de abril, contava com 111 mil seguidores; por volta das 16h34   este número já havia subido para  117 mil, um  fenômeno.

 Correndo a rede mundial de computadores há milhares de reproduções da dancinha chiclete do Orlando Piseiro com outros cantores, mas parece que só têm sentido (graça) na voz do maranhense, de Bom Lugar.  

 Aproveitando a fama repentina de Elias Monkebel o cantor Nattan, @nattan   considerado o novo Safadão do Brasil, gravou há poucos dias um clipe com o próprio maranhense e é sucesso já nas redes sociais.

 *JÁ ESTEVE EM IMPERATRIZ-*   Antes da fama Elias Monkebel esteve em Imperatriz. A informação é do radialista e empresário de shows Zé Filho. (@zefilholocutor  Segundo ele, foi ainda no ano passado. O novo fenômeno maranhense da internet, antes do boom da pandemia, chegou a se apresentar numa choperia, na Vila Lobão.  “Ele passou vários dias na região com meu amigo Nonato Show” informou o empresário.

 De famosos como Neymar, Ivete Sangalo, Tirica, Tirulipa e  Rodigo Faro, a não muito ainda famosos como os imperatrizenses  Ricardo Kadet (empreendedor digital) e o jornalista  Hemerson Pinto ( https://www.instagram.com/hemersonpinto_/ ) nesses tempos de pandemia, Elias Monkbel coreografado  por Orlando Piseiro, tem feito o Brasil inteiro dançar.

 

3/06/2021

Imperatriz perde o vereador Buzuca para a covid 19

 

*O parlamentar, que tinha se licenciado para assumir a Fundação Cultural pela segunda vez, morreu na madrugada de ontem*

 O vereador José Carneiro dos Santos, o Buzuca, surgiu na vida pública, em 2004, numa disputa “paroquial” no Santa Inês, pela indicação de quem seria o representante do bairro nas eleições municipais que se aproximava. A disputa movimentou a comunidade por quase três semanas com direito a reuniões, debates, bate-boca, e a cobertura da imprensa. Além do Buzuca, mais quatro candidatos disputavam a indicação. Quem vencesse o plebiscito, partiria para eleição já fortalecido com o apoio dos moradores. O Buzuca venceu. Tendo início ali sua trajetória política, interrompida ontem com o anúncio de sua morte, aos 52 anos, decorrente de complicações provocadas pela covid-19. A precoce morte do vereador pegou a todos de surpresa.

 

O ex-prefeito Madeira lembra que foi no PSDB que o Bazuca foi acolhido e disputou sua primeira eleição. “Embora não tenha vencido a primeira, surgia ali uma jovem liderança política, popular e amada pela cidade. Se eleger era só uma questão de tempo, e foi o que aconteceu. Primeiro pelo PSDB, e mais recente pelo Democratas. Estamos tristes. A cidade perde um político atuante, e nós um amigo” lamentou.

 

Pouco antes de ser internado, numa conversa por telefone com um amigo, e   longe de imaginar as complicações que estariam por vir, Buzuca disse que estava com a covid-19  pela segunda vez.  Na primeira, segundo ele, os sintomas tinham sido leves e acreditava que não seria diferente novamente. “ Estou isolado em casa. Assim que melhorar nós vamos comer aquela galinha caipira que te prometi”, disse ele num tom de otimismo.

Buzuca não reagiu positivamente aos cuidados domiciliares. A doença evoluiu e ele teve que ser internado no Macrorregional, hospital mantido pelo Governo do Estado, referência no atendimento de pessoas acometidas pela covid-19. Com agravamento entendeu-se de transferi-lo para São Luís. Desde então, diariamente a família, por meio das redes sociais, vinha alimentando os amigos e admiradores com boletins sobre seu estado de saúde.

 No meio semana passada, um susto. A circulação de um áudio anunciava que o parlamentar tinha falecido. Era uma notícia falsa, desmentida logo pela família que deixou a todos aliviados.

 Na quarta-feira, dia 3, um filho do vereador, distribuiu um áudio dizendo que ele estava reagindo bem ao tratamento e pedindo orações, e ontem, 5, a cidade amanheceu com o impacto do anúncio da morte do vereador licenciado, ex-presidente (campeão) do Cavalo de Aço, vascaíno de coração e atual presidente da Fundação Cultural de Imperatriz, José Carneiro dos Santos, o Buzuca.

 O ex-presidente do Cavalo de Aço, não circulava bem só no meio político. Ele também era respeitado como desportista e peladeiro. Além disso,  surfava com desenvoltura pelos movimentos de juninas, reggae, e dos brincantes de carnaval, grupos organizados de  onde vinham parte da sua base eleitoral.


 Seguido ao anuncio da morte do parlamentar licenciado,  as redes sociais foram inundadas por manifestações de pesar.  

 O pastor Célio Henrique, suplente de vereador pelo PTB, mas que já foi presidente da juventude do PSDB, acompanhou o início da sua vida político partidária. Estava na comissão que organizou o plebiscito que ele venceu para ser o representante do Santa Inês nas eleições de 2004.  “O Buzuca sempre foi uma pessoa pacífica. Não tinha inimigos,  nem pessoal, nem político. Procurava resolver os problemas sempre no diálogo” destacou.

 “Quero lembrar do Buzuca como um amigo cordato, prestativo, humilde e de bem com a vida” comentou a cerimonialista Zilda Reis.

 Tu foste uma pessoa do bem e que deu oportunidades para tantas pessoas. Ajudou tantas pessoas. Obrigado pelas inúmeras oportunidades. Obrigado por entender que a cultura pode ser feita para todos e para todas” escreveu o professor Samuel Souza, diretor da Fundação Cultural.

 “Conheci o Buzuca quando ele ainda era do nosso partido, o PSDB. Um político pacífico, dedicado ao povo e humilde” comentou o senador Roberto Rocha

 “Imperatriz amanhece mais triste a cada notícia de falecimento. Desta vez, nosso colega Buzuca, vereador é quem nos deixa com suas lembranças de alegria e dedicação.  Nosso pesar a toda a família e amigos. Que Deus lhes conceda o conforto necessário” escreveu o vereador Aurélio do PT, ao republicar uma nota de pesar da Câmara Municipal.

 “A partida de uma pessoa como o Buzuca provoca um vazio imenso na alma de quem o conhecia. Apesar de saber da gravidade do seu quadro, foi um impacto terrível para mim” registrou o prefeito de Imperatriz Assis Ramos.

2/27/2021

LIBERADO O PRIMEIRO TRECHO DA DUPLICAÇÃO DO PERIMETRO URBANO DA BR-010 EM IMPERATRIZ

 

O Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DENIT) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) liberaram na manhã de hoje o primeiro trecho da duplicação do perímetro urbano da BR-010 no município de Imperatriz.

O trecho, de cerca de um quilômetro, é considerado pequeno (o total é de quase 14 quilômetros), mas é de suma importância porque ajuda na fruição do tráfego de veículos, que é intenso no local e era alvo de reclamações e protestos.


Agora, os condutores de veículos, entre o DNER e o Parque de Exposições Lourenço Vieira da Silva, passam a contar com três pistas e três pontes.

Duas pontes são novas. A terceira, é a velha ponte do Cacau, que segundo um encarregado da construtora responsável, posteriormente deverá ser unificada com as outras.

Não houve solenidade, mas o ato contou com a presença do deputado federal Josivaldo Melo, o JP. O presidente da Associação Comercial e Industrial (ACII) Edmar Nabarro e o empresário Pedro Duarte também participaram do ato, assim como assessores do senador Roberto Rocha.


O senador Roberto Rocha ainda era deputado federal quando ao lado de seu colega de bancada Sebastião Madeira gestaram a ideia da duplicação da BR.  O recurso para que o DNIT elaborasse o projeto da obra, por exemplo, foi de uma emenda parlamentar do Madeira.

A atuação do hoje *senador da república Roberto Rocha* tem sido fundamental para que obra não sofra paralização.


Veja o vídeo acima

2/24/2021

PROJETO TRAVESSIA: MAIS DUAS PONTES CONCLUÍDAS EM IMPERATRIZ.


Concebido pelo senador Roberto Rocha, o Projeto Travessia, pontes para o futuro, tem o objetivo de substituir pontes precárias e pinguelas, por estruturas de aço e concreto, de pequeno e médio porte.
O projeto começou por Imperatriz com três pontes. A primeira, na Rua Tomé de Souza, no Santa Rita, foi entregue ainda ano passado. As duas outras, sobre o Riacho Bacuri, que ficam no final da Rua Bom Futuro, na Vila Redençao, já foram concluídas.
O travessia é executado pela Codevasf- Companhia de Desenvolvimento das Bacias do São Francisco e do Parnaíba- com recursos destinados pelo parlamentar maranhense.

DEPOIS DO FIM DAS COLIGAÇÕES PROPORCIONAIS, "DISTRITÃO" ENTRA NO RADAR DAS MUDANÇAS NO SISTEMA ELEITORAL

 

Casa discute formato de eleições

Distritão tem força entre deputados

Volta das coligações é cogitada

 

CAIO SPECHOTO e GUILHERME WALTENBERG

O presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) colocou a reforma eleitoral entre suas prioridades de votação no início de seu mandato. Há um grupo criado para estudar reforma da legislação eleitoral, que deve apresentar plano de trabalho nesta 4ª feira (24.fev.2020) e uma comissão especial que deve ser criada sobre o assunto. As propostas discutidas pelos deputados até agora, caso aprovadas, deverão facilitar a vida dos partidos nanicos.

Os deputados falam em mudar a forma de eleição para cargos no Legislativo e também em afrouxar mecanismos que fizeram o número de legendas na Casa baixar de 30 para 24 nos últimos 2 anos.

A sugestão com mais receptividade entre os políticos que estão por trás do movimento é substituir o sistema proporcional de lista aberta, vigente atualmente, pelo chamado “distritão”.

Hoje, as vagas para deputado federal em um Estado, por exemplo, são divididas entre os partidos de acordo com a quantidade de votos que seus candidatos têm somados. Definidas quantas vagas cada sigla terá, assumem os mais votados na legenda.

Assim, se o PT consegue 8 das 70 vagas para deputado federal em São Paulo, os 8 petistas mais votados assumem. Pode acontecer de um candidato de outro partido ter mais votos que algum desses 8 e não ser eleito, caso os demais postulantes de seu partido tenham mau desempenho.

No distritão, assumem os mais votados, independentemente do desempenho das siglas. Essa modalidade de eleição enfraquece os partidos políticos.

A mudança será discutida em uma comissão especial a ser criada para tratar do assunto. “Hoje, o meu sentimento é que a Casa está pendendo para o distritão. Meu papel é construir um sistema de consenso para aprovação”, disse Renata Abreu, que participa das negociações, ao Poder360.

Para Lira criar o colegiado é preciso que haja uma PEC (proposta de emenda à Constituição) que inclua o assunto entre os seus temas já aprovada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara.

Se os técnicos da Casa não encontrarem um projeto nessas condições, será necessária a apresentação de uma nova PEC e de análise pela CCJ antes de ser criada a comissão especial na qual Renata Abreu deve ser relatora.

O distritão interessa aos partidos pequenos porque, hoje, eles têm dificuldades para formar as chapas que disputam postos no Legislativo. Têm estrutura pequena e menos dinheiro para financiar campanhas.

Cada sigla pode lançar candidatos em número equivalente a 150% das vagas de cada Estado. Isso significa que no Rio de Janeiro, que tem 46 vagas na Câmara dos Deputados, os partidos podem lançar 69 candidatos, por exemplo.

As siglas podem registrar menos candidatos, mas se fizerem isso ficam em desvantagem. Legendas com mais candidatos têm, consequentemente, mais gente fazendo campanha. E pelo sistema eleitoral atual mesmo quem tem poucos votos ajuda o partido a conseguir cadeiras na Câmara.

Essa não é a 1ª vez que o distritão é cogitado entre deputados. Em 2015 o então presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ) tentou aprovar o sistema e foi derrotado. Posteriormente, Cunha foi cassado e preso.

“Se a gente tivesse que escolher o pior sistema no mundo, para piorar o que a gente tem, escolheria o distritão”, disse ao Poder360 o cientista político e pesquisador da FGV Jairo Nicolau.

Ele atribui a palavra “atraso” ao distritão. “Não é à toa que esse sistema era adotado em muitos países no século XIX antes da representação proporcional ser inventada. Não há casos de países relevantes usando”.

“O único benefício é que é fácil de explicar [como funciona para o eleitor]. Mas e daí? Uma coisa não é boa porque é fácil de explicar”, disse o pesquisador. Também seria, na análise de Nicolau, uma forma de promover o personalismo na política.

“No distritão você vai trazer pra cena muita gente que vai tentar a sorte. Já que a eleição depende só de você, por que você, presidente do Flamengo, radialista, cara da TV, outro do Big Brother, por que não vai tentar a sorte?”, questiona.

O pesquisador também disse que acha que a proposta sofrerá resistência dos partidos tradicionais e não será aprovada. Além disso, seria difícil quebrar a tradição do voto proporcional. “A gente usa representação proporcional desde 1945 com esse formato”, explica.

“Você imagina o crime organizado cercando uma favela e exigindo que seja votado determinado candidato. E esse candidato não precisa de legenda, não precisa nada, é um dos mais votados”, disse o presidente do PSD, Gilberto Kassab.

Segundo ele, eventual implantação do sistema acabaria com os partidos políticos.

“Acaba, porque você não precisa. São os mais votados. Pode ser candidato por qualquer partido pequeno. Mesmo grande, você vai ter compromisso com quem te elegeu, não vai ter mais ação partidária, não vai ter mais aquelas mensagens integradas com diretrizes, com propostas”, disse Kassab.

“Eu não conheço nenhuma democracia do mundo que não precise de partidos”, declarou o presidente do PSD.

Também está no radar dos deputados uma alternativa híbrida, aplicada no caso de Estados maiores, entre o distritão e o voto distrital –em que o eleitor escolhe, em eleição majoritária e circunscrições eleitorais menores, seus representantes para os legislativos.

COLIGAÇÕES

Também é ventilada a volta das coligações, vedadas para eleições proporcionais pela mesma regra, de 2017, que estabeleceu a cláusula de barreira. As coligações facilitavam partidos menores elegerem representantes porque todos os partidos da aliança somavam votos para a divisão das cadeiras em disputa.

As eleições municipais de 2020 foram as primeiras sem essa possibilidade. Como mostrou o Poder360, os partidos nanicos elegeram só 1,1% dos vereadores, ante 2,4% na eleição anterior. Efeito semelhante é esperado nas eleições para deputados estaduais e federais em 2022.

Está entre os assuntos discutidos pelos deputados, ainda, uma versão menos efêmera das coligações. “Nossa visão é antiga, a gente defende a federação de partidos”, disse o deputado Orlando Silva (PC do B-SP). Nesse sistema as siglas ficam associadas ao longo da legislatura, não só na eleição.

Jairo Nicolau disse à reportagem que o caminho da redução do número de partidos aprovado nas últimas reformas é bom e não deve ser mudado. Menos siglas deixaria mais fácil para o eleitor saber a linha política de cada legenda.

O pesquisador declarou que as últimas mudanças no sistema eleitoral são muito recentes para que novas alterações sejam cogitadas. “Antes de a reforma fazer seus efeitos… é como se você fosse fazer reforma numa casa e no meio da obra já está mudando”.

“A coligação na proporcional é uma excrescência do sistema político partidário brasileiro. A pessoa vota num candidato e acaba elegendo um de outro partido”, declarou. “Eu acho que é saudável [reduzir o número de siglas]. Com um número menor de partidos você consegue discutir melhor as questões dentro do Congresso”, declarou o presidente do PSD.

FONTE: PODER 360

2/18/2021

*ROBERTO ROCHA QUER QUE ALEXANDRE DE MORAES ESCLAREÇA PRISÃO DE DEPUTADO*

O senador Roberto Rocha requereu, nesta quinta-feira (18), ao presidente do Senado que convide o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para comparecer à sessão plenária do Senado, com a finalidade de esclarecer aos senadores o limite, entre opiniões respaldadas pelo instituto da inviolabilidade parlamentar e opiniões que configuram conduta criminosa. 

 A Constituição Federal e o regimento interno do Senado garantem ao parlamentar, em razão da matéria, solicitar o depoimento de qualquer autoridade ou cidadão.

 O conflito de entendimento desse limite levantado pelo senador surge em razão da prisão em flagrante do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), que fora decretada pelo ministro Alexandre de Moraes na última terça-feira, (16), devido à publicação de um vídeo com ataques e incitação de violência contra integrantes da corte máxima do País.

 Moraes entendeu que parlamentar atentou contra o funcionamento do Judiciário e o Estado Democrático de Direito e que a conduta do parlamentar se enquadraria na Lei de Segurança Nacional (Lei 7.170/1983) tendo infringido os artigos. As condutas são previstas na Lei de Segurança Nacional (Lei 7.170/1983), artigos 17, 18, 22, incisos I e IV, 23, incisos I, II e IV e 26.

 O magistrado entendeu que no vídeo o deputado, além de atacar o Supremo, incitou violência contra integrantes da corte.

 Mesmo com a confirmação da prisão do congressista pelo plenário do Supremo, o que divide os juristas do País, é se houve ou não excesso por parte do ministro e se o deputado, por suas declarações feitas no vídeo, não estaria amparado pelo instituto da imunidade material contido no artigo 53 da Constituição Federal. A carta magna assinala que os deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos.

 No convite formulado ao ministro, o senador Roberto Rocha assinala que mesmo as opiniões de Daniel Silveira possam ser reprováveis a decisão de mandar prendê-lo gerou desconforto na relação entre o Judiciário e o Legislativo, justamente  quando se invoca o instituto da inviolabilidade material dos parlamentares.

2/17/2021

ATENTADO À DEMOCRACIA: Plenário do STF mantém prisão em flagrante de deputado Daniel Silveira

Por 

Declarações de deputado contra a democracia e o Estado de Direito não estão cobertas pela imunidade parlamentar, já que esta garantia busca preservar a própria democracia e o Estado de Direito. Com esse entendimento, o Plenário do Supremo Tribunal Federal confirmou, nesta quarta-feira (17/2), a prisão em flagrante do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) por atentar contra o funcionamento do Judiciário e o Estado Democrático de Direito.

Michel Jesus/Câmara dos DeputadosDeputado ameaçou Fachin e outros ministros do Supremo, além de defender a ditadura

Silveira foi preso em flagrante nesta terça (16/2) por ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes devido à publicação de um vídeo com ataques e incitação de violência contra integrantes do Supremo. Diante de uma nota do ministro Luiz Edson Fachin repudiando tentativas de intimidação da corte, o deputado o classificou de "filha da puta" e disse que não poderia ser punido por querer dar uma surra nele.

"Eu também vou perseguir vocês. Eu não tenho medo de vagabundo, não tenho medo de traficante, não tenho medo de assassino, vou ter medo de 11? Que não servem para porra nenhuma para esse país? Não... não vou ter. Só que eu sei muito bem com quem vocês andam, o que vocês fazem", completou a ameaça.

Na sessão desta quarta, Alexandre de Moraes votou pela manutenção da prisão em flagrante do deputado. Segundo o ministro, as declarações de Silveira são “gravíssimas”, e não somente do ponto de vista pessoal dos ministros, mas do ponto de vista institucional e de manutenção do Estado Democrático de Direito.

“Muito mais do que os crimes contra a honra contra ministros e o STF, muito mais do que ameaça contra a integridade física e a vida de ministros, muito mais do que ofensas pesadas, as manifestações tiveram o intuito de corroer o sistema democrático brasileiro e as instituições e de abalar o regime jurídico do Estado Democrático de Direito”, disse o magistrado.

Conforme Alexandre de Moraes, o parlamentar cometeu os crimes de tentar mudar o Estado de Direito; tentar impedir o funcionamento do Judiciário; incitar à subversão da ordem política e social, à animosidade entre as Forças Armadas e as instituições e à prática de crimes; e caluniar ou difamar ministros do STF. As condutas são previstas na Lei de Segurança Nacional (Lei 7.170/1983), artigos 17, 18, 22, incisos I e IV, 23, incisos I, II e IV e 26.

Para o relator, Silveira em liberdade ameaça a ordem pública e representa risco social. De acordo com Alexandre, as declarações do deputado contra a democracia e o Estado de Direito não estão cobertas pela imunidade parlamentar, já que essa garantia busca preservar aqueles princípios.

Além disso, o relator lembrou que Silveira tem um histórico de ameaças ao STF e protagonizou "um dos episódios mais lamentáveis" ao quebrar uma placa de rua com o nome da vereadora Marielle Franco (Psol), assassinada em 2018. No episódio, opinou o ministro, o deputado demonstrou "total escárnio" à figura de Marielle e desrespeito à homenagem que havia sido feita a ela no Rio de Janeiro. 

Todos os ministros seguiram o voto do relator sem maiores considerações, exceto Marco Aurélio. O decano da corte disse que, em 74 anos de vida e 42 anos de magistratura, jamais imaginou presenciar e vivenciar “uma fala tão ácida, tão agressiva, tão chula no tocante às instituições”.

Marco Aurélio concordou que era imprescindível interromper o crime em flagrante. "Creio que ninguém coloca em dúvida a essa altura a periculosidade do preso e a necessidade de preservar a ordem pública e, mais especificamente, as instituições."

Prisões contumazes
Daniel Silveira se orgulha de ter sido preso “mais de 90 vezes” pela Polícia Militar do Rio de Janeiro pelos delitos que cometeu. O deputado, que diz ser professor de luta, ficou famoso ao bater numa placa de rua com o nome da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018.

Entre as arruaças de Silveira estão a invasão de um colégio, para contestar o método de ensino da escola e a agressão a um jornalista, por não gostar das suas perguntas. O deputado, eleito na esteira da onda bolsonarista, vai enfrentar agora o julgamento de seus pares, na Câmara, que decidirão se ele segue preso ou não.

Enfrentará também proposta de expulsão do partido, conforme publica o UOL. O vice-presidente da legenda, deputado Júnior Bozzella (PSL-SP) anunciou nesta madrugada que se sente envergonhado pelo nível de irresponsabilidade e desequilíbrio de deputados como Silveira. Bozzella disse que esses "criminosos travestidos de deputados" não expressam o sentimento nem o caráter da maioria do povo brasileiro.

Defesa alega perseguição
A advogada Thainara Prado, que faz a defesa do deputado, divulgou nota afirmando que "a prisão do deputado representa não apenas um violento ataque à sua imunidade material, mas também ao próprio exercício do direito à liberdade de expressão e aos princípios basilares que regem o processo penal brasileiro".

"Os fatos que embasaram a prisão decretada sequer configuram crime, uma vez que acobertados pela inviolabilidade de palavras, opiniões e votos que a Constituição garante aos Deputados Federais e Senadores. Ao contrário, representam o mais pleno exercício do múnus público de que se reveste o cargo ocupado pelo deputado."

"A assessoria do deputado esclarece ainda que não houve qualquer hipótese legal que justificasse o suposto estado de flagrância dos crimes teoricamente praticados por Daniel Silveira, tampouco há que se cogitar de pretensa inafiançabilidade desses delitos. Evidente, portanto, o teor político da prisão do deputado Daniel Silveira."

A nota foi postada no perfil do Twitter do próprio deputado.

Ameaça à democracia
Em sua decisão, o ministro Alexandre de Moraes destacou alguns trechos do conteúdo da fala do deputado. Ele está comentando a nota do ministro Luiz Edson Fachin, que repudiou a tentativa do alto comando do Exército de intimidar o Supremo:

Em um determinado momento, o deputado diz sobre Fachin que "todo mundo está cansado dessa sua cara de filha da puta que tu tem, essa cara de vagabundo... várias e várias vezes já te imaginei levando uma surra, quantas vezes eu imaginei você e todos os integrantes dessa corte … quantas vezes eu imaginei você na rua levando uma surra".

E vai além: "Que que você vai falar ? que eu to fomentando a violência ? Não... eu só imaginei... ainda que eu premeditasse, não seria crime, você sabe que não seria crime... você é um jurista pífio, mas sabe que esse mínimo é previsível.... então qualquer cidadão que conjecturar uma surra bem dada com um gato morto até ele miar, de preferência após cada refeição, não é crime."

O deputado ainda cita outra manifestação de afronta ao Supremo, dessa vez ao concordar com declarações do então ministro da educação, Abraham Weintraub. "Vocês não têm caráter, nem escrúpulo, nem moral para poderem estar na Suprema Corte", disse. "Eu concordo completamente com o Abraham Waintraub quando ele falou ‘eu por mim colocava todos esses vagabundos todos na cadeia’, aponta para trás, começando pelo STF. Ele estava certo. Ele está certo. E com ele pelo menos uns 80 milhões de brasileiros corroboram com esse pensamento."

E ainda completou com mais ameaças: "Eu também vou perseguir vocês. Eu não tenho medo de vagabundo, não tenho medo de traficante, não tenho medo de assassino, vou ter medo de onze? que não servem para porra nenhuma para esse país? Não... não vou ter. Só que eu sei muito bem com quem vocês andam, o que vocês fazem."

"Não é nenhum tipo de pressão sobre o Judiciário não, porque o Judiciário tem feito uma sucessão de merda no Brasil. Uma sucessão de merda, e quando chega em cima, na suprema corte, vocês terminam de cagar a porra toda. É isso que vocês fazem. Vocês endossam a merda."

FONTE-CONJUR 

Clique aqui para ler a liminar de Alexandre de Moraes
Inq 4.781

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