12/02/2016

Prefeito Madeira, empresário Ilson Mateus e o presidente da Piracanjuba anunciam Fábrica em Imperatriz


A expectativa é de uma captação de 120 mil litros de leite por dia e mais de 150 empregos diretos na fase inicial

O prefeito Sebastião Madeira participou nesta quinta-feira (1º de dezembro) nas dependências das antigas instalações da Cooperleite, localizada na rua Leôncio Pires Dourado, no Bacuri, da solenidade de anúncio de instalação da tradicional indústria de laticínios Piracanjuba em Imperatriz.

Presentes também ao evento o diretor-presidente do grupo Mateus, Ilson Mateus, e o diretor-presidente da Piracanjuba, Cesar Hellou e o Secretário de Industria e Comercio do Estado Simplício Araujo.

Na ocasião, Madeira reconheceu a importância do grupo Mateus que contribui no fortalecimento da economia, geração de milhares de empregos e a renda à população de Imperatriz e de vários municípios da região Tocantina.

“Ele (Mateus) é um empresário que tem ajudado o desenvolvimento do Maranhão”, disse ele, que também destacou a chegada do novo empreendimento em Imperatriz, a indústria da Piracanjuba.

O prefeito assinalou que “Imperatriz possui uma logística excepcional e que mais de cinquenta por cento da produção será encaminhada para a região nordeste e norte do Brasil” .  “Temos mão-de-obra qualificada, povo trabalhador e que não tem a filosofia do emprego público e da acomodação”, disse ele.

Madeira observou que a cidade possui vários empresários que começaram vendendo lanche na garupa de uma bicicleta, e cresceram junto com o desenvolvimento de Imperatriz. “Nós queremos dar as boas-vindas a esse investimento que cresce a nossa cidade, e louvar ainda a iniciativa do empresário Mateus e do Governo do Maranhão”, frisou.
O empresário Ilson Mateus comentou que “tinha a convicção de convidar o diretor-presidente da Piracanjuba Cesar Hellou a instalar uma unidade em Imperatriz” . “Falei pra ele: Você fabrica e eu vendo os produtos, pois essa é minha parcela de contribuição para com a nossa cidade e região, a qual gosto muito, sou filho de Imperatriz”, disse.
Mateus reitera que pretende fazer o melhor por Imperatriz e conversou com o secretário de Estado, Simplício Araújo para viabilizar esforços para a instalação da indústria Piracanjuba em Imperatriz e o Estado tem sido parceiro nessa empreitada.

Sidney Rodrigues/Gil Carvalho

12/01/2016

ABORTO: Supremo vai decidir sobre a constitucionalidade da interrupção da gravidez para mulheres infectadas pelo Zica Vírus.


Depois de autorizar o aborto de fetos anencéfalos, agora  a maior corte do País vai decidir se autoriza ou não  a interrupção da gravidez de   infectadas pelo Zica

A cobertura da tragédia com o Chape  que , certamente acabou por desviar a atenção  da chamada grande mídia,  terminou por ofuscar  uma decisão polêmica do Supremo Tribunal Federal –STF tomada  na última quarta-feira, 30.  Três dos cinco ministros da Primeira Turma determinaram que a “ criminalização do aborto realizado no primeiro semestre de gravidez viola direitos fundamentais da mulher”

Tal decisão devolveu a liberdade de cinco médicos e enfermeiros presos no interior do Estado do Rio de Janeiro por terem realizado quatro abortos consentidos.
Autor de um dos votos o ministro Barroso justificou que: 
“Os direitos sexuais e reprodutivos da mulher, que não pode ser obrigada pelo Estado a manter uma gestação indesejada; a autonomia da mulher, que deve conservar o direito de fazer suas escolhas existenciais; a integridade física e psíquica da gestante, que é quem sofre, no seu corpo e no seu psiquismo, os efeitos da gravidez; e a igualdade da mulher, já que homens não engravidam e, portanto, a equiparação plena de gênero depende de se respeitar a vontade da mulher nessa matéria”.
O tema do aborto frequenta  a maior Corte de Justiça do País ,com uma certa frequência ,  há pelo menos 12 anos.  O caso mais emblemático é já pacificado,  foi da gravidez de  fetos anencefálicos (sem cérebro)  discussão iniciada em 2004 e só concluída em 2012 quando o STF passou a autorizar, nesses casos, a interrupção da gravidez.
Na próxima quarta-feira  o tema volta com  força ao plenário do   STF pela ocasião da constitucionalidade da interrupção da gravidez para mulheres gravidade infectadas pelo vírus Zika. Convém ressaltar que ao contrário do caso do Rio de Janeiro,  cuja decisão só valeu  entre as partes,  a decisão  que vier a ser tomada terá efeito para todos, vindo a assumir portanto,  efeito vinculante. Estarão no plenário todos os 11 ministros bem como organizações das  sociedade a favor e contra o pleito
 Até então a legislação brasileira só permitia a realização e aborto  nos casos de gravidez proveniente de estupro ou  que ensejasse em perigo  de morte para a mulher.
Estima-se que atualmente no Brasil sejam realizados um milhão de abortos por ano.

O convergente e o divergente, ou a livre manifestação do pensamento


Nada mais salutar na nossa jovem democracia do que a liberdade de expor o pensamento por intermédio  das suas mais diversas formas de manifestação. Liberdade essa fortalecida ainda mais com a explosão do fenômeno das redes sociais. Com 143 caracteres, ou menos, hoje é possível resumir para o mundo aquilo que se pensa sobre qualquer assunto. Dependendo do que e de quem seja o autor da frase, a resposta, positiva ou negativa, pode ser imediata e provocar, ou não, uma “revolução” e mudar os rumos estabelecidos. Tem sido assim no Brasil e nos países livres e nos quase livres.

O pensamento pode ser lido e ignorado, aplaudido ou criticado, agressivo ou amável, ofensivo, ou não, mas o autor hoje, no Brasil, conta com o direito de exercê-lo mesmo com o risco de vir a responder judicialmente por ele como está escrito lá na nossa Constituição.

Até pouco tempo a prerrogativa de dizer livremente o que bem se entendia era impensável, como bem lembrou durante um  evento acadêmico sobre o   o golpe militar no Brasil o ex- juiz de direito Marlon Jacinto Reis. Pensar diferente do poder estabelecido poderia custar a vida de uma pessoa, ressaltou o magistrado ao exaltar a liberdade que o cidadão brasileiro tem de poder se expressar livremente sem censura ou do risco de vir a ser punido até com a morte, como era comum durante os 21 anos da Ditadura Militar. Talvez não tivesse sido diferente caso tratasse de uma ditadura de esquerda.

A história comprova a cada dia que ditadura, seja de direita ou esquerda, não serve para a humanidade. No Brasil de hoje, por incrível que possa ser, o patrulhamento sobre o que se diz não vem, pelo menos oficialmente, do aparelho estatal, mas de determinados grupos, ou indivíduos que ao discordar de um, ou outro ponto de vista, não partem para o embate de ideias sendo a opção pela calúnia, injúria e difamação.

Se há um pensamento comum e convergente, surgem os deuses, se aparece um pensamento divergente, rapidamente  os deuses são reduzidos a demônios. Não há respeito pelo que o outro pensa ou defende. A regra é agredir para desqualificar.

O poeta e ensaísta francês Fraçois Marie Arouet (1694-1778), mais conhecido por Voltaire, no seu tempo, já se preocupava com o tema da liberdade de expressão. Teria sido dele, embora haja controvérsias, a tão decantada frase “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las”. Dúvida quanto à autoria à parte, tal citação, tornou-se ao longo dos anos lema da luta pela liberdade de expressão.

O mundo mudou, está mais rápido, mais ágil no veicular das notícias, teorias, teses, verdades prontas, mentiras; projetos e ideologias, o que fatalmente obriga ao surgimento de um cidadão cada vez mais crítico e capaz de filtrar o que vê, ouve e o que lê nesse universo virtual para não se deixar contaminar por ideologias contrárias aos ideais democráticos.

Numa democracia é preciso que as pessoas tenham ao seu dispor e cultivem a pluralidade de ideias e pensamentos, e delas tirem o proveito necessário para melhorar a vida em sociedade. Não se pode correr o risco do fortalecimento do pensamento único, pois é assim que surgem os déspotas, os tiranos, os ditadores capazes de atrocidades para se imortalizarem no poder. Numa democracia fortalecida pela liberdade da livre manifestação do pensamento e pelo cultivo da pluralidade de ideias, o mal certamente terá mais dificuldade de prosperar.