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7/29/2024

RAYSSA, A ALQUIMISTA

 


A arte de transformar bronze em ouro

 

Na Idade Média, surgiu uma ciência que prometia ser a solução para todos os males físicos e morais. Além disso, possuía o condão de obter o elixir da longa vida e transformar metais menos nobres em ouro. Essa ciência era a alquimia. Com a devida licença poética, a imperatrizense Raysa Leal amanheceu a segunda-feira, 29, como uma alquimista da modernidade. Dessa forma, fazendo jus ao epíteto de “Fadinha” que a alçou a um dos maiores nomes do skate mundial. Na manhã do domingo, 28, ao estilo da melhor alquimia, não só transformou o bronze em ouro, como corações de ferro em um mar de lágrimas de emoção, incutindo no inconsciente coletivo a memória de um feito que jamais será esquecido.

E outra alquimia da Fadinha: de uma hora para outra, o País do Futebol começou a conhecer o que é um switch, backside 180, half-turn, frontside 180, enfim, a linguagem própria de um esporte novo em Olimpíadas, que há quatro anos, em Tóquio, revelou a imperatrizense para o mundo. O dicionário do brasileiro, tradicionalmente acostumado a termos futebolísticos, começou a ganhar novos verbetes, e as crianças nas praças começaram a sonhar não apenas com dribles e gols, mas com manobras e rodopios sobre quatro rodinhas.

 No inesquecível domingo, 28, o Brasil pontuou no pódio olímpico com três medalhas: uma de prata e duas de bronze. Rayssa foi bronze, mas conseguiu, com sua magia, transformá-la em ouro. A celebração não foi apenas de uma vitória individual, mas de uma conquista coletiva que uniu o país em torno de um novo sonho. As redes sociais fervilhavam com homenagens e aclamavam a jovem skatista que, com seu sorriso encantador, mostrou ao mundo a força e a garra de uma nova geração de atletas brasileiros.

 Em meio à euforia, a história de Rayssa Leal transcendeu as competições. Ela se tornou símbolo de esperança e inspiração, especialmente para as jovens meninas que, ao vê-la brilhar, passaram a acreditar que também poderiam alcançar o impossível.

 Assim como os antigos alquimistas buscavam a pedra filosofal, Rayssa, com seu talento e determinação, encontrou a fórmula para transformar não só o bronze em ouro, mas também sonhos em realidade. E assim, a "Fadinha" continua sua jornada, deixando um rastro de magia e encantamento por onde passa, lembrando a todos que a verdadeira alquimia está na capacidade de transformar a própria vida e a dos outros.

 

12/17/2018

AS TRÊS ECONOMIAS DA AMÉRICA LATINA PRÓXIMAS DE SE TORNAREM AS MAIORES DECEPÇÕES DE 2018!




DO BLOG DO CEZAR MAIA



(CNN, 08) No início do ano, poucos imaginavam que haveria uma revolta popular nicaraguense e que ela provocaria centenas de mortes.

Enquanto a crise se agrava na Venezuela, país com o pior desempenho econômico na América Latina, três outras economias da região correm o risco de fechar o ano sob fortes quedas.

É o caso da Nicarágua, da Argentina e do Equador, que têm dado sinais de que terminarão 2018 numa situação complicada.

Na Argentina, o bom desempenho econômico no primeiro trimestre não indicava que meses depois haveria uma corrida contra a moeda local, o peso, e que a taxa básica de juros chegaria a 60% (no Brasil, ela é de 6,5%).

Quanto ao Equador, os analistas se preocupam com o alto nível de endividamento público.

Já o Brasil, que nos últimos anos se habituou a figurar nos rankings das economias com pior desempenho do continente, escapou desta vez. Segundo a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), o país deve crescer 1,6% em 2018 - 0,1 ponto percentual acima da média de crescimento de toda a América Latina, segundo a comissão.

Nicarágua: o impacto da crise social e política

A crise social e política na Nicarágua resultou em mais de 300 mortes e quase 2.000 pessoas feridas, segundo o Escritório do Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos.

A organização denunciou execuções extrajudiciais, desaparecimentos forçados e barreiras ao acesso à assistência médica num país que enfrenta protestos massivos contra o presidente Daniel Ortega.

Em meio à crise, a Cepal projeta uma brusca queda no crescimento econômico, que deve passar de 4,9%, em 2017, para 0,5% neste ano.

O conflito teve um impacto profundo no turismo, no comércio e na agricultura, além de afetar exportações e investimentos.

"Se o baixo crescimento persistir e as tensões sociais não se resolverem, deve-se esperar que os indicadores sociais comecem a deteriorar", disse à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, Daniel Titelman, diretor da Divisão de Desenvolvimento Econômico da Cepal.

Mas há um elemento importante na economia local, que são as remessas de nicaraguenses no exterior - o economista estima que não haverá redução desse volume, ao menos um fator positivo num país tão convulsionado.

A Nicarágua representa 0,3% do PIB da América Latina e registrou no ano passado um PIB per capita de US$ 2.217 (cerca de R$ 8.600). O país tem 6,2 milhões de habitantes.

Argentina em situação de emergência


A Argentina, com 44,5 milhões de habitantes, tem vivido dias sombrios. O presidente Mauricio Macri declarou que o país está em uma "situação de emergência" e anunciou um plano de ajuste que inclui uma redução no número de ministérios a menos da metade e volte a impor impostos sobre as exportações agrícolas.

O peso argentino perdeu 50% de seu valor ante o dólar no último ano, e espera-se que a depreciação acelere ainda mais a inflação, que já superou os 30%.

Além disso, a taxa de juros chegou a 60%, algo difícil de imaginar no primeiro trimestre, quando as coisas caminhavam dentro do previsto.

Macri busca diminuir o déficit orçamentário para convencer investidores de que o país pagará sua dívida, uma das condições acordadas como parte de um empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI) de US$ 50 bilhões (o equivalente a quase R$ 195 bilhões).

O governo esperava atingir um equilíbrio fiscal até 2020 e o adiantou para 2019, impondo-se uma meta difícil de alcançar.

"A Argentina tem problemas de baixo crescimento, alta inflação e baixa credibilidade por parte dos mercados. Não é fácil manejar essa situação", afirma Titelman, da Cepal.

A Cepal projeta que a economia argentina, que cresceu 2,9% em 2017, tenha uma queda de 0,3% neste ano.

Terceira maior economia da região, a Argentina representa 11,7% do PIB regional e registrou no ano passado um PIB per capita de US$ 14.305 (cerca de R$ 56 mil).

O Equador e o ajuste do gasto público

O Equador cresceu 3% em 2017, principalmente graças ao aumento do consumo privado e do gasto público, financiado por meio de endividamentos.

É justamente o tamanho da dívida uma das pressões econômicas que inquietam os analistas estrangeiros.

Outro aspecto preocupante é que no ano passado o investimento caiu 0,5%, um dos fatores que fizeram a Cepal projetar um crescimento de 1,5% na economia do país neste ano.

Como essa queda ocorreu em apenas 12 meses? "Os motores que empurravam a economia em 2017 se debilitaram", diz Titelman, da Cepal.

No Equador, o petróleo tem um papel muito importante na economia, e a produção total do óleo teve uma queda de quase 3,4% em 2017.

Isso, somado a outras incertezas, como o ajuste de gastos promovido pelo governo de Lenín Moreno, influenciaram na redução das projeções.

A Cepal estima que haverá queda no consumo em meio a uma política monetária mais restritiva.

O Equador é uma economia dolarizada altamente sujeita aos vaivéns externos. "Quando o dólar se valoriza, isso não convém ao Equador, porque ele perde competitividade", disse Titelman.

E já que os EUA estão subindo as taxas de juros, novas nuvens podem surgir no horizonte. Frente a esses desafios, o governo equatoriano apostou em medidas de austeridade para reduzir o déficit e a dívida pública, com o intuito de aumentar a arrecadação.

O plano foi anunciado em abril deste ano e deixou organismos internacionais e investidores esperançosos. O Equador representa 1,9% da economia latino-americana e registrou no ano passado um PIB per capita de US$ 6.199 (cerca de R$ 24 mil). O país tem 16,8 milhões de pessoas.

12/06/2017

Turismo encerra 2017 com a entrega de 993 obras em todo o Brasil


Para a conclusão dos projetos, que melhoram a infraestrutura turística no país, o Ministério do Turismo repassou R$ 506,3 milhões

A pouco menos de um mês para o fim do ano, o Ministério do Turismo contabiliza a entrega de 993 projetos de infraestrutura turística em todas as regiões brasileiras. As obras contaram com repasse de R$ 506,3 milhões feito pela Pasta, além de R$ 68 milhões de contrapartida dos estados e municípios. São projetos de sinalização turística e obras que melhoram os acessos aos atrativos como pavimentação, pontes, rodovias e urbanização de orlas e balneários, entre outros.

Na lista de projetos concluídos ao longo deste ano estão ainda praças de eventos, pavilhões de feiras e exposições que estimulam o turismo doméstico, bem como terminais turísticos e Centros de Apoio ao Turista (CAT). Entre as obras de destaque estão as que contemplaram a pavimentação de via de acesso a destinos turísticos (189) - no valor total de R$ 98,7 milhões -, a sinalização turística (23) com repasses de R$ 10,1 milhões e a construção, reforma e compra de equipamentos para centros de convenções em todo o país (15) – no valor de R$ 70,9 milhões. Vale ressaltar que os centros de convenções são fundamentais para estimular o turismo de negócios em todo o país.

“Essas obras são fundamentais para o desenvolvimento regional, por meio do turismo, com a geração de emprego e renda para a população. A melhoria da infraestrutura turística também significa mais qualidade na experiência do turismo e, consequentemente, maior atração de visitantes para os destinos, impulsionando o surgimento de novos empreendimentos como hospedagem, alimentação e lazer, girando a economia local”, destacou o ministro do Turismo, Marx Beltrão.

As obras são realizadas, preferencialmente, nos municípios que constam no Mapa do Turismo do Brasil. A ferramenta do programa de regionalização do turismo brasileiro é um instrumento de transparência reconhecido pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para melhorar a aplicação de recursos públicos em destinos que adotaram o turismo como estratégia de investimento e alternativa de retorno econômico. Os recursos são provenientes do orçamento da Pasta e das emendas parlamentares apresentadas ao MTur.

Em 2017, o Centro de Convenções de João Pessoa foi a obra entregue de maior valor. Dos R$ 80,4 milhões investidos em obras finalizadas em 2017 na Paraíba, R$ 50 milhões foram para o equipamento de apoio ao turismo de eventos na capital. Em seguida está a primeira etapa do Centro de Convenções de Manaus que recebeu R$ 14,7 milhões, de um total de R$ 15,7 milhões investidos no Estado do Amazonas para obras entregues este ano.

11/13/2017

A JUDICIALIZAÇÃO DA SAÚDE: UM REMÉDIO QUASE AMARGO



No Brasil o tratamento de saúde de alto custo para os menos favorecidos só tem sido possível devido à intervenção da Justiça. Sem saída, às margens do desespero, por  não receberem o atendimento pelo Sistema Único de Saúde SUS, é cada vez maior o número de pessoas que batem às portas do Ministério Público e das Defensorias Públicas com a esperança de que a partir dali o judiciário, dependendo do caso concreto,  seja acionado e ordene ao ente demandado, seja a União, Estados e Municípios, que forneça medicamentos, autorize  cirurgias, transporte aéreo de emergência, além de outros itens não menos importantes.

A Judicialização da Saúde revela a fragilidade da execução da política de saúde no Brasil que não consegue  atender  às demandas dos beneficiários do SUS.  A população cresce e as necessidades aumentam; notadamente no quesito saúde, com o surgimento até de enfermidades ainda não estão contempladas nos protocolos do Ministério da  Saúde. Um grave problema enfrentado diariamente pelos gestores brasil afora.

Em Imperatriz não é diferente: boa parte dos recursos que vem para saúde vai para o atendimento de demandas judiciais. O município já foi obrigado a custear tratamentos de alto custo, mas também já recebeu ordem para fornecer até medicação para disfunção eréctil.

Os ex-´prefeitos de Imperatriz  enfrentaram essa situação e inevitavelmente o prefeito  Assis Ramos, também o enfrentará.

O que se convenciona chamar de Judicialização da saúde nada mais é do que a busca do Judiciário como última alternativa para obtenção dos remédios ou tratamentos negados pelo Sistema Único, seja pela ausência do medicamento/ou tratamento, na lista oficial do Ministério da Saúde, ou mesmo pela alegada limitação orçamentária. Encurralados, os gestores reclamam do orçamento cada vez mais escasso para atender a essas, e outras demandas, mas não têm muito o que fazer  vez que o não cumprimento da ordem pode ensejar até prisão.

Ao assistir o cidadão vulnerável o Poder Judiciário faz valer a Constituição Federal de 1988 que assegura o direito à saúde como fundamental assim, não há como não recorrer a ela quando esse direito é violado e, isso tem ocorrido diariamente em todo território nacional. Além do mais, os julgadores têm levado em conta o universal princípio da dignidade da pessoa humana, também presente na nossa Lei Maior.

Se por um lado os gestores reclamam da “Judicialização da Saúde” considerando-a uma espécie de intervenção de um poder em outro, é por intermédio desse mecanismo que milhares de brasileiros têm conseguido valer o pétreo direito à saúde que, de outra forma- considerando-se o caso concreto- jamais conseguiriam  seguindo o rito normal.

A preocupação crescente dos gestores e juristas sobre esse tema reside  no que consideram  de  “excessos na concessão  do que deveria ser excepcionalidade, mas que  virou  regra em todas as regiões do Brasil”. Uma situação, que segundo  avaliam,  pode vir a comprometer além  do orçamento público, as vigentes políticas públicas de  saúde. Um dado de 2010 do Ministério da Saúde assina essa preocupação: naquele ano, 2% do seu orçamento acabou sendo usado para o  custeio dessas demandas.  Compreende-se até essa preocupação, mas a questão é que, infelizmente o Estado Brasileiro não tem tido a capacidade  de efetivar essas políticas; se assim o fosse, o cidadão não precisaria bater às portas do Judiciário para fazer valer esse assegurado direito da pessoa humana.

Dada à insurgência dos gestores contra as decisões deferidas nos estados e municípios essa “questão” tem chegado com frequência ao Supremo Tribunal Federal–STF. Por enquanto o entendimento jurisprudencial daquela corte diante dos inúmeros recursos que ali chegam é de que, é solidaria a responsabilidade dos entes federados no dever de prestar assistência à saúde.

O bom mesmo seria o cidadão quando precisasse de tratamento médico {especializado} considerado de alto custo não fosse obrigado a recorrer ao Judiciário para valer um direito que é legitimamente seu.  Essa, sem dúvida, é uma situação, que cedo ou tarde, precisa ser priorizada e enfrentada com  muita  responsabilidade (Elson Araújo)









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