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5/03/2024

Jornal O progresso 54 anos, narrador incansável da história de Imperatriz


 

ElsonMAraujo

 

No pulsar da vida imperatrizense, embalado pelos ventos gerais, que já circulam pelos quatro cantos da cidade, um guardião, filho ilustre do empreendedorismo e da visão de futuro, se destaca, entrelaçado à própria trama histórica da cidade, do Maranhão e do Brasil   hoje aniversaria.

Há mais de cinco décadas, mais precisamente há  54 anos, o Jornal O Progresso ergue-se como testemunha ocular, narrador incansável dos acontecimentos que marcam  nosso tempo e ajudam  a moldar a  arquitetura da nossa história. Desde sua fundação, em 3 de maio de 1970, pelo ímpeto visionário de José Matos Vieira e a maestria do jornalista Jurivê Macedo, este periódico transcendeu o papel de mero veículo informativo, transformando-se em um monumento vivo da imprensa interiorana brasileira.

Nas páginas deste diário, entrelaçam-se as vozes dos que construíram e tecem a história de Imperatriz. O nome de Jurivê Macedo ressoa como um farol de lucidez, guiando não apenas os leitores, mas a própria essência do jornalismo regional. Sob sua pena, as crônicas, notadamente as políticas, ganharam vida, capturando a alma da cidade e eternizando-a em tinta e papel.  Não por acaso   essa vivência  jornalística/literária  o eternizaram, anos depois,  como um dos fundadores da Academia Imperatrizense de Letras (AIL)

Contudo, a jornada do Progresso não se restringe ao passado glorioso. Sob a égide do advogado Agostinho Noleto, brevemente, e agora sob a batuta firme de Sérgio Nahuz Godinho, o legado da imparcialidade e da relevância se perpetua. O jornalismo ali praticado e consagrado, é mais que um ofício; é um compromisso com a verdade e com a preservação dos pilares democráticos.

E é nesse compromisso que o Jornal O Progresso se ergue como um baluarte da liberdade de expressão e da democracia. Em um país onde a informação tem se tornado moeda de troca e a verdade se torna fugidia, esta instituição se mantém firme, oferecendo não apenas as notícias do dia, mas também um espaço sagrado para a expressão literária. A cidade que acaba de ganhar  a “maioridade democrática”  com direito de eleger o prefeito em dois turnos, também pode se orgulhar de ser uma das poucas cidades do País, a ter um jornal impresso  diariamente.

A Academia Imperatrizense de Letras, agraciada com o acervo histórico do jornal desde os seus primórdios, encontra ali não apenas registros de eventos, mas fragmentos da própria identidade cultural da região. É a convergência entre o factual e o artístico, entre a crônica do cotidiano e a poesia da alma, que torna o Jornal O Progresso um símbolo incontestável do poder da imprensa em uma sociedade democrática.

Neste 3 de maio, celebremos não apenas o aniversário de uma publicação, mas o legado de uma instituição que transcende o papel e a tinta, erguendo-se como um farol de luz e verdade em meio à tempestade da desinformação.

Que o Jornal O Progresso continue a brilhar, iluminando os caminhos da nossa história e da nossa consciência cívica.

Tenho orgulho de ao longo dos anos ajudar e a fazer parte desta bela e rica história.

Parabéns,

Vida longa a O Progresso!

4/29/2024

UMA GRANDE ÁRVORE CHAMADA IMPERATRIZ



ElsonMAraujo

 

Pelas saudáveis provocações da Academia Imperatrizense de Letras (AIL) e do Instituto Histórico e Geográfico de Imperatriz (IHGI), pela primeira vez na história não passou em brancas nuvens o aniversário da elevação de Imperatriz, de vila para cidade.

As provocações ganharam ainda mais força pelo fato dos idos cem anos da lei, assinada pelo presidente do Estado Godofredo Mendes Vianna, que em 22 de abril de 1924, transformou a pequena vila na hoje pujante Imperatriz.

Foram poucos os eventos e raríssimas manifestações. No saguão da Prefeitura houve um pequeno encontro, com pouquíssimos espectadores. A Assembleia de Deus promoveu uma celebração especial no Templo Central, e a Câmara Municipal, por iniciativa do vereador e historiador Carlos Hermes, e convocação do presidente da casa vereador Alberto Sousa, uma reunião solene com diversas autoridades. Menos da metade dos 21 vereadores atendeu ao chamamento, mas valeu a inciativa, que acabou sendo a mais importante das citadas. Tratou-se de um rico reencontro da cidade com uma parte esquecida da nossa história.

A   data da elevação faz parte do capital histórico do município, mas, nunca comemorado. É que com o passar dos anos ganhou força mesmo, a não menos importante data da fundação, 16 de julho de 1852. Tenho uma teoria passa esse fato. O fundador Frei Manoel Procópio, segundo os registros históricos, não se limitou a fundar a povoação. Por aqui ele passou 20 anos cumprindo o papel religioso, sem, no entanto, deixar de lado a militância política. Esse ativismo do padre, deve ter ajudado a consolidar o 16 de Julho, como a “data da cidade” .

Se o 24 de abril não fora definitivamente esquecido e acabou celebrado, ainda no modo acanhado, pela primeira vez, justiça seja feita; deve-se à insistência de acadêmicos como Edmilson Sanches, membro da AIL e também do IHGMA e do IHGI de Imperatriz, que sempre que a ocasião permitia lembrava desse até então relegado fragmento histórico da nossa cidade.


Neste 2024 do centenário, tanto a AIL, quanto o IHGI, as duas casas de cultura histórica literária mais importantes desta banda do Maranhão têm gerado debates, textos e palestras sobre o tema.

Destaco aqui, mais uma vez, o acadêmico Ribamar Silva, que nas suas pesquisas encontrou até copia da lei que   nos elevou à categoria de cidade, e hoje é um especialista no assunto. Tanto, que lançou uma espécie de desafio para os historiadores que se interessam pelo tema, que é levantar, encontrar documentos sobre algum movimento levado a efeito pela elite política/econômica daquele tempo para convencer o então governador Godofredo Vianna da elevação de Imperatriz de  Vila,  para cidade.

Tarefa difícil, pois não há, porque segundo Ribamar Silva,  não existiu.  A cidade só foi saber da boa nova muito depois. Tendo sido apanhada de surpresa.

Como não há documentos que demonstrem algum movimento em torno da luta pela elevação de Imperatriz à categoria de cidade, seguindo o curso dos acontecimentos que marcaram a povoação desde sua fundação cabe especulações ou teorias.

O próprio Ribamar Silva tem a sua.  Ele acredita que possivelmente a presidência do Estado tinha alguns critérios para tal iniciativa.

“Possivelmente quando determinada povoação atingia um certo número de habitantes ganhava esse direito” especula o pesquisador, que recorda que no mesmo ano também foram elevadas à categoria de cidade as vilas de Carutapera, São Francisco e Icatu.

Naquele tempo estimava-se que a população total de Imperatriz era 9.331 habitantes, dos quais residiam na área urbana cerca de mil pessoas.

Eu também tenho a minha teoria. A vila já tinha uma determinada movimentação econômica tendo as águas do Rio Tocantins como indutoras da economia local, inclusive com a exportação de mão de obra para os castanhais do Pará. Na nossa beira do rio já havia uma grande movimentação comercial e certamente, apesar das dificuldades de comunicação, o governo da época tinha conhecimento disso. Sendo assim, pelo número de habitantes e pelo que a cidade já movimentava economicamente não havia outro caminho a não ser a elevação.

A apatia politica de 2024 é muito distinta dos anos de 1852 até por volta de 1872, anos marcados pelo forte ativismo político do religioso Manoel Procópio, cujos registros históricos comprovam que permaneceu por aqui por 20 anos. E não ficou quieto; tanto que, a militância junto a outras lideranças políticas que aqui surgiram, como Amaro Bandeira, resultou em 1856 na Lei Provincial 398, que elevou a povoação à categoria de vila com a denominação de Vila Nova da Imperatriz, desmembrado do município de Chapada, atual Grajaú.

Na época dele havia uma disputa política entre A Vila Nova da Imperatriz e Porto Franco, e pela Lei Provincial 524/ 1859, a sede da Vila foi transferida para a sede daquela.

Procópio e os de sua época, continuaram com o ativismo político e conseguiram, por meio da Lei Provincial 631/1862, a transferência da sede da Vila de Porto Franco para Imperatriz até que 62 anos depois, a nossa Imperatriz foi elevada á condição de cidade com a denominação de Imperatriz, pela  pela Lei Estadual n.º 1.179, de 22-04-1924

Manoel Procópio, evidentemente não estava mais entre nós, pois faleceu na Bahia em 1886, com mais de 70 anos mas,  deve teria ficado orgulho com a semente que plantou, gerou frutos e se tornou a grande árvore, que hoje é nossa querida Imperatriz.

 

3/03/2024

OS CEM ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE IMPERATRIZ

                                                     Godofredo Viana, presidente do Maranhão 
                                                     em 1924

ElsonMAraujo

 

Imperatriz é uma das únicas cidades do Maranhão que entre as datas magnas, historicamente, celebra a da fundação, 16 de julho de 1852, e não da emancipação política, ocorrida dia 22 de abril de 1924, como acontece com a grande maioria dos municípios maranhenses.  Nesse aspecto, junta-se a São Luís, a capital maranhense fundada pelos franceses a oito de setembro de 1612, fundada no curso do segundo século da chegada dos europeus nas terras do pau brasil.

De forma esparsa já tem algum tempo que o 22 de abril é lembrado por historiadores e pesquisadores da cidade.  O jornalista e pesquisador Edmilson Sanches cita a data na Enciclopédia de Imperatriz, e sempre que o momento requer, nas suas palestras, também lembra a data esquecida.  O jornalista Coló Filho, de O Progresso, é outro que, uma vez ou outra, chama a atenção para essa página esquecida, ou deixada de lado, da história da terra fundada pelo Frei Manoel Procópio.

Com a criação do Instituto Histórico e Geográfico de Imperatriz (IHGI), ao considerar-se que em abril próximo ocorre o centenário de emancipação política da cidade, o tema passou a ser objeto de pesquisa de seus membros; destacando-se o acadêmico Ribamar Silva, que também tem assento na Academia Imperatrizense de Letras.

Ribamar escreve um livro sobre a implantação do Poder Legislativo em Imperatriz, e ao mergulhar fundo nas pesquisas para a construção da obra despertou curiosidade sobre os acontecimentos, os movimentos e os atores políticos da época que teriam motivado o então mandatário do Estado Godofredo Viana a assinar a certidão do nascimento político/administrativo da hoje, oficialmente, segunda capital do Estado.

Os levantamentos do pesquisador já deram lugar uma palestra e o assunto foi tema da reabertura do ano acadêmico da Academia Imperatrizense de Letras, logo depois do Carnaval. Ao lançar luzes sobre o tema Ribamar Silva levantou uma polêmica ao intuir que diferente do que ocorrera em outros municípios maranhenses a emancipação não decorreu de nenhuma luta ou bandeira levantada pela incipiente Imperatriz do final do primeiro quartel do século XX.  Não foi encontrado por ele nenhum documento, publicação ou texto que indique algum movimento prévio, ou comemoração para recepcionar a boa nova. Para ele, a cidade teria recebido a notícia com apatia.

Com a citada descoberta, Ribamar abre espaço para futuras pesquisas sobre o período que antecedeu o ato que culminou com a emancipação política da cidade. A decisão do governador Godofredo Viana teria sido mera obra do acaso? Ou teria decorrido de alguma luta dos políticos e a elite econômica da então povoação daqueles ido.  Espaço aberto para  a quem interessar possa, buscar subsídios para contrariar as pesquisas do pesquisador Ribamar Silva ou apresentar, documentalmente, provas de algum movimento emancipacionista da época capaz de ter sensibilizado o então presidente do Estado do Maranhão, como era denominada a figura do governador, que na mesma ocasião emancipou num bolo só as vilas de  Carutapera,  São Francisco, Icatu,  e São Miguel.

Sobre a fundação de Imperatriz há muita literatura nos diversos formatos, mas nada sobre a emancipação.  Por enquanto não se deparou com nada nos arquivos históricos.

No livro O Sertão ,  subsídios para a história e geografia do Brasil, da escritora maranhense, Carlota Carvalho, publicado em 1924, ela cita alguns nomes que compunha a elite econômica e  política  da cidade daqueles tempos, tais como Honório Fernandes Primo,  Antônio Chaves,  Coriolano de Sousa Milhomem, Félix Alberto Maranhão,  Emiliano Herênio Alvares Pereira;  José Lopes Teixeira,  Doroteu Alves dos  Santos, e Manoel Herênio Alvares Pereira, mas não faz qualquer referência a algum movimento emancipacionista levada a efeito por eles.

Ela ainda escreve “ninguém, porém, há procurado desenvolver a instrução, aumentar os conhecimentos humanos e elevar a altura e moral do povo”. É dessa forma que Carlota Carvalho define comportalmente a elite da cidade do período da emancipação da cidade. Tema desconhecido ou, por causas ainda desconhecidas fora propositalmente esquecido por ela?

 

                                                     Cópia da Lei que emancipou Imperatriz

 

 

 

11/21/2018

2020 já chegou

Resultado de imagem para eleições 2020



Nem bem o resultado das eleições de 2018 se acomodou já começaram as articulações para as de  2020.  

Nos principais colégios eleitorais do Estado o que não faltam são nomes já em plena articulação, principalmente para o executivo. 

Em Imperatriz, por exemplo, já se lançaram como possíveis candidatos, além de Assis Ramos (naturalmente candidato à reeleição) o vereador e deputado estadual recém-eleito Rildo Amaral, o deputado estadual Marco Aurélio, o secretário estado da infraestrutura Clayton Noleto e o presidente da Câmara Municipal José Carlos Soares, todos da base do governador Flávio Dino onde se percebe uma maior agitação nessa direção.
Outros nomes também já são bastante comentados como o do advogado e coronel da reserva do Exército Miguel Daladier, o do empresário Richardson Lima, do médico Daniel Fiim, da jovem Mariana Carvalho, do empresário Josivaldo JP, do atual vice-prefeito Pastor Alex, do executivo Alfredo da Itaipava e  ainda o do deputado estadual Leo Cunha,  que não conseguiu renovar o mandato.  

Hoje no grupo do governador o empresário Ildon Marques também é cogitado, mas como é do seu estilo só deve voltar a falar em eleição bem pertinho de 2020.

Como não poderia deixa de ser o nome do ex-prefeito Madeira também frequenta as rodadas de apostas para 2020 mas a interlocutores mais próximos tem descartado de pronto qualquer possibilidade nesse sentido.   

Na capital o deputado estadual Eduardo Braide, recém eleito deputado federal, não esconde de ninguém o desejo de governar São Luís. O mesmo pode ser dizer do deputado estadual reeleito Welington do Curso.  Ainda na capital o grupo do governador aparece com os nomes de Felipe Camarão, Duarte Jr e Rubem Jr.

Essa movimentação nos grandes centros do Maranhão acabou contaminando todos os colégios eleitorais do Estado vindo a antecipar-do ponto de vista eleitoral-  2020.

Pelo visto os grupos querem seguir à risca aquele velho adágio popular que diz que : “ quem tem os olhos rasos chora mais cedo”.



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