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2/27/2018

Nível do Rio Tocantins volta a subir



Boletim da Defesa Civil registra cinco metros acima do marco zero
 Por  Francisco Lima

Nível do Rio Tocantins em Imperatriz voltou a subir nesta segunda-feira, 26, para 5,02 metros acima do marco zero. A informação é da Superintendência Municipal de Proteção e Defesa Civil. Devido ao volume de chuvas, a vazão do final de semana foi de 8.975,35 metros cúbicos por segundo.

No dia 09 de fevereiro o rio atingiu a faixa dos 7,22  metros acima do leito normal, afetando cerca de 130 famílias ribeirinhas. No feriado de carnaval as águas baixaram, e até a última sexta-feira mantinha elevação média de três metros.

O superintendente da Defesa Civil, Josiano Galvão destaca que não há previsão de transbordamento do rio, mas que a comunidade deverá ficar em alerta. “Estamos em estado de vigilância permanente em função das chuvas contínuas dos últimos dias, e a previsão é de mais chuvas para as  próximas horas”, destaca.

Segundo ele, em caso de provável emergência, as instalações no Parque de Exposições Lourenço Vieira da Silva continuam montadas para receber famílias desabrigadas. “Esperamos que não seja necessário, mas, em caso de novos alagamentos,  continuamos com os abrigos montados no Parque de Exposições para receber essas famílias que residem em áreas ribeirinhas”.

De acordo com monitoramento da Defesa Civil, as previsões de vazão do Rio Tocantins são de 4.271,40 m3s, para 24 horas; 4.138,73 para 48h; e 4.093,30 m3s para 72h. Boletins são divulgados diariamente no site da Prefeitura por meio de gráfico

12/07/2017

Nível do Rio Tocantins sobe mais de DOIS METROS

Elevação é resultado das intensas chuvas dos últimos meses

O nível do Rio Tocantins, em Imperatriz, voltou a subir nesta quarta-feira, 06,  para 2,11m acima do marco zero. A informação é da Superintendência Municipal de Proteção e Defesa Civil. A vazão foi de 5.087,21 metros por segundo. Há possibilidade do rio continuar enchendo nas próximas 72h.
O superintendente da Defesa Civil, Josiano Galvão, explicou que a previsão é que o rio suba de forma acentuada. “O nível pode elevar-se nos próximos dias. A elevação é resultado das intensas chuvas onde ficam as cabeceiras do rio” - explicou.

De acordo com o boletim de vazões de defluências da Usina Hidrelétrica de Estreito, UHE, as previsões de elevação do Rio Tocantins são de 3.203,00 m3s para 24h e 48h e 2.705,00 m³s para 72h. Informações são obtidas a partir do software Sistema de Acompanhamento de Usinas da ANGIE - SAU.

(Francisco Lima - ASCOM)

11/13/2017

CHOVE, CHUVA !


*Roberto Rocha*
*Senador da República*

A boa notícia vem lá dos rincões de Goiás e Tocantins, onde as chuvas finalmente deram o ar da graça. Depois de meses de seca, o lago da hidroelétrica de Estreito voltou a encher, elevando o nível do rio Tocantins em 45 centímetros.

Como eu já vinha alertando, há problemas estruturais na captação das águas do Tocantins que abastecem Imperatriz. Tudo funcionaria à perfeição se as bombas da Caema não fossem fixas, operando portanto somente até um certo nível das águas. Ocorre que o rio, desde 2015, vem apresentando um déficit hídrico, segundo a Agência Nacional das Águas, com apenas cerca da metade da média de chuvas esperada para o período.

O desconforto do rodízio no fornecimento da água poderia ter sido evitado se, desde o momento inicial das previsões do CPTEC/INPE tivessem sido antecipadas medidas que só agora o Governo do Estado se dispôs a tomar.  Em especial com um simples convênio operacional entre a Caema e a Sabesp, a maior empresa brasileira no setor e uma das quatro maiores do planeta.

Não custa lembrar que o Ministério Público de Imperatriz, há dois meses, já havia reunido os órgãos responsáveis para estudar o caso. Ou seja, o cenário estava mapeado, tecnicamente, e não seria necessário submeter a população à humilhação de um sistema de rodízio e pior, à ameaça de um colapso completo no abastecimento das águas.

Mas nunca é tarde para corrigir o erro. O governador Alckmin, a quem está afeta a Sabesp, colocou-se à inteira disposição para fornecer o equipamento necessário para bombear as águas com equipamento flutuante, que não depende do nível das águas para operar.

Aliás, isso não é novidade para ele. Esse mesmo equipamento já foi utilizado para bombear as águas da transposição do rio São Francisco e para garantir o fornecimento do consumo da capital federal, Brasília.
É por isso que fiz questão de convidar o governador, que estará em Imperatriz no próximo dia 25, onde nos dará uma palestra no âmbito do VI Seminário de Revitalização dos Rios Maranhenses e suas Nascentes. Temos muito a aprender com a experiência de gestão do governador que enfrentou e venceu a maior crise hídrica do país, que afetou um contingente populacional de 23 milhões de pessoas.


Na gestão pública também vale a sabedoria dos nossos avós que diziam que “mais vale prevenir do que remediar”.

11/10/2017

A Crise Hídrica na Bacia do Tocantins, segundo a Agência Nacional de Águas

 
Segundo a Agência Nacional de Águas, desde 2015, a bacia do rio Tocantins enfrenta condições hidrometeorológicas desfavoráveis, com vazões e precipitações abaixo da média. Em função disso, conforme aquela autarquia,  aquele ano foi o que apresentou  as menores vazões no rio Tocantins registradas desde o início das observações em 1931.
O déficit hídrico na bacia do Tocantins  acumulou em 2017, pois as chuvas observadas têm ficado abaixo da média esperada.  Estudos  demosntram que  precipitação observada entre outubro de 2016 e agosto de 2017, por exemplo, foi de apenas 47% da média esperada para o período,  dados confirmados pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/INPE).

Entre outubro de 2016 e abril de 2017, no último período úmido da bacia, as vazões do rio Tocantins foram as menores já verificadas de todo o histórico. A Ana assinala que  as baixas vazões do rio Tocantins têm acarretado impactos nos níveis de armazenamento dos reservatórios das usinas hidrelétricas integrantes do Sistema Interligado Nacional (SIN) ali instalados.
Dentre as usinas hidrelétricas do SIN, localizadas na calha do rio Tocantins, somente Serra da Mesa (GO), Peixe Angical (TO) e Tucuruí (PA) são reservatórios que possuem capacidade de regularização de vazões.
Com um volume útil de mais de 43.250hm³ (43,25 trilhões de litros), o reservatório de Serra da Mesa tem importância estratégica na regularização de vazões do rio Tocantins e no atendimento dos usos múltiplos da água na bacia. No entanto, o lago de Serra da Mesa tem sentido os reflexos das vazões e precipitações abaixo da média. Uma prova disso é que, em 13 de novembro de 2016, o reservatório atingiu o menor volume útil desde o início de sua operação: 8,72%.
Apesar do armazenamento de mais de 80% de seu volume útil em agosto de 2017, o reservatório de Tucuruí também vem sendo afetado pelas condições hidrometeorológicas adversas da bacia nos últimos anos. Em 2016, por exemplo, pela primeira vez a água não verteu na barragem da hidrelétrica desde o início da operação em Tucuruí.
Em todos os reservatórios das hidrelétricas as vazões liberadas têm sido substancialmente superiores às vazões naturais – aquelas que aconteceriam numa seção do rio caso não houvesse ações antrópicas em sua bacia contribuinte, como: usos consuntivos (que consomem água), regularizações de reservatórios e desvios de água. Caso não houvesse o efeito de regularização proporcionado por Serra da Mesa, as vazões do rio Tocantins estariam consideravelmente mais baixas. 
(Com informações da ANA)


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