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10/20/2023

E se parar de chover ? Alterações nos Padrões de Chuva e Seca

 

É “chover no molhado” dizer que a água é essencial para a vida e que desempenha um papel fundamental em todos os aspectos do nosso planeta. Desde a água que bebemos até a água utilizada na agricultura, sua disponibilidade e distribuição desempenham um papel importante em nossas vidas. No entanto, as alterações nos padrões de chuva e seca estão ameaçando a estabilidade desse recurso vital e afetando significativamente a agricultura. Vejam o exemplo preocupante e recente na Amazônia brasileira. Como diria minha saudosa mãe, sinais dos tempos.

O dois lados da mesma moeda- Os padrões de chuva e seca são uma parte fundamental dos ecossistemas da Terra. Quando a chuva é abundante e ocorre regularmente, os ecossistemas têm água suficiente para prosperar. No entanto, a escassez de chuva, ou seja, períodos de seca, pode causar sérios problemas para a disponibilidade de água doce e a agricultura. Infelizmente, as mudanças climáticas estão perturbando esses padrões naturais.

As alterações nos padrões de chuva, e seca, segundo especialistas na matéria, afetam diretamente a disponibilidade de água doce em várias formas. Primeiro, a recarga de aquíferos subterrâneos depende das chuvas, e a falta de precipitação adequada pode esgotar essas reservas essenciais de água. Além disso, as secas prolongadas em rios e lagos reduzem a quantidade de água disponível para consumo humano, industrial e agrícola.

A diminuição da disponibilidade de água doce não afeta apenas as áreas áridas, mas também regiões anteriormente consideradas abundantes em água. O resultado é a competição crescente por recursos hídricos, o que pode levar a conflitos e crises de água em muitas partes do mundo.

Será que teremos num futuro não tão distante, “guerra pelo controle de aquíferos?


A agricultura é altamente dependente da água para o cultivo de safras e a criação de gado. As mudanças nos padrões de chuva e seca têm um impacto direto na produtividade agrícola. A falta de chuvas adequadas pode levar à seca, que pode resultar na perda de safras, escassez de alimentos e aumento dos preços dos produtos agrícolas.

Além disso, as inundações repentinas causadas por chuvas intensas também podem prejudicar a agricultura, destruindo plantações e levando à erosão do solo. Isso representa um desafio significativo para os agricultores que dependem de condições climáticas previsíveis para planejar suas safras.

Diante desses desafios, a adaptação e a mitigação são essenciais. A adaptação envolve a implementação de práticas agrícolas mais resilientes, como o uso de métodos de irrigação mais eficientes e a seleção de cultivos adequados às condições locais. A gestão sustentável da água também desempenha um papel fundamental na proteção dos recursos hídricos.

Além disso, a mitigação das mudanças climáticas é crucial. Reduzir as emissões de gases de efeito estufa ajuda a limitar o aumento das temperaturas globais, o que, por sua vez, pode ajudar a estabilizar os padrões de chuva e seca.

Pode se dizer, diante do quadro de degradação ambiental que o mundo vive atualmente, que as alterações nos padrões de chuva e seca representam um desafio significativo para a disponibilidade de água doce e a agricultura em todo o mundo.

À medida que as mudanças climáticas continuam a afetar nosso planeta, a busca por soluções inovadoras e práticas sustentáveis se torna cada vez mais urgente. A gestão responsável dos recursos hídricos, a promoção da resiliência agrícola e a redução das emissões de gases de efeito estufa são etapas fundamentais para enfrentar esse desafio e garantir a segurança alimentar e a disponibilidade de água doce para as gerações futuras.

2/27/2018

Nível do Rio Tocantins volta a subir



Boletim da Defesa Civil registra cinco metros acima do marco zero
 Por  Francisco Lima

Nível do Rio Tocantins em Imperatriz voltou a subir nesta segunda-feira, 26, para 5,02 metros acima do marco zero. A informação é da Superintendência Municipal de Proteção e Defesa Civil. Devido ao volume de chuvas, a vazão do final de semana foi de 8.975,35 metros cúbicos por segundo.

No dia 09 de fevereiro o rio atingiu a faixa dos 7,22  metros acima do leito normal, afetando cerca de 130 famílias ribeirinhas. No feriado de carnaval as águas baixaram, e até a última sexta-feira mantinha elevação média de três metros.

O superintendente da Defesa Civil, Josiano Galvão destaca que não há previsão de transbordamento do rio, mas que a comunidade deverá ficar em alerta. “Estamos em estado de vigilância permanente em função das chuvas contínuas dos últimos dias, e a previsão é de mais chuvas para as  próximas horas”, destaca.

Segundo ele, em caso de provável emergência, as instalações no Parque de Exposições Lourenço Vieira da Silva continuam montadas para receber famílias desabrigadas. “Esperamos que não seja necessário, mas, em caso de novos alagamentos,  continuamos com os abrigos montados no Parque de Exposições para receber essas famílias que residem em áreas ribeirinhas”.

De acordo com monitoramento da Defesa Civil, as previsões de vazão do Rio Tocantins são de 4.271,40 m3s, para 24 horas; 4.138,73 para 48h; e 4.093,30 m3s para 72h. Boletins são divulgados diariamente no site da Prefeitura por meio de gráfico

11/13/2017

CHOVE, CHUVA !


*Roberto Rocha*
*Senador da República*

A boa notícia vem lá dos rincões de Goiás e Tocantins, onde as chuvas finalmente deram o ar da graça. Depois de meses de seca, o lago da hidroelétrica de Estreito voltou a encher, elevando o nível do rio Tocantins em 45 centímetros.

Como eu já vinha alertando, há problemas estruturais na captação das águas do Tocantins que abastecem Imperatriz. Tudo funcionaria à perfeição se as bombas da Caema não fossem fixas, operando portanto somente até um certo nível das águas. Ocorre que o rio, desde 2015, vem apresentando um déficit hídrico, segundo a Agência Nacional das Águas, com apenas cerca da metade da média de chuvas esperada para o período.

O desconforto do rodízio no fornecimento da água poderia ter sido evitado se, desde o momento inicial das previsões do CPTEC/INPE tivessem sido antecipadas medidas que só agora o Governo do Estado se dispôs a tomar.  Em especial com um simples convênio operacional entre a Caema e a Sabesp, a maior empresa brasileira no setor e uma das quatro maiores do planeta.

Não custa lembrar que o Ministério Público de Imperatriz, há dois meses, já havia reunido os órgãos responsáveis para estudar o caso. Ou seja, o cenário estava mapeado, tecnicamente, e não seria necessário submeter a população à humilhação de um sistema de rodízio e pior, à ameaça de um colapso completo no abastecimento das águas.

Mas nunca é tarde para corrigir o erro. O governador Alckmin, a quem está afeta a Sabesp, colocou-se à inteira disposição para fornecer o equipamento necessário para bombear as águas com equipamento flutuante, que não depende do nível das águas para operar.

Aliás, isso não é novidade para ele. Esse mesmo equipamento já foi utilizado para bombear as águas da transposição do rio São Francisco e para garantir o fornecimento do consumo da capital federal, Brasília.
É por isso que fiz questão de convidar o governador, que estará em Imperatriz no próximo dia 25, onde nos dará uma palestra no âmbito do VI Seminário de Revitalização dos Rios Maranhenses e suas Nascentes. Temos muito a aprender com a experiência de gestão do governador que enfrentou e venceu a maior crise hídrica do país, que afetou um contingente populacional de 23 milhões de pessoas.


Na gestão pública também vale a sabedoria dos nossos avós que diziam que “mais vale prevenir do que remediar”.

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