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1/13/2026

Maranhão: a fronteira estratégica que redesenha o futuro do Brasil

 


ElsonMAraujo

Do ponto de vista econômico, o Maranhão já ocupou lugar de destaque no cenário nacional. Celso Furtado, em sua obra clássica Formação Econômica do Brasil (1959), registra esse protagonismo ao analisar, com precisão quase cirúrgica, os grandes ciclos econômicos do País açúcar, gado, ouro e café. Trata-se de leitura obrigatória para quem deseja compreender não apenas a história econômica brasileira, mas também as oscilações e permanências deste que se pode chamar de “sagrado chão brasileiro”.

Com o passar dos anos, o Maranhão pode até ter perdido densidade econômica relativa, mas não perdeu aquilo que, no jogo das nações, costuma ser decisivo: posição estratégica e capacidade de reação. Essa capacidade, hoje, ganha novo fôlego sob a gestão do governador Carlos Orleans Brandão. Os números recentes indicam uma inflexão clara: o Estado volta a caminhar na direção de recuperar posições historicamente perdidas.

De forma gradual, e com políticas públicas bem calibradas, o Maranhão consolida-se como peça central no tabuleiro da logística nacional, da transição energética e da nova geopolítica do Atlântico Sul. Enquanto o Brasil discute seu futuro político mirando as eleições de 2026, um Estado antes tratado como periférico afirma-se, silenciosamente, como um dos ativos geopolíticos mais relevantes do País.

O Maranhão já não é apenas uma fronteira agrícola ou mineral. Transformou-se em hub estratégico multimodal, janela atlântica para o comércio internacional, plataforma espacial e laboratório da economia verde. Não se trata de ufanismo regional de um apaixonado por essa terra. Os fatos, observados com atenção, mostram que a trajetória maranhense nos próximos anos terá influência direta na competitividade brasileira no cenário global.

Localizado na confluência entre o Norte e o Nordeste, o Maranhão abriga a saída marítima mais curta do Brasil para os mercados da Europa, da América do Norte e para as rotas que passam pelo Canal do Panamá. Essa condição singular o transforma em pilar do chamado “Arco Norte”, estratégia logística que redefine os fluxos de exportação do País.

Nesse contexto, o Porto do Itaqui  como costuma destacar o ex-senador Roberto Rocha  é mais do que um terminal portuário: é um ativo soberano. Um dos portos de águas profundas mais produtivos do mundo, opera em duas frentes estratégicas fundamentais. De um lado, escoa o minério de ferro da Vale, via Estrada de Ferro Carajás; de outro, funciona como válvula de escape da produção agrícola do MATOPIBA, região que hoje figura entre os principais celeiros do planeta.

A integração multimodal amplia ainda mais esse potencial. A conexão entre a Ferrovia de Carajás e a Ferrovia Norte-Sul cria um corredor logístico sem paralelos no Brasil. Não apenas acelera o escoamento de commodities, como também atrai investimentos industriais em busca de eficiência logística, transformando o Maranhão em polo de atração de novos projetos produtivos.

No campo da soberania tecnológica, o Estado abriga outro ativo estratégico de alcance global: o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Sua proximidade com a Linha do Equador oferece uma economia de até 30% no consumo de combustível dos foguetes  vantagem competitiva decisiva no mercado internacional de lançamentos espaciais.

Com a assinatura do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com os Estados Unidos, o potencial comercial da base foi finalmente destravado. O Maranhão passa a se posicionar como plataforma para o lançamento de constelações de satélites de baixa órbita, infraestrutura essencial para comunicações 5G e 6G, agricultura de precisão, monitoramento climático e defesa nacional.

Paralelamente, o Estado navega uma transição econômica audaciosa. Mantém sua força nas commodities tradicionais, mas projeta-se como protagonista da economia de baixo carbono. Temas ainda pouco compreendidos pela maioria da população  e, por isso mesmo, pouco debatidos ,  ganharão centralidade nos próximos anos, como o hidrogênio verde.

Projetos em estudo buscam transformar o complexo portuário de São Luís em hub de exportação de H2V para a Europa. O Maranhão reúne condições naturais raras: potencial eólico e solar costeiro abundante, capaz de fornecer energia renovável barata, matéria-prima essencial para esse combustível do futuro.

Some-se a isso a segurança energética proporcionada pela Bacia do Parnaíba,  a segunda maior bacia hidrográfica do Nordeste, abrangendo Maranhão, Piauí e Ceará. A exploração de gás natural na região garante estabilidade à matriz energética e atrai indústrias intensivas em energia, criando um círculo virtuoso entre recursos naturais e desenvolvimento industrial.

No plano político-administrativo, sob a condução do governador Carlos Brandão, o Maranhão busca um equilíbrio delicado, porém necessário: manter alinhamento institucional com o governo federal, sem abrir mão da segurança jurídica e da infraestrutura exigidas por setores estratégicos como o agronegócio e a mineração.

Talvez aí resida o maior desafio da atual gestão: superar o paradoxo do crescimento. Como transformar o vigor do PIB , impulsionado por portos, ferrovias e commodities ,  em ganhos concretos no IDH e na renda per capita da população, ainda entre as mais baixas do País? A resposta a essa pergunta definirá não apenas a estabilidade social de longo prazo, mas também a atratividade do Estado sob os critérios globais de governança ambiental, social e corporativa.

Estudiosos do desenvolvimento econômico são categóricos: o Maranhão é hoje uma fronteira estratégica de infraestrutura, cuja relevância extrapola seus limites territoriais, tanto no curto quanto no longo prazo.

No horizonte imediato, até 2026, espera-se a intensificação da modernização do Porto do Itaqui e a celebração dos primeiros grandes contratos comerciais para o Centro de Lançamento de Alcântara. No campo político, o Estado será palco decisivo do debate eleitoral, onde o modelo de desenvolvimento em curso será confrontado nas urnas.

No longo prazo, o Maranhão tem potencial para tornar-se nó vital da cadeia global de suprimentos descarbonizada, conectando a produção agro sustentável do interior à exportação de energia verde pelo litoral. O êxito dessa travessia dependerá de uma governança tripla: eficiência logística, inovação energética e inclusão social.

O Maranhão que emerge desse processo já não aceita o papel de coadjuvante. Caminha para se tornar formador ativo do destino brasileiro no século XXI. E o governador Carlos Brandão tem plena consciência dessa responsabilidade histórica.


1/31/2019

Porto do Itaqui é destaque na imprensa nacional




O Broadcast da Agência Estado destacou, neste mês, as novas áreas que serão disponibilizadas pelo Porto do Itaqui para agroindústrias. São 500 hectares de áreas sob a gestão do porto público maranhense destinados à criação de um complexo industrial. Em entrevista à agência, o presidente do Itaqui, Ted Lago, afirmou que 350 hectares estarão prontos para negociação já no início deste ano.

“Queremos criar um complexo industrial para setores que não precisam estar necessariamente dentro da unidade portuária; podem ficar a 20 ou 30 quilômetros de distância, com interligação por meio de ferrovia ou rodovias”, disse Lago. “Podemos trazer indústrias que processem as commodities movimentadas no Porto do Itaqui e, assim, gerar um ganho expressivo na logística de escoamento”, afirmou à agência de notícias.

Segundo a reportagem, a iniciativa privada já se mostrou disposta a investir no Itaqui neste ano. “Até o momento, a estimativa é de que R$ 1 bilhão serão aportados em obras dentro da unidade portuária somente em 2019. Uma delas é a duplicação do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram)”, acrescenta a reportagem.

Também foi destaque no mesmo veículo a estimativa de crescimento em movimentação de cargas do porto maranhense: “Depois do recorde de 22,4 milhões de toneladas em 2018, a movimentação de cargas do Porto do Itaqui (MA) deve crescer 3% em 2019, impulsionada pela demanda asiática, principalmente por causa da compra de grãos brasileiros feita pela China”.

Além dos investimentos privados, a Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), gestora do Porto do Itaqui, fará neste ano um aporte de R$ 70 milhões para recuperação e modernização de berços e sistema elétrico. Nos últimos quatro anos foram cerca de R$ 300 milhões em investimentos próprios.


12/05/2017

*PREFEITO DE SÃO PAULO RECONHECE IMPORTÂNCIA ECONÔMICA DA ZEMA*


Em sua passagem pelo Maranhão, no último dia 30, quinta-feira, o prefeito da cidade de São Paulo, João Dória, foi recebido pelo senador Roberto Rocha, em seu escritório de representação de São Luís, ocasião em que o parlamentar apresentou o projeto da Zona de Exportação do Maranhão – ZEMA. De autoria de Roberto Rocha, o projeto prevê uma área de livre comércio, de importação e exportação e de incentivos fiscais especiais, com a finalidade de promover o desenvolvimento econômico e social, as relações de comércio exterior e a integração com o parque industrial nacional. As isenções e benefícios serão mantidos pelo prazo de 25 anos. A idéia é potencializar as condições portuárias, criando a área de livre comércio no Porto do Itaqui, que possui localização estratégia para o Brasil, pois liga o país aos principais portos do mundo, no continente americano e asiático, pelo Canal do Panamá, e nos continentes africano e europeu.
Prefeito da cidade mais populosa da América, São Paulo, João Dória, que além de jornalista e publicitário, é empresário bem sucedido, destacou a ZEMA como uma alternativa de  econômica para o Maranhão e para o Brasil: “A Zona de Exportação do Maranhão faz muito sentido, pela posição estratégia, pela posição geográfica e pela facilidade do calado. São 27 metros de profundidade, o que permite um porto de grande porte, semelhante àquilo que se tem em Singapura, em Hong Kong, com grandes polos exportadores. Portanto, uma idéia inovadora, geradora de empregos, geradora de renda e que beneficiará não apenas o Maranhão, mas, todo o país”, enfatizou Dória. 
 De acordo com o senador Roberto Rocha, apresentar a ZEMA é a possibilidade de ampliar a visão do conhecimento sobre a área de livre comércio. “Investimentos são atraídos, criam-se empregos e efeitos positivos dinamizadores da economia. A rigor, são zonas em que vigoram regimes tributários especiais, com impactos positivos para superar os obstáculos do crescimento, como estímulo à competitividade, distribuição regional e nacional de ganhos econômicos e sociais, além de outras vantagens”, explicou o senador. 
O projeto encontra-se com a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e tem como relator o senador Maranhense Edison Lobão. Na última quinta-feira, 29/11, foi incluído na pauta da reunião da comissão.

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