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12/07/2017

Nível do Rio Tocantins sobe mais de DOIS METROS

Elevação é resultado das intensas chuvas dos últimos meses

O nível do Rio Tocantins, em Imperatriz, voltou a subir nesta quarta-feira, 06,  para 2,11m acima do marco zero. A informação é da Superintendência Municipal de Proteção e Defesa Civil. A vazão foi de 5.087,21 metros por segundo. Há possibilidade do rio continuar enchendo nas próximas 72h.
O superintendente da Defesa Civil, Josiano Galvão, explicou que a previsão é que o rio suba de forma acentuada. “O nível pode elevar-se nos próximos dias. A elevação é resultado das intensas chuvas onde ficam as cabeceiras do rio” - explicou.

De acordo com o boletim de vazões de defluências da Usina Hidrelétrica de Estreito, UHE, as previsões de elevação do Rio Tocantins são de 3.203,00 m3s para 24h e 48h e 2.705,00 m³s para 72h. Informações são obtidas a partir do software Sistema de Acompanhamento de Usinas da ANGIE - SAU.

(Francisco Lima - ASCOM)

11/13/2017

CHOVE, CHUVA !


*Roberto Rocha*
*Senador da República*

A boa notícia vem lá dos rincões de Goiás e Tocantins, onde as chuvas finalmente deram o ar da graça. Depois de meses de seca, o lago da hidroelétrica de Estreito voltou a encher, elevando o nível do rio Tocantins em 45 centímetros.

Como eu já vinha alertando, há problemas estruturais na captação das águas do Tocantins que abastecem Imperatriz. Tudo funcionaria à perfeição se as bombas da Caema não fossem fixas, operando portanto somente até um certo nível das águas. Ocorre que o rio, desde 2015, vem apresentando um déficit hídrico, segundo a Agência Nacional das Águas, com apenas cerca da metade da média de chuvas esperada para o período.

O desconforto do rodízio no fornecimento da água poderia ter sido evitado se, desde o momento inicial das previsões do CPTEC/INPE tivessem sido antecipadas medidas que só agora o Governo do Estado se dispôs a tomar.  Em especial com um simples convênio operacional entre a Caema e a Sabesp, a maior empresa brasileira no setor e uma das quatro maiores do planeta.

Não custa lembrar que o Ministério Público de Imperatriz, há dois meses, já havia reunido os órgãos responsáveis para estudar o caso. Ou seja, o cenário estava mapeado, tecnicamente, e não seria necessário submeter a população à humilhação de um sistema de rodízio e pior, à ameaça de um colapso completo no abastecimento das águas.

Mas nunca é tarde para corrigir o erro. O governador Alckmin, a quem está afeta a Sabesp, colocou-se à inteira disposição para fornecer o equipamento necessário para bombear as águas com equipamento flutuante, que não depende do nível das águas para operar.

Aliás, isso não é novidade para ele. Esse mesmo equipamento já foi utilizado para bombear as águas da transposição do rio São Francisco e para garantir o fornecimento do consumo da capital federal, Brasília.
É por isso que fiz questão de convidar o governador, que estará em Imperatriz no próximo dia 25, onde nos dará uma palestra no âmbito do VI Seminário de Revitalização dos Rios Maranhenses e suas Nascentes. Temos muito a aprender com a experiência de gestão do governador que enfrentou e venceu a maior crise hídrica do país, que afetou um contingente populacional de 23 milhões de pessoas.


Na gestão pública também vale a sabedoria dos nossos avós que diziam que “mais vale prevenir do que remediar”.

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