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1/05/2026

Brasil em 2026: entre a tempestade geopolítica e a encruzilhada eleitoral

 

O Brasil desperta neste início de 2026 sob a sombra alongada de um fato que reordena o poder nas Américas: a captura de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos em território venezuelano. Não se trata apenas de um episódio regional. Trata-se de um divisor simbólico na forma como a força voltou a se impor sobre o Direito Internacional — e o Brasil, queira ou não, encontra-se no epicentro desse abalo.

Enquanto o governo Lula busca uma linha diplomática de equilíbrio na mais grave crise continental das últimas décadas, o país é simultaneamente projetado para o centro de um ano eleitoral marcado por polarização extrema. Instabilidade externa e fervor interno se combinam, testando como raras vezes a maturidade institucional, a estratégia internacional e a resiliência econômica brasileira.

Diplomacia no fio da navalha: soberania versus realpolitik

A postura brasileira diante da intervenção em Caracas exige precisão cirúrgica. No Conselho de Segurança da ONU, o Itamaraty reafirma princípios históricos: soberania nacional, não intervenção e solução pacífica de controvérsias. Condena-se o método — sem absolver o regime deposto. É uma posição coerente com a tradição diplomática brasileira, mas politicamente custosa.

No plano doméstico, a oposição explora a crise como ativo narrativo. Ressuscita-se o argumento de que a relação histórica do presidente Lula com Caracas teria colocado o Brasil em um campo diplomático vulnerável. O debate ultrapassa a política externa e toca um nervo sensível: a segurança nacional. Diante de uma operação militar rápida e cirúrgica na vizinhança, qual é, afinal, a real capacidade dissuasória do Brasil? A pergunta ecoa nos quartéis, nos editoriais e nos bastidores do Congresso.

Um ano eleitoral sob a sombra do mundo

O calendário político já está em marcha, e a crise venezuelana funciona como catalisador de discursos. O governo tenta ancorar sua narrativa em estabilidade econômica e agenda social: salário mínimo acima da inflação, programas como Pé-de-Meia e Gás do Povo, além de vitórias simbólicas no campo trabalhista, como o fim da escala 6x1 em setores estratégicos.

A oposição, por sua vez, aposta na retórica da insegurança. Soberania, fronteiras, alinhamentos internacionais e “fragilidade geopolítica” tornam-se palavras-chave. Busca-se colar o governo à imagem de uma esquerda regional em colapso. A polarização, longe de arrefecer, é alimentada pelo caos além-fronteiras.

Economia: cautela, nervosismo e sinais de fôlego interno

Os mercados reagem com sobriedade tensa. O dólar opera em patamar elevado, em torno de R$ 5,43, enquanto o Ibovespa oscila próximo aos 160 mil pontos. O receio é claro: contágio geopolítico sobre economias emergentes. Ainda assim, o quadro não é homogêneo.

A construção civil desponta como um dos vetores de crescimento em 2026, impulsionada por programas habitacionais e a retomada de obras públicas. É o retrato de uma aposta doméstica no crescimento como antídoto à instabilidade externa.

No plano global, eventos como a CES 2026 reacendem o debate sobre a economia do futuro: inteligência artificial, retorno real sobre investimentos em tecnologia e o possível estouro de bolhas especulativas. Esses fatores influenciarão diretamente o fluxo de capital de risco para startups brasileiras.

No campo energético, o Brasil ganha centralidade estratégica. Com a produção venezuelana em colapso, o país emerge como alternativa relevante no fornecimento de energia, especialmente para a China, seu principal parceiro comercial. Novas alianças, investimentos e pressões geopolíticas se avizinham.

O teste de 2026

O Brasil inicia seu ano decisivo navegando em águas agitadas. Três frentes definirão o sucesso  ou o fracasso  dessa travessia:

  • Diplomática, ao sustentar uma posição soberana e principista sem isolamento automático em um mundo fragmentado.

  • Política, ao conduzir uma eleição acirrada sem permitir que a agenda doméstica seja sequestrada por uma crise externa.

  • Econômica, ao provar que o mercado interno e políticas sociais podem amortecer choques globais.

Enquanto isso, as chuvas intensas no Rio de Janeiro e no Sul lembram que a emergência climática é um desafio permanente. Em contraste, o reconhecimento internacional do cinema brasileiro projeta um raro momento de soft power positivo.

2026 será o ano em que o Brasil precisará provar se suas instituições, sua economia e seu projeto de sociedade são suficientemente robustos para enfrentar, ao mesmo tempo, uma tempestade geopolítica e suas próprias divisões internas. O caminho escolhido agora definirá sua posição no mundo na próxima década.



12/17/2018

AS TRÊS ECONOMIAS DA AMÉRICA LATINA PRÓXIMAS DE SE TORNAREM AS MAIORES DECEPÇÕES DE 2018!




DO BLOG DO CEZAR MAIA



(CNN, 08) No início do ano, poucos imaginavam que haveria uma revolta popular nicaraguense e que ela provocaria centenas de mortes.

Enquanto a crise se agrava na Venezuela, país com o pior desempenho econômico na América Latina, três outras economias da região correm o risco de fechar o ano sob fortes quedas.

É o caso da Nicarágua, da Argentina e do Equador, que têm dado sinais de que terminarão 2018 numa situação complicada.

Na Argentina, o bom desempenho econômico no primeiro trimestre não indicava que meses depois haveria uma corrida contra a moeda local, o peso, e que a taxa básica de juros chegaria a 60% (no Brasil, ela é de 6,5%).

Quanto ao Equador, os analistas se preocupam com o alto nível de endividamento público.

Já o Brasil, que nos últimos anos se habituou a figurar nos rankings das economias com pior desempenho do continente, escapou desta vez. Segundo a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), o país deve crescer 1,6% em 2018 - 0,1 ponto percentual acima da média de crescimento de toda a América Latina, segundo a comissão.

Nicarágua: o impacto da crise social e política

A crise social e política na Nicarágua resultou em mais de 300 mortes e quase 2.000 pessoas feridas, segundo o Escritório do Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos.

A organização denunciou execuções extrajudiciais, desaparecimentos forçados e barreiras ao acesso à assistência médica num país que enfrenta protestos massivos contra o presidente Daniel Ortega.

Em meio à crise, a Cepal projeta uma brusca queda no crescimento econômico, que deve passar de 4,9%, em 2017, para 0,5% neste ano.

O conflito teve um impacto profundo no turismo, no comércio e na agricultura, além de afetar exportações e investimentos.

"Se o baixo crescimento persistir e as tensões sociais não se resolverem, deve-se esperar que os indicadores sociais comecem a deteriorar", disse à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, Daniel Titelman, diretor da Divisão de Desenvolvimento Econômico da Cepal.

Mas há um elemento importante na economia local, que são as remessas de nicaraguenses no exterior - o economista estima que não haverá redução desse volume, ao menos um fator positivo num país tão convulsionado.

A Nicarágua representa 0,3% do PIB da América Latina e registrou no ano passado um PIB per capita de US$ 2.217 (cerca de R$ 8.600). O país tem 6,2 milhões de habitantes.

Argentina em situação de emergência


A Argentina, com 44,5 milhões de habitantes, tem vivido dias sombrios. O presidente Mauricio Macri declarou que o país está em uma "situação de emergência" e anunciou um plano de ajuste que inclui uma redução no número de ministérios a menos da metade e volte a impor impostos sobre as exportações agrícolas.

O peso argentino perdeu 50% de seu valor ante o dólar no último ano, e espera-se que a depreciação acelere ainda mais a inflação, que já superou os 30%.

Além disso, a taxa de juros chegou a 60%, algo difícil de imaginar no primeiro trimestre, quando as coisas caminhavam dentro do previsto.

Macri busca diminuir o déficit orçamentário para convencer investidores de que o país pagará sua dívida, uma das condições acordadas como parte de um empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI) de US$ 50 bilhões (o equivalente a quase R$ 195 bilhões).

O governo esperava atingir um equilíbrio fiscal até 2020 e o adiantou para 2019, impondo-se uma meta difícil de alcançar.

"A Argentina tem problemas de baixo crescimento, alta inflação e baixa credibilidade por parte dos mercados. Não é fácil manejar essa situação", afirma Titelman, da Cepal.

A Cepal projeta que a economia argentina, que cresceu 2,9% em 2017, tenha uma queda de 0,3% neste ano.

Terceira maior economia da região, a Argentina representa 11,7% do PIB regional e registrou no ano passado um PIB per capita de US$ 14.305 (cerca de R$ 56 mil).

O Equador e o ajuste do gasto público

O Equador cresceu 3% em 2017, principalmente graças ao aumento do consumo privado e do gasto público, financiado por meio de endividamentos.

É justamente o tamanho da dívida uma das pressões econômicas que inquietam os analistas estrangeiros.

Outro aspecto preocupante é que no ano passado o investimento caiu 0,5%, um dos fatores que fizeram a Cepal projetar um crescimento de 1,5% na economia do país neste ano.

Como essa queda ocorreu em apenas 12 meses? "Os motores que empurravam a economia em 2017 se debilitaram", diz Titelman, da Cepal.

No Equador, o petróleo tem um papel muito importante na economia, e a produção total do óleo teve uma queda de quase 3,4% em 2017.

Isso, somado a outras incertezas, como o ajuste de gastos promovido pelo governo de Lenín Moreno, influenciaram na redução das projeções.

A Cepal estima que haverá queda no consumo em meio a uma política monetária mais restritiva.

O Equador é uma economia dolarizada altamente sujeita aos vaivéns externos. "Quando o dólar se valoriza, isso não convém ao Equador, porque ele perde competitividade", disse Titelman.

E já que os EUA estão subindo as taxas de juros, novas nuvens podem surgir no horizonte. Frente a esses desafios, o governo equatoriano apostou em medidas de austeridade para reduzir o déficit e a dívida pública, com o intuito de aumentar a arrecadação.

O plano foi anunciado em abril deste ano e deixou organismos internacionais e investidores esperançosos. O Equador representa 1,9% da economia latino-americana e registrou no ano passado um PIB per capita de US$ 6.199 (cerca de R$ 24 mil). O país tem 16,8 milhões de pessoas.

3/01/2018

Cemar premia com um carro e uma viagem clientes que mantém suas contas em dia



Da Assessoria

Mais de 100 mil clientes se cadastraram na promoção Energia em Dia Cemar

Em tempos de crise financeira manter as contas em dia, tem sido tarefa difícil. Como incentivo para que os seus clientes mantenham suas contas em dia, a Companhia Energética do Maranhão criou a promoção “Energia em dia” que premiou na última sexta-feira (23), Mauro Marcelo Pinheiro, da cidade de Santa Inês com uma viagem para Porto de Galinhas-PE e, nesta quarta-feira, (28), premiou com um carro Fiat Mobi zero km, Andréia Galvão, professora universitária, residente em São Luís.

Desde julho de 2017, quando a campanha foi lançada, mais de 100 mil clientes se cadastraram na promoção, que premiou 284 consumidores adimplentes, com sorteios semanais para os clientes que negociaram seus débitos e sorteios mensais para todos os clientes adimplentes. Foram mais de 280 mil reais em prêmios como vales-compras no valor de R$ 500, R$1.400, R$ 1.300 e R$ 640, além do carro zero km e uma viagem para Porto de Galinhas- PE com acompanhante.

Para o presidente da Cemar, Augusto Dantas, a promoção foi uma forma de valorizar e agradecer aos clientes que priorizam o pagamento da conta de energia e flexibilizar a negociação dos que estão em débito. “Nós sabemos que manter as contas em dia, durante a crise pela qual estamos passando é bem difícil, portanto, a Cemar preocupada com essa realidade considera importante valorizar os clientes adimplentes e estimular aqueles que, porventura, tenham débitos com a empresa, a realizarem a negociação”, avaliou Augusto.

11/18/2017

FAMEM participará de nova mobilização em Brasília

  
 Caravana maranhense será coordenada pelo presidente da Federação, Cleomar Tema.


Prefeitos e prefeitas maranhenses desembarcam em Brasília, nesta próxima segunda-feira (20), para participar de uma nova mobilização a  favor do fortalecimento do municipalismo e liberação de maior aporte financeiro, por parte do governo federal, para as prefeituras.

A caravana do estado será coordenada pelo prefeito de Tuntum e presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), Cleomar Tema.

A mobilização faz parte da campanha “Não deixem os municípios afundarem” e está sendo organizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

A programação completa, que envolve reuniões na Câmara Federal; no Senado; e com representantes do governo federal e de órgãos de controle externo, está disponível no www.cnm.org.br

No Senado, os gestores irão discutir temas como a atualização dos programas federais; emendas do FPM (PEC 61/15) e 1% do FPM (PEC 29/17).

Na Câmara serão tratadas a PEC 212/16 (precatórios); e os PLs 3776/08 (piso do magistério) e 2289/15 (resíduos sólidos).
No Congresso Nacional, a pauta comum tratará sobre a derrubada do veto ao Encontro de Contas (nº 30/17).

Com representantes do Poder Executivo, serão discutidas medidas que viabilizem a liberação de novos recursos para os municípios.

Os gestores públicos maranhenses também irão se reunir com a Bancada do Estado em Brasília, formada por deputados federais e senadores.

 ASSCOM FAMEM – (98) 2109 5412/14 




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