2/24/2013

Para fins de inventário corpo de Davi Alves Silva será exumado




Quatorze anos depois do seu assassinato Davi Alves Silva continua sendo notícia; agora por conta da exumação de seu corpo determinada pela Justiça para fins de conclusão do inventário. 


Pelo que se informa o aparecimento  de  filhos  do “de cujos” havidos fora do casamento estariam atrasando a conclusão do inventário  e a consequente  partilha dos bens deixados por ele.

Segundo matéria publicada neste domingo  no Jornal O Progresso a exumação foi determinada pelo juiz titular da da 3ª Vara da Família, Marcelo Testa Baldochi,  atendendo a um pedido de uma das partes interessadas.
Abaixo a integra da matéria assinada pelo jornalista Dema de Oliveira

Além da viúva (meeira) disputam o espólio de Davi seis filhos, havidos no casamento, e três tidos por fora.

O então deputado federal Davi Alves Silva foi assassinado, pelo ex-cunhado Abraão, no dia 23 de Setembro de 1998, no pátio do antigo Posto Esplanada. 


Davi foi deputado estadual,  prefeito  de Imperatriz e foi assassinado no exercício de um seguido mandato de deputado federal.



De O Progresso

O trabalho dos médicos legistas do Instituto Médico Legal (IML), sob o comando do diretor Alair Firmiano, seria feito na manhã desse sábado, no cemitério da cidade de Davinópolis, distante 18 km de Imperatriz. Entretanto, a exumação não aconteceu, tendo em vista que não compareceram ao cemitério os familiares de Davi Alves Silva, como também a parte interessada ou o seu advogado e, principalmente, o oficial de justiça para que a ordem judicial fosse cumprida. 

Em função disso, o diretor do IML, o médico legista Alair Firmiano, manteve contato com o juiz Marcelo Testa Baldochi e disse que a exumação não seria realizada ontem em função da ausência dos interessados. 

O magistrado autorizou a exumação mesmo sem essas pessoas. Mas, depois de ter ouvido as ponderações do médico legista Alair Firmiano, resolveu que uma outra data seria remarcada para o trabalho. 

Segundo informações, o motivo da exumação do corpo do ex-prefeito Davi Alves Silva é para que sejam retiradas partículas para um exame de DNA para possível reconhecimento de paternidade de um filho do ex-prefeito. 

Normalmente, nesses casos é feita a exumação em função de que familiares se negaram a fornecer o material. Quando acontece isso, a Justiça, através do juiz da Vara da Família, autoriza a exumação do corpo. 

Assassinato

Davi Alves Silva foi assassinado no dia 23 de setembro de 1998, quando se encontrava no pátio do Posto Esplanada, de sua propriedade, localizado às margens da rodovia Belém-Brasília, no bairro Coco Grande. 

Davi Alves Silva foi assassinado com um tiro pelo ex-cunhado, Abraão Ribeiro da Silva, que em seguida se suicidou. 

Carreira política
Deputado estadual, 1983-1987
Deputado federal, 1987-1989
Prefeito de Imperatriz, 1989-1993
Deputado federal, 1995-1998