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2/08/2026

Quando o cliente pagou quase tudo: Entenda a Teoria do Adimplemento Substancial



Você sabia que, em muitos casos, mesmo atrasando algumas parcelas, o consumidor pode evitar a perda de um imóvel, veículo ou contrato importante?

Isso é possível graças à chamada Teoria do Adimplemento Substancial, um dos temas mais relevantes e estratégicos do Direito Civil moderno.

Continue lendo e veja de forma simples o que é essa teoria, quando ela pode ser aplicada e como ela tem ajudado milhares de pessoas a proteger seus direitos.

A teoria do adimplemento substancial surgiu para evitar injustiças contratuais.

Ela parte de uma ideia simples e extremamente lógica:

 Se uma pessoa cumpriu praticamente todo o contrato, não é justo perder tudo por causa de um pequeno atraso ou inadimplemento parcial.

Ou seja, quando o devedor paga grande parte da dívida e demonstra boa-fé, a lei e os tribunais entendem que o contrato deve ser preservado, evitando medidas extremas como as temidas. 

  • Busca e apreensão de veículos;

  • Leilão de imóveis;

  • Consolidação da propriedade fiduciária;

  • Rescisão contratual.

Não existe um número fixo na lei, mas os tribunais costumam analisar alguns critérios importantes:

Pagamento da maior parte da dívida (geralmente acima de 70%)/ Boa-fé do consumidor
Pequeno atraso ou inadimplemento residual/  Ausência de prejuízo grave ao credor

Se esses requisitos estiverem presentes, é possível impedir a perda do bem e buscar alternativas mais equilibradas, como a renegociação da dívida.

A teoria aparece com muita frequência em situações como:

✔ Financiamento de imóvel

Imagine uma pessoa que pagou anos de financiamento e, por dificuldade financeira momentânea, deixou de pagar algumas parcelas. Nesses casos,  a depender do caso concreto , pode ser possível impedir o leilão do imóvel.

✔ Consórcios contemplados

É comum que consumidores paguem grande parte da carta de crédito e, diante de crise financeira, enfrentem ameaça de retomada do bem. A teoria pode impedir medidas desproporcionais.

✔ Financiamento de veículos

O pagamento quase integral do contrato pode impedir busca e apreensão do automóvel.

 O Que Dizem os Tribunais?

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que essa teoria não se aplica à adjudicação compulsória, pois poderia incentivar o inadimplemento. 

Originada do  direito inglês, tal teoria   surgiu para superar formalismos.  A  doutrina é amplamente utilizada no Brasil para conservar os ajustes e vedar o enriquecimento sem causaOu seja, o Judiciário brasileiro vem adotando uma visão mais equilibrada, valorizando a boa-fé e a justiça contratual.

É preciso saber .

 Quando a Teoria Não Pode Ser Usada?

Nem todo atraso permite essa defesa.

Ela normalmente não se aplica quando:

❌ A dívida ainda é alta
❌ Existe má-fé ou abandono do contrato
❌ O atraso compromete totalmente o negócio

Cada caso precisa ser analisado individualmente.

Por Que Essa Teoria é Tão Importante?

Ela protege o consumidor contra perdas desproporcionais e evita que pequenas dificuldades financeiras resultem em prejuízos irreversíveis.

Na prática, significa que:

👉 O contrato pode continuar existindo
👉 O consumidor pode renegociar a dívida
👉 O bem pode ser preservado

📞 Quando Procurar um Advogado?

Se você estiver enfrentando:

  • Ameaça de leilão de imóvel;

  • Busca e apreensão de veículo;

  • Problemas com consórcios;

  • Execução ou rescisão contratual;

Lembre-se , que é  fundamental buscar orientação jurídica o quanto antes. Muitas vezes, agir rapidamente faz toda a diferença.


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