1/06/2013

Filho de pescador, jornalista “aprende a conversar com os botos”


 
 Num canto “quase que perdido”  na beira do Rio Tocantins, no povoado Jatobá,  que pertence ao município de Praia Norte, no Estado do Tocantins, bem perto de Imperatriz, o jornalista  ambientalista Domingos Cezar faz hoje sua morada.

 Ali, “no quintal da sua casa”  preserva  e defende com unhas e dentes uma área de floresta que  orgulhosamente costuma mostrar aos poucos visitantes (amigos) que eventualmente deixam Imperatriz ou Açailândia  para naquele local “tomar um banho de natureza”.  

Purifica-se o corpo, a alma e o olhar, em poucos instantes,  pude constatar isso.


Domingos Cezar faz questão de mostrar aos amigos visitantes  sua última aquisição: “um paco paco”  com o qual  pretende,  brevemente,  percorrer o Rio Tocantins, dali até a Ponta da Ilha, recolhendo o lixo que alguns “desalmados” costumam jogar dentro do rio. “Vou fazer a minha parte” diz ele.

Enquanto  rememora com os visitantes as aventuras  vividas nos rios amazônicos pelo seu falecido pai, o pescador Cametá, que segundo ele, foi o maior pescador de todos os tempos e que  conversava com os botos,  uma auxiliar do jornalista não para de trazer numa travessa dúzias de “avoador”  espécie da ictiofauna  do Rio Tocantins  bastante apreciada por essas bandas, principalmente frita  e servida com a tradicional farinha de puba.  

“Depois de meu pai, sou o maior pescador desse lado do Brasil ”  gaba-se sorridente  o jornalista  olhando para rio"

Domingos Cezar garante que já  começou, assim como o falecido pai que lhe inspirou o livro “ Velho Marujo”,  a conversar com os botos”


“Por enquanto, não sei o porquê, eles parecem que têm raiva de mim. Não vai demorar muito  vamos conversar e  nos entender”  garante Cezar.

Uma certeza se tem quando se visita o Rancho Greenpeace: fica a vontade de voltar.