3/19/2014

Artigo: Suzano. Começa um novo ciclo.

O assunto da coluna desta semana não poderia ser outro a não ser a inauguração da fábrica da Suzano, evento que por sua importância traz a Imperatriz grandes nomes do empresariado e da política nacional.  Por conta da inauguração da fábrica a presidente Dilma Rousseff ampliou o roteiro de cidades por onde passará nesta quinta-feira. Dilma já tinha agenda em Belém e Marabá, no Estado do Pará, e ontem assessoria dela confirmou que a mesma estará em Imperatriz.  Deve acompanha-la na comitiva o ministro de Minas e Energia Edison Lobão e o senador José Sarney.  

A inauguração da fábrica é um evento importante, uma data bastante significativa por marcar a consolidação  de um  novo ciclo econômico da cidade que, segundo nossos historiadores, já passou pelos ciclos da Madeira, do Arroz, e do Ouro;  consolidou os do comércio e dos serviços,  e agora abre-se para o processo de industrialização que já começa bem com uma unidade industrial  de um respeitável grupo empresarial com 90 anos no mercado de celulose no Brasil e no exterior.

A entrada em operação da unidade da Suzano em Imperatriz é saudada  por alguns como marco do crescimento e do desenvolvimento econômico de Imperatriz, com a crença de que depois dela muitas outras indústrias de grande porte encontrem também o caminho da nossa cidade; outros,  ainda a veem com certa desconfiança face aos previsíveis, e imprevisíveis impactos ambientais que possam advir. O bom é que a empresa chega num momento em que o País conta com regras claras e bem definidas quando se fala em meio ambiente, e com um Ministério Público cada vez mais presente quando se fala  de  direitos difusos.

Desconfianças e incertezas à parte, nesta quinta-feira, 20 de Março de 2014, a maioria dos imperatrizeses, acorda orgulhosa por morar numa cidade pujante, com vocação para ser grande, com a capacidade de atrair uma das maiores indústrias de celulose do mundo, privilégio de poucas, e que já anuncia para este ano a produção de pelo menos 1, 1 mi toneladas do produto.

Se a Suzano acreditou e veio, certamente outras empresas de diferentes ramos da indústria também virão.  Já temos um Distrito Industrial e os incentivos necessários para isso.    

Aqui, para se estabelecer a Suzano encontrou não só as condições geográficas e de logística, mas também o apoio institucional do Governo do Estado e da  Prefeitura que não mediram esforços, primeiro para que a fabrica viesse para o Maranhão,  e depois para que a mesma fosse  implantada em Imperatriz.  O que pôde ser feito em termos de incentivos, foi feito.

Nas palavras do prefeito Sebastião Madeira, todo esse esforço, valeu a pena uma vez que se estabeleceu uma saudável relação de confiança entre a empresa, a Prefeitura e o Governo do Estado, o que motivou a Suzano a implementar em Imperatriz a sua sexta unidade fabril, uma das maiores do mundo.

Numa conversa com amigos ontem pela manhã  Madeira disse que a instalação da fábrica da Suzano/Imperatriz é um desses  eventos que definem o futuro de uma cidade e muda sua  perspectiva econômica. Para o prefeito, ao receber um investimento do porte da Suzano, com certificação internacional em todas as áreas Imperatriz, entre muitos outros benefícios, terá elevado o nível de profissionalismo em seus diversos segmentos.


Como veio para ficar, espera-se que além dos empregos diretos e indiretos e das receitas que vão dobrar num futuro breve o Produto Interno Bruto (PIB) de Imperatriz, a Suzano aumente também o grau de inserção na sociedade local. E com isso melhore o relacionamento com a cidade apoiando as entidades que desenvolvam projetos sociais nas áreas da educação, meio ambiente, esporte e lazer, e contribua efetivamente para que se estabeleça uma relação harmoniosa entre os interesses da empresa e os interesses e necessidades de da sociedade Imperatrizense. Haveria, assim, uma espécie de contribuição permanente da empresa a favor de quem a recebe hoje de braços escancarados.