4/30/2014

Prefeito alerta que Hipertensão Arterial é uma doença silenciosa


Em comemoração ao Dia Mundial de Combate e prevenção à doença Município promoveu diversas ações de saúde em Imperatriz.

            A Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS) tem intensificado as ações de combate à hipertensão arterial, doença crônica que acomete crianças, adultos e idosos de todas as classes sociais e condições financeiras. No Dia Mundial de Combate e prevenção a Hipertensão Arterial – 26 de abril, a SEMUS realizou importante evento no Hospital Municipal Regional Materno Infantil de Imperatriz, conscientizando mães e colaboradores sobre os riscos da doença.

            As comemorações iniciaram-se na sexta feira (24), quando profissionais da saúde do município, juntamente com Secretária Municipal de Saúde, Conceição Madeira, estiveram reunidos em um mutirão na Academia da Saúde polo Beira Rio; com o objetivo de sensibilizar a população sobre a importância de praticar  atividades físicas, tomar a medicação de forma correta e regular, e se alimentar de forma saudável que é fundamental para o controle da hipertensão. 

            Em seu discurso, durante a abertura do evento na Academia da Saúde, o Prefeito Sebastião Madeira enfatizou a questão da prevenção, já que a doença ao apresentar os sintomas muitas vezes já comprometeu diversos órgãos. “A dor é uma coisa boa e poucas pessoas sabem, porque uma doença que se manifesta através da dor logo é tratada. E uma doença silenciosa como a hipertensão é muito mais difícil de tratar”, alertou o prefeito ao explicar para o público como descobriu que é hipertenso.

            “Ao levar um colega que eu achava que estava passando mal para medir a pressão dele que media 12X8, o médico, meu irmão, pediu para medir a minha. E daí então veio à surpresa: 16X10. Este é o problema da pressão, não dói, a pessoa não sabe, continua comendo comida salgada e tem um desfecho muitas vezes trágico” disse Madeira ressaltando a importância de se verificar a pressão arterial constantemente,  pois todas as Unidades Básicas de Saúde do município dispõe deste serviço.

            Já Conceição Madeira ao discursar, chamou a atenção da população para importância dos exercícios físicos e da alimentação como forma de prevenir a doença. “A hipertensão não escolhe ninguém, ataca todo mundo. E ela tem dois vilões - o sedentarismo (que a corrigimos andando, nadando, dançando...) e o sal (que deve ser diminuído na alimentação – porque ele tem componentes como o sódio, por exemplo, que é necessário à saúde, mas que em excesso é prejudicial)”, destacou a secretária.

            A programação das atividades do último final de semana, voltada para orientação e cuidados para com os fatores de risco para Hipertensão arterial, contou com aeróbica orientada por Educador Físico, verificação de Pressão Arterial, Avaliação Antropométrica (peso e medida), Avaliação Nutricional, Avaliação Psicológica e Aplicação de vacinas contra influenza.

             “As readequações do estilo de vida são tão importantes quanto o uso de medicações. Embora seja difícil modificar hábitos de vida, uma cuidadosa atenção as recomendações de abandonar o sedentarismo realizando atividades físicas programadas e aderindo a uma alimentação equilibrada é fundamental”, frisou Arlete Amaral, coordenadora do Programa Hiperdia em Imperatriz. Ela salientou que para auxiliar a comunidade imperatrizense nessa mudança de hábito, o município disponibiliza a Academia da Saúde – um programa gratuito que oferece atendimento com Educador Físico, Nutricionista, Fisioterapeuta e Psicólogo.

            Além disso, para orientar e acompanhar os pacientes hipertensos de Imperatriz a Prefeitura mantém o Sistema de Cadastramento e Acompanhamento de Hipertensos e Diabéticos – HIPERDIA, que destina-se ao cadastramento e acompanhamento de portadores de hipertensão arterial e/ou diabetes atendidos na rede ambulatorial do Sistema Único de Saúde – SUS, permitindo gerar informação para aquisição, dispensação e distribuição de medicamentos de forma regular e sistemática a todos os pacientes cadastrados.
Maria Almeida - ASCOM