5/04/2014

80% dos acidentes de trânsito envolvem motocicletas em Imperatriz


Imperatriz tem frota de quase 70 mil motocicletas, diz
 secretário cabo J. Ribamar.

De cada 100 acidentes de trânsito, mais de 80% envolvem motociclistas em Imperatriz. Os dados foram revelados pelo secretário municipal de Trânsito e Transportes (Setran), José Ribamar Alves Soares, o cabo J. Ribamar.

Ele, que manifesta preocupação com o problema, observa que geralmente o motociclista envolvido em acidentes de trânsito acaba sofrendo consequências graves (óbito ou sequelas). “Imperatriz é considerada a capital da motocicleta; dispomos aproximadamente de 70 mil motocicletas e monociclos registrados em nossa cidade”, disse.

O secretário constatou ainda que o número de bicicletas em circulação pelas ruas e avenidas despencou em Imperatriz. “Temos debatido em âmbito nacional a volta do transporte público, embora o cidadão prefira transitar em seu veículo (carro ou motocicleta) considerado sonho de consumo do brasileiro”, explica.

J. Ribamar reconhece que o transporte público brasileiro precisa melhorar significativamente, reduzindo a frota de veículos particulares nas ruas e avenidas nas médias e grandes cidades do Brasil. Em São Paulo, exemplifica, o governo resolveu adotar o rodízio de placas de veículos, porém com resultados poucos satisfatórios. “Com isso, o cidadão passou a comprar dois veículos para todos os dias trafegar pelas ruas da capital paulista”, frisa.

Atenção redobrada - Ele orienta ainda que os motociclistas precisam redobrar os cuidados no trânsito em Imperatriz, principalmente quando da travessia em cruzamentos e vias preferenciais locais no centro e bairros. “O motociclista tem a cultura que esse tipo de veículo chega mais rápido e facilita o trânsito, porém comete infrações ao ultrapassar pela direita de forma indevida e no avanço de semáforos que é parada obrigatória”, conta.

J. Ribamar aconselha que “os motociclistas precisam ‘pisar no freio’ e redobrar a atenção para evitar choques (colisões) no trânsito, pois geralmente acabam levando a pior”. [Gil Carvalho – Ascom]