5/04/2014

Artigo: Um caso de amor chamado O Progresso


Mesmo com o advento dos meios que hoje permitem a leitura sem o manuseio, via tablets, smartPhones, notes, ou mesmo no velho PC, nada substitui o prazer de tocar, explorar manualmente cada página, sentir o cheiro de tinta fresca e devorar calmamente  o noticiário  de cada  dia de O Progresso,  um respeitável “senhor” que neste 3 de  Maio completa 44 anos de relevantes serviços prestados à comunicação social de Imperatriz e do Maranhão.  A coluna de hoje não poderia fazer referência a outro assunto a não ser a essa data das mais importantes para Imperatriz e para o Maranhão.

Imagino nesses tempos do nosso Senhor Jesus Cristo de avanços tecnológicos, da noticia em tempo real por meio dos blogs e  sites convencionais; das  redes  de comunicação internas e externas, o esforço da direção, dos editores, diagramadores, revisores e  gráficos, de O Progresso  para  que todos os dias, ( menos às segundas)  seja dia  de chuva  ou sol, pôr nas ruas e nas bancas  mais uma edição do expressão regional, um privilégio   de poucas cidades do porte de Imperatriz Brasil a fora.

Raras cidades brasileiras assemelhadas a Imperatriz têm o orgulho de um jornal diário. O que há, na grande maioria das vezes, são periódicos, semanais, quinzenais ou mensais.  Aqui, há 44 anos, temos o prazer pessoal de diariamente poder abrir o nosso Progresso, um hábito que nos enche de satisfação.

Desde que me compreendi como ser pensante que ouço falar em crise como sinônimo de escassez e de dificuldades. Em se tratando de Brasil a palavra já se incorporou ao cotidiano. Nos oitos anos de governo do PSDB o país enfrentou  pelo menos oito crises internacionais, o Governo do PT já passou por pelo menos duas provocando sérios problemas econômicos. Muitas empresas não resistiram, já o nosso Progresso  não só testemunhou e  registrou essas crises como resistiu a todas elas. O Jornal é um caso raro de resistência e longevidade de um veiculo de comunicação impresso no interior do Brasil. Virou, sem exagero, um “case”, um objeto de estudo.

Pelo que hoje representa posso, com convicção, afirmar que o Jornal O Progresso transcende ao patrimônio pessoal de seus proprietários.  Quem os conhece sabe que eles se quisessem há muito tempo já poderiam, ter fechado as portas e partido com sucesso para outras atividades menos trabalhosas. Sergio pai e Sérgio Filho merecem o respeito, o aplauso e a admiração dos maranhenses por se manterem firmes na condução do Jornal e tê-lo transformado num patrimônio da atual e das futuras gerações, num verdadeiro caso de amor da cidade.

O Progresso tem o mérito não só de ser uma testemunha viva da nossa história, mas também de ser ter sido e ainda ser  a “porta” de entrada e a escola para muitos profissionais de comunicação da cidade que assim como eu encontraram nas suas  editorias  a oportunidade para o exercício do oficio e o estágio para outros vôos.

Minha relação com o Jornal começou já na condução de Sergio Godinho que apostou e confiou no nosso trabalho. Foram quatro anos e meio de carteira assinada. Ainda lembro do dia, depois de quase duas semanas de preparação, que entrei na sua sala para lhe comunicar que ia deixar a casa para ser correspondente do Jornal O Estado do Maranhão , a convite, da então  diretora comercial Tereza Eugênia e por coincidência do saudoso jornalista  Jurivê  Macedo,  aquele que ao lado de José Matos Vieira, fundara O Progresso nos anos 70. As palavras ali naquele momento emocional  foram de incentivo e o choro foi inevitável.

Quebramos o vínculo laboral, mas nunca o sentimental. A amizade e o carinho por todos que constroem O Progresso continua até hoje; o vínculo como colaborador esporádico permaneceu, e agora nessa nova fase, com um espaço semanal que muito me envaidece. Só tenho agradecimentos a fazer sempre ao grande “Dom Godinho”

Parabéns a todos que fazem O Progresso de Imperatriz.