1/04/2015

A Força Estadual da Saúde do Maranhão. Surge uma esperança

 
Flávio Dino assumiu nesta sexta-feira, 1, de Janeiro, o Governo do Maranhão, e antes de aquecer a cadeira de governador  já anunciou uma série de medidas que demonstra de pronto algumas de suas  prioridades. Segurança e saúde, dois grandes gargalos, não só local, mas nacional, entraram logo na pauta do governador. A contratação de mil novos policiais e a criação da Força Estadual da Saúde do Maranhão são, nesse primeiro momento, as medidas iniciais do novo governador do Maranhão para o enfrentamento dessas duas problemáticas.

Saúde e segurança pública são problemas que afetam sobremaneira, a sociedade brasileira  e nos últimos anos  não têm  sido priorizados peloGoverno Federal. Por mais boa vontade que tenham os estados e municípios, com os recursos que hoje recebem,  não dão conta sozinhos das demandas.

Vou me ater mais à questão da saúde que em nosso município há meses passa por uma notória crise. É demanda demais e recursos de menos.  Aqui,   se a  coisa  não fosse tocada com austeridade pelo prefeito Madeira já tinha  cerrado as portas e a crise estaria  pior.

 Na cidade, quando o assunto vem à baila é  discutido sob o ponto de vista pessoal\eleitoreiro ou na base denuncismo  e sem nenhuma  contribuição  fática para o enfrentamento do problema, exceto espaço para “ o denunciador”  nos veículos de comunicação. Agora, com a criação da Força Estadual  da Saúde do Maranhão pelo governador Flávio Dino, se espera que  a situação da  saúde seja discutida com foco, e resolutividade e não só, Imperatriz, como o resto do Maranhão, seja beneficiado.
 
É bom que se ressalte que nossa  Constituição Federal  coloca a vida como sendo o bem maior dos direitos fundamentais, preceituando em seu artigo 196 que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado, contudo, em que pesem os louváveis diplomas legais criados para garantir e viabilizar a efetivação do direito à saúde no Brasil, enquanto direito fundamental de todos, é observada atualmente pela sociedade um processo contínuo de decadência da saúde pública em todos os estados brasileiros e o consequente sucateamento do SUS, assistido na mais completa inércia  nos últimos doze anos.

Dito isto, voltemos à nossa “paróquia”. Pode-se criticar o atual governo municipal de tudo, menos de falta de gestão, como às vezes  um ou outro oposicionista  tenta  passar  no caso da saúde.  É na escassez que se faz o mestre,  e é nesse sentido que mesmo com recursos congelados há seis anos, mesmo com o aumento estratosférico da demanda pelos serviços prestados pelo SUS em Imperatriz, o sistema de saúde  gerido pela Prefeitura funciona, enquanto em muitos municípios do Brasil os gestores já jogaram a toalha. Para se ter  uma ideia há seis anos o numero de atendimento no Hospital Municipal não chegava a dez mil por mês, hoje são 18 mil.
 
É consenso que existe uma crise nacional no campo da saúde pública e  não é culpa de prefeito A, B,  ou C, mas da engrenagem estatal que, assim como  já o faz com a   segurança pública, e outros setores estratégicos, parou de investir em saúde pública.  Os serviços não aparecem na mesma velocidade e grau de eficiência como a máquina de arrecadação.  Essa ineficiência termina por prejudicar toda sociedade,  e afetar  serviços básicos como o de saúde, talvez o maior deles.

O filme é igual em todo o País: uma situação que podemos chamar de caótica. A população sofre com a falta de atendimento médico adequado e com a crescente privatização do sistema. Longas filas para atendimento ambulatorial e hospitalar, unidades de assistência médica superlotadas.  Uma vergonha nacional.   A diferença de Imperatriz para outros centros é que mesmo a duras penas, a coisa ainda funciona. Pode é demorar, por causa da demanda, mas o atendimento chega.

E aqui uma pausa para uma pergunta: a quem interessa o sucateamento da saúde  pública no Brasil?

 Feita essa pergunta continuemos. Essa é uma boa oportunidade para se discutir seriamente essa situação como um todo, e não subjetivar o problema por não gostar ou não simpatizar com a gestão municipal.

 Daqui, centro que atende a pacientes do SUS,do Maranhão, Tocantins e Pará,  poderia sair uma espécie de “CARTA DE IMPERATRIZ  POR UMA SAUDE DE QUALIDADE” com um  clamor público  em curto prazo  pelo aumento do teto financeiro (o grande gargalo) e em longo prazo pela construção de um Hospital  Federal de Alta Complexidade, o que seria uma espécie de Socorrão Federal.Há um projeto da Prefeitura  de um hospital desse porte engavetado no gabinete do Ministério da Saúde. Seria o caso de lutar, com a ajuda do governador Flávio Dino,  pelo “desengavetamento” desse projeto.

A  luta  poderia não resultar em nada, mas pelo menos se tentaria fazer algo. Essa já seria uma grande contribuição, diferente de usar uma rede social apenas para satisfazer a lascívia oposicionista para atingir a gestão municipal, atitude que sai do nada para lugar nenhum.

 As bases ou diretrizes da Força Estadual da Saúde,  ainda não foram divulgadas,  contudo  surge a esperança de que a questão da saúde pública no Maranhão  doravante seja tratada com  o devido respeito e seriedade.  O povo do Maranhão só tende  a ganhar com isso.