7/12/2016

O MUNDO MAIS INQUIETO


Percebe-se hoje claramente uma profunda inquietação coletiva da alma humana  em todo o mundo.

Assim como a economia a insatisfação com o status quo também se globalizou. Ninguém está satisfeito.

Do oriente ao ocidente o que se ver são manifestações e protestos contra quase tudo. Do preço da ração para gato, melhores salários, saúde e transporte; passando pela violência, governos opressores e comprovadamente corruptos, até contra quem maltrata os animais. Os protestos se multiplicam.

O homem vive um momento de transbordo, solta gritos em todos os quadrantes da Terra e começa a redescobrir o poder e a força da junção das vozes; da capacidade de transformar a sociedade e moldar, ou modificar o poder estabelecido.

Um sentimento nobre que não pode ser contaminado pelos oportunistas de plantão; caso contrário, tudo, dependendo de cada caso,  pode se transformar num jogo político sujo  da pior espécie.

Penso que é hora de um reordenamento comportamental dessa aldeia global, com a quebra de paradigmas, de verdades impostas e do surgimento de uma nova ordem que reúna homens e mulheres desprovidos do sentimento autofágico; sentimento esse que tem produzido intolerâncias, interesses espúrios, guerras, assassinatos e desvios de recursos públicos.

É hora do ser humano parar de se alimentar de outros seres humanos.

Como diz o bispo  de Imperatriz Dom Gilberto Pastana, que nos deixa este mês, toda ação humana gera vida ou morte. Essa assertiva pode se completar ao se afirmar que o homem tem a capacidade de escolher o que deseja gerar.

Thomas Hobbes dizia que o ser humano é movido pelo desejo e pelo medo. O bom é que nesse momento o desejo é por uma sociedade humanizada, justa e Fraterna, por um mundo melhor.