Anjos não tiram Férias! A Tragédia da Ponte de Estreito: Luto, Reflexão e a Fragilidade da Vida
ElsonMAraujo No calendário das nossas vidas, o final de ano é um tempo marcado por contrastes. Enquanto muitos se entregam ao descanso merecido, outros mergulham no trabalho redobrado e nas festas típicas do período. É um tempo em que a esperança se mistura ao cansaço e, para os que têm fé, ao cuidado invisível dos anjos da guarda. Aprendi cedo, nas aulas de catecismo, a repetir uma oração que ainda me acompanha: “Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarde, me governe, me ilumine. Amém.” Mas, nesse frenesi de fim de ano, mesmo os anjos parecem sobrecarregados. Não por desatenção, mas porque as imprudências humanas somadas à negligência com o que é público criam um cenário onde o acaso não é tão acidental assim. Os jornais estampam histórias que poderiam ser evitadas, como o desastre de Teófilo Ottoni, em Minas Gerais, ou, mais perto de nós, o colapso da ponte sobre o Rio Tocantins, ligando Estreito (MA) a Aguiarnópol...