4/18/2014

As lendas precisam sobreviver. Á memória de Raimundo Feijão.

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Tantas histórias e estórias, margeiam os rios brasileiros.  Como a correnteza elas serpenteiam pelos povoados, vilas de pescadores e cidades inundando o imaginário popular. Poucas delas vão parar nos livros, séries de tv,  ou no cinena, como Eu, o Boto, filme de 1986 estrelado por Carlos Alberto Ricchelli que conta uma lenda amazônica. 

Aqui, nas barrancas do nosso Rio Tocantins,  chegadas, ou não, de outras águas, há inúmeras dessas (h) estórias que, infelizmente, estão ficando cada vez mais distantes engolidas  que são pelas águas das  hidrelétricas,  ou levadas para o túmulo  por antigos pescadores e beradeiros.

Tive o prazer de conhecer, em 2004, em Itaguatins (TO)  o  maranhense de Colinas Raimundo Gonçalves da Silva,  mais conhecido  como Raimundo Feijão,  na época com mais 77  anos de idade e bastante lúcido.  Bastaram poucos minutos de conversa para me apaixonar pelos relatos do então aposentado pescador e garimpeiro de diamantes, que  entre outras jurou que um dia  durante uma  de suas pescarias topou a Boiuna, a serpente gigante  que mora no Tocantins,  e que ficou detido pelo Exercito Brasileiro  na mata por 90 dias na época da Guerrilha do Araguaia.  

Quando ainda era repórter  de O Progresso  cheguei a publicar um texto sobre as histórias narradas pelo “Seu Raimundo Feijão”.  A coluna de hoje é uma tentativa de  resgate do que aqui foi escrito naquela ocasião. A matéria falava do risco das lendas e mitos que margeiam o Tocantins desaparecerem  com os lagos das duas hidrelétricas que naquele período  falava-se que seriam construídas e viriam a inundar,  e fazer desaparecer cidades  como Itaguatins e Filadelfia, no Estado do Tocantins, e parte de Carolina, no Maranhão. Uma delas a de Estreito  foi construída,  e a outra,  a de Serra Quebrada, continua,  graças a Deus, apenas no projeto. Essa última, que geraria um lago de 400  quilômetros quadrado é que faria varrer do mapa a cidade de Itaguatins,  onde residia Raimundo Feijão.

Vamos á nossa viagem.



É em Itaguatins, cidade localizada à margem do Rio Tocantins em frente ao município maranhense de Edison Lobão, que fica a Cachoeira de Santo Antônio.  Na verdade um conjunto de pequenas quedas d`água a perder de vista que no período de veraneio  é bastante visitada por turistas de toda a região e até de outros estados. É lá também que fica a Praia do Tio Claro, de grande frequência.  Em tempo de praia quem visita Itaguatins a define como um presente de Deus para região. "O local é mágico, é místico", define o poeta, cantor e compositor Zeca Tocantins, que  assim como seu irmão o ambientalista Domingos Cezar herdou do pai, o pescador Cametá ( já falecido) a paixão pela beleza, força e as histórias e estórias do Rio Tocantins. O rio está presente de forma viva na obra de Zeca, considerado o maior poeta popular da Região Tocantina.

A pequena  Itaguatins, cidade com pouco mais de seis mil habitantes, não é famosa apenas pelas belas praias e suas quedas d´água. Das cidades que margeiam o Tocantins, pelo menos nesta região, é a que abriga maior conjunto de estórias e lendas. Todas relacionadas ao rio e transmitida há décadas,  de pai para filho, mas nunca registradas em jornais, revistas, folder ou qualquer material de divulgação.

Não é exagero: dos seis mil habitantes da cidade alguém tem sempre "um causo" para contar. Moradores mais antigos temem que a inundação de Itaguatins, cuja economia é calcada no turismo, (mal explorado), e na agropecuária, faça desaparecer as belas estórias que ao longo dos anos tomam conta do imaginário popular. Para muitos,  como o aposentado Raimundo Gonçalves da Silva, 77, "a barragem" vai acabar levando para o fundo as lendas e estórias do Rio Tocantins".

Maranhense de Colinas, Raimundo Feijão, como é mais conhecido, morava há 23 anos em Itaguatins, que fica a uma hora e meia de Imperatriz.  Pescador e garimpeiro, Raimundo Feijão chegou à cidade atraído pelo brilho dos diamantes. Isso mesmo, Itaguatins nas décadas de 1940 e 1950 foi um grande garimpo de diamantes. A garimpagem só acabou com a descoberta de um outro garimpo, em Xambiá (TO).

 "De vez em quando eu pego minha bateia e ainda consigo algumas pedrinhas", revelou o garimpeiro. Raimundo Feijão dizia-se  testemunha de fatos misteriosos ocorridos naquela cidade que, segundo ele, "cristão comum" não acredita. Esses casos, aos quais se refere o aposentado, são o aparecimento de "visagens", como a população costuma definir os fenômenos pouco explicáveis que aparecem  na cidade. "Essas aparições são comuns em áreas de garimpo", explica Feijão. Em questão de minutos o aposentado relatou uma série de estórias que grande parte dos moradores do lugar tem como verdade.

A Boiúna , a cobra preta gigante, com mais de 40 metros com "barbas" de mandi (peixe típico da região), e chifre é uma delas. Raimundo Feijão conta que há muitos anos, durante uma pescaria com um amigo, se deparou com a serpente. 

"A canoa bateu no corpo dela que estava atravessada no meio do rio. Ela nos atacou e nós só escapamos porque surgiu um grupo de botos. Com isso ela se distraiu e conseguimos chegar a uma ilhota próximo do local do ataque. Não é visagem, a Boiúna existe mesmo", garantiu o aposentado. Relatos sobre o aparecimento da "anaconda tocantina" são comuns em todas as cidades e povoados localizados na orla do Tocantins. No povoado Imbiral, no município de Imperatriz, também há muitas estórias relativas ao aparecimento dessa serpente. "Cresci ouvindo os pecadores contando as estórias do aparecimento da Boiúna e do Nego D`Água", diz o operador de VT Washington Wagner,27, que antes de se fixar em Imperatriz morou num povoado próximo a Itaguatins. Quando criança, ele garante ter visto o Nego D`Água. "Ele não aparece somente em Itaguatins. Em todas essas cidades localizadas na beira rio ele já foi visto".

Diz a lenda que o Nego D`Água ou Cabeça de Cuia era um garoto mau que certa vez espancou a própria mãe que revoltada lhe "rogou uma praga": iria se transformar numa figura tão feia, da terra e da água, que quem o visse sairia correndo com medo.

"Eu vi o Cabeça de Cuia diversas vezes",  me contava em 204  o garimpeiro Raimundo Feijão ressaltando que a entidade aparece quase sempre à noite e geralmente fica de cócoras no lajeiro (conjunto de rochas nas margens ou no meio do rio) para assustar as lavadeiras e os pescadores" As aparições do Nego D`Água são rápidas. Ele sempre termina pulando dentro do rio e desaparecendo da mesma forma como apareceu: em segundos.

"Minha avó contava que certa vez ao chegar à beira do rio para lavar roupas viu uma mulher de cabelos negros, e cumpridos, corpo bonito e pele dourada, sentada e batendo os cabelos no lajeiro. Ao chegar mais próximo levou um susto ao olhar para o rosto da desconhecida e perceber que ela não era deste mundo. Saiu correndo enquanto a mulher mergulhava e desaparecia na águas do Tocantins. Minha avó dizia que era a Mãe D`Água", conta o radialista VIDAL MORENO, naquele tempo  narrador esportivo da Rádio Mirante de Imperatriz e que depois virou prefeito da cidade.

Nascido e criado em Itaguatins,  o   radialista  ainda  conta   que quando  era menino costumava  escutar as estórias de sua cidade. Confessa que não chegou a testemunhar nenhum dos fatos contados por sua  falecida avó,  mas na hora de responder se teria coragem de passar a noite na beira do rio em frente á cachoeira de Santo Antônio, é incisivo: "não!" .

"Eu nunca vi o Nego D`água ou a Boiúna , mas já ouvir as caixeiras da pedra do Divino",  garantiu o radialista.  

A Pedra do Divino é outra estória intrigante de Itaguatins. Todos os anos durante a festa do Divino a cidade fica estática para ouvir as batidas de tambor vindo da Pedra do Divino, uma imensa rocha de difícil acesso localizada no meio do rio. O local foi palco, na época do garimpo, de uma tragédia. O barco que transportava um grupo para festa  naufragou. Ninguém sobreviveu. Desde então, no período da folia, ouve-se ao longe o barulho produzido pelas caixeiras. Não se tem notícia de algum morador da cidade que tenha tido, até hoje, coragem de ir á pedra conferir de perto o fenômeno.

A Pedra também tem outras estórias. A dona-de-casa Leonice Lima Vidal, conta outra uma: um pescador sonhou com um altar diamantes que existiria na Pedra do Divino. No sonho o pescador recebeu a recomendação para que não contasse a história para ninguém pois receberia uma recompensa. Entusiasmado contou o sonho para todos os seus amigos. Três dias depois, Raimundo Quente, como era chamado o homem do sonho, morreu misteriosamente.  “Meses depois,  a primeira pessoa para quem contou a história morreu afogada”  narrou  ela.

Itaguatins, como as cidades que margeiam o  Amazonas, também tem a sua história do boto que vira gente e sai para namorar e se divertir. Diz a lenda que há muitos anos uma “mulher da vida ” engravidou. Ao dar a luz, como não tinha como criar o filho, o jogou dentro do rio.  O fato teria ocorrido na Pedra Grande, entre os municípios de Itaguatins e Tocantinópolis.

O menino, chamado Honoratinho, não morreu. "Ele encantou (tornou-se uma visagem)", explicou o garimpeiro Raimundo Feijão. Segundo  ele o Honoratinho cresceu. É um rapaz bonito, alto branco que sempre que vem á terra "tira sua casca de boto e fica por algum tempo entre os humanos depois volta para o rio".

Até sobre a famosa  Guerrilha do Araguaia, o hoje falecido Raimundo Feijão  fez menção naquela conversa de 2004   no finalzinho da tarde, sentado na porta da casa dele. Contou-me o saudoso colinense que  em 1972,  no local chamado  "remanso dos botos" próximo à Serra da Juriti, no Rio Araguaia. Ele e um grupo de amigos estavam assando uma Jaraqui (peixe comum no Araguaia) quando foram surpreendidos por dezenas de homens do Exército. Ele lembra que um dos comandantes da tropa era o hoje coronel reformado do Exército Sebastião Curió. Por cerca de 90 dias Raimundo Feijão conta que ele e seus amigos foram impedidos pelos militares de retornarem  para casa ou dar qualquer noticia aos familiares. Os militares não queriam que os pescadores falassem da presença deles.
"Não fomos maltratados. Durante todo tempo que permanecemos com eles nós ficamos pescando e cozinhando", contou.

Esse episódio relatado por Raimundo Feijão é uma pequena referência da atuação do Exército durante Guerrilha do Araguaia. Uma página negra da história do Brasil ainda pouco explorada. Os militares estavam na região à procura dos "guerrilheiros", na verdade , estudantes universitários de orientação socialista, maioria do sul e sudeste do país, que durante os chamados anos de chumbo se juntaram para tentar derrubar o governo militar. Sonhavam com um país melhor para se viver. Os "guerrilheiros" tentaram promover uma revolução camponesa a partir desse lado do país, mas acabaram, depois de caçados nas matas do Estado de Goiás (hoje Tocantins) e Pará, mortos. Poucos conseguiram sobreviver para contar a história. Municípios como Itaguatins, Sampaio, Imperatriz, Praia Norte, Araguatins Xambioá, encerram muitos capítulos da época da guerrilha.

O radialista Vida Moreno, conta que era comum, em Itaguatins, quando saia para caçar passarinhos, encontrar pequenos abrigos encravados dentro do mato apenas com o básico para uma ou duas pessoas sobreviver. Também era rotina o desaparecimento de panelas e mais panelas de comida nos quintais. Presume-se que quem furtava a comida eram os "guerrilheiros" para não morrerem fome.

Voltando a Itaguatins, pelo menos duas pessoas foram presas pelos homens do Exercito em Itaguatins. Uma voltou da "viagem", da outra não se teve mais noticia. O que conseguiu voltar de acordo com os relatos de Raimundo Feijão,  à época era vereador e se chamava Chico Araújo. Ou outro, o mineiro identificado pelo apelido de Paninana "sumiu do  mapa", mas em Itaguatins os moradores mais antigos ainda lembram dele.



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4/17/2014

Imperatriz avança no processo de Regularização Fundiária Urbana.

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Assinados 400 títulos de propriedade definitiva da Vila Independência II

A Secretaria de Regularização Fundiária de Imperatriz realizou na manhã desta quarta-feira (16), evento para a assinatura de 400 títulos definitivos de propriedade urbana da Vila Independência II, com a presença do prefeito em exercício, Hamilton Miranda, a cerimônia contou ainda com a participação de lideranças comunitárias, vereadores e demais representantes do governo municipal.


A assinatura dos 400 títulos foi mais uma etapa do processo de regularização de posse e de moradias iniciado há um ano que tem como meta, até o fim de 2014, contemplar 7.000 famílias. Já no próximo dia 24 acontece a entrega oficial de 2.000 títulos  a moradores de vários  bairros da cidade . O evento será realizado no templo central da Assembléia de Deus a partir das 8 horas da manhã.

“Estamos dando cidadania a essas famílias que lutam há mais de 20 anos pela posse oficial de suas moradias.”, avaliou o prefeito em exercício, Hamilton Miranda.

A secretaria de regularização fundiária existe há exatamente um ano, e desde então, tem conquistado grandes avanços. Para o Secretario Municipal de Regularização fundiária Urbana, Daniel Sousa, os avanços e conquistas fazem parte de uma ação conjunta de todo o governo. “Nesse primeiro ano, temos alcançado resultados muito satisfatórios, graças à sensibilidade do Prefeito Sebastião Madeira, que atentou para a necessidade urgente da criação desta secretaria, uma secretaria que busca acima de tudo, dar cidadania e dignidade às pessoas”, destacou.

Sr. Milton Santos, presidente da Associação de Moradores da Vila Santa Luzia, um dos bairros que serão contemplados nessa fase, aproveitou a oportunidade para pontuar a importância histórica do momento.  “Nunca tínhamos visto isso antes em Imperatriz. Hoje aqui a gente vê um sonho realizado, o Prefeito está retirando famílias da vulnerabilidade, da incerteza e assegurando a elas a legalização de suas casas de papel passado, somos muito gratos por isso”, concluiu.

Priscila Gama
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4/16/2014

Regularização fundiária: Meta estabelecida pelo secretário é da emissão de sete mil títulos até o final de 2014.

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Hoje ás 10 horas da manhã, na Serf o prefeito e o secretário assinam 400 títulos definitivos de propriedade  urbanos   do Parque Independência 2.

“Pela vontade do prefeito Madeira e dedicação de toda nossa equipe de trabalho devemos chegar ao final deste ano com pelo menos sete mil títulos definitivos de propriedade prontos” informou  o secretário Municipal  da Regularização Fundiária Urbana  o advogado Daniel Souza ao prefeito em exercício Hamilton Miranda durante  visita que este fizera àquele órgão da administração municipal.

Não foi apenas uma visita.  Na condição de prefeito em exercício Miranda assinou o termo de doação do Parque Independência 2,  documento que permitirá que nesta quarta-feira (16) a assinatura de pelo menos 400 títulos urbanos definitivos de propriedade; um beneficio, que lembrou o prefeito Hamilton Miranda é esperado a pelo menos 30 anos.

Numa rápida entrevista o secretário Daniel Souza disse que todo esforço tem sido feito no sentido de que haja celeridade no andamento dos processos  para que os imóveis passiveis e que se enquadrem no perfil do atendimento da Secretaria, sejam regularizados.

Souza lembrou que no  próximo dia 24 a partir das 8 horas da manhã no Templo Central da Assembleia de Deus, a Prefeitura fará a entrega de pelo menos dois mil títulos  definitivos de propriedade urbana sendo contemplados moradores de diversos bairros da cidade.

“Dessa forma, começa a se resgatar uma dívida antiga com milhares de famílias que ao longo de anos viviam em total clima de insegurança, incerteza e já eram impedidas de legalmente apresentar-se como proprietários de seus imóveis. Esse foi um compromisso assumido pela atual gestão e que já ganhou corpo” informou o secretário.

Para o prefeito participar desse momento será muito importante uma vez que nesse instante se lida com o resgate da dignidade de milhares de famílias que há anos aguardavam por uma oportunidade como essa. “De parabéns as famílias beneficiadas e a equipe da Serf  pela dedicação a esse trabalho que, sem duvida, é um marco na vida da cidade” disse Hamilton Miranda.

Kayla Pacheco - ASCOM
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Líderes Maçônicos e do setor empresarial cobram do poder público cumprimento da “Lei dos Bares” .

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Recebidos ontem pelo prefeito em exercício Hamilton Miranda  eles reivindicaram que  o horário limite das duas da madrugada  seja mantido.

Depois da Igreja Católica e da Assembleia de Deus terem se manifestado, por meio de documento, ao prefeito Madeira pela continuidade da fiscalização e cumprimento da “chamada lei dos Bares”, ontem foi a vez da Maçonaria, Sindicato dos Atacadistas e dos Representantes Comerciais; Conselho Regional de Medicina e Associação Médica se manifestaram também favoráveis à manutenção das 2 horas da  manhã como hora  limite para as atividades de diversão noturna em Imperatriz.

Mais do que divulgar um documento a Maçonaria e Associação Médica se fizeram receber pelo prefeito em exercício Hamilton Miranda e pessoalmente pediram da parte do poder público municipal o cumprimento e a ampliação da fiscalização.

“Nós temos dados recentes que depois do início dessa fiscalização os índices de violência em Imperatriz despencaram significativamente”  ressaltou o médico Nailton Lira, ali presente como liderança maçônica,  membro  do Conselho Regional de Medicina e  da Associação Médica de Imperatriz.

O Médico também ressaltou que além de “atacar o problema da violência” o cumprimento da Lei dos Bares proporciona um economia muito grande para o município nas despesas hospitalares uma vez que, na avaliação dele, também já é bastante acentuada a queda no número de acidentes  de trânsito desde o início da fiscalização.

Como argumentação para a continuidade na fiscalização do cumprimento da lei dos bares Naiton Lira lembrou o caso da cidade de Diadema (SP) que ostentava altos índices de violência, notadamente de crimes contra a vida e que o município conseguiu baixá-los com uma ação como essa que hoje é realizada na cidade. Ele lembrou que em cidades cosmopolitas como Viena, na Áustria, e Nova Iorque (EUA) os bares não ultrapassam a meia noite, abertos.

O empresário Marcone Marques, outra liderança maçônica da cidade também se manifestou.  Cobrou a continuidade no cumprimento da Lei, contudo ressalvou a necessidade de não se confundir bares com casas noturnas.

Membro do sindicato dos atacadistas, do qual é ex-presidente, o empresário Hassan Yussuf, também se mostrou favorável á lei, contudo cobrou que a fiscalização não se atenha apenas à Beira Rio e seja ampliada.

O prefeito em exercício Hamilton Miranda ao ser interpelado sobre uma possível mudança no horário limite da Lei dos Bares, informou que havia um movimento na Câmara Municipal para que a lei fosse alterada mas pela falta de apoio popular o movimento esfriou. Para ele não existe clima para mudança na lei porque a população não apóia.

Miranda disse que não tem sido fácil aos órgãos de fiscalização  fazer cumprir a Lei e que o município tem recebido muitos apelos de políticos pela flexibilidade na fiscalização no entanto “o que se percebe é um apoio maciço da população. A minha posição pessoal é pela cumprimento da  lei em vigor” declarou o prefeito.

Mesmo externando sua posição a respeito Hamilton Miranda disse que essa é uma discussão ainda em aberto e que na manhã desta quarta-feira vai receber no gabinete um grupo de promotores de evento e proprietários de casas noturnas com argumentos contrários aos apresentados pelas lideranças que acabava de receber.  A reunião está marcada para as 8 horas da manhã.
Kayla Pachêco – ASCOM




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Dia Mundial da Voz: CEREST alerta população sobre os riscos de uso inadequado.

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Grande parte dos professores apresenta problemas com a voz em menos de seis anos de profissão.

Com palestras e distribuição de material educativo, a equipe do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST), leva informações a escolas, unidades de saúde, e empresas que trabalham diretamente com profissionais da voz. Durante todo o mês estas ações estão sendo realizadas de forma intensificada, tendo em vista que em dia 16 de abril comemora-se o Dia Mundial da voz.

            O trabalho visa conscientizar os profissionais sobre o uso adequado da voz. Para tanto, “desde o dia primeiro de abril já estamos fazendo visitas e palestras educativas nas escolas da rede pública, tanto municipal quanto estadual e também distribuindo material educativo”, disse Dalvenira Mendes, coordenadora do CEREST, acrescentando que as escolas da rede privada também já começaram ser visitadas.  
      
      Ontem, no Dia Mundial da Voz, a equipe percorreu as escolas SESI, Peniel, Metropolitano Aliança, Centro Educacional Bezerra e Santa Terezinha. Além disso, na manhã do dia 16 houve distribuição de material educativo na feira da Nova Imperatriz e a Fonoaudióloga do CEREST Ana Cristina Oliveira, deu entrevista na TV Difusora e TV Nativa, a fim de disseminar de forma mais ampla os cuidados que devemos ter com o uso da voz.

            As ações foram concentradas nas unidades de ensino porque na campanha do ano passado, foi diagnosticado que grande parte dos professores das escolas visitadas, em menos de seis anos de profissão já apresentam problemas com a voz, apontando rouquidão e modificação no timbre como os principais sintomas. E segundo a fonoaudiologia, isso acontece em decorrência de seu uso inadequado.

            De acordo com os dados, a maioria das doenças relacionadas à voz pode ser evitada com ações preventivas. Cerca de 70% da população ativa utiliza a voz como instrumento de trabalho. “É relevante lembrar aos profissionais da voz que este momento serve de reflexão para se falar da saúde vocal, tendo em vista que os cuidados e a prevenção devem ser realizados diariamente, a fim de se evitar futuros prejuízos ao seu instrumento de trabalho”, alerta a fonoaudióloga.

Algumas dicas:

            Ações como tomar cafezinho, comer chocolate ou mesmo chupar balas, devem ser evitadas, durante o horário de trabalho, pois prejudicam em muito a eficiência da voz (porque deixam a saliva mais grossa). “O que pode melhorar é a ingestão de água ou comer frutas que contenham grande quantidade de líquidos, como por exemplo, uma maçã”.

            Dalvenira Mendes informa que dada aceitação e necessidade deste trabalho, o Centro disponibiliza as atividades voltadas para esta temática durante todo o ano. E toda e qualquer entidade, seja empresa ou instituição que desejar ter um profissional para instruir sobre o uso correto da voz ou mesmo sobre prevenção de doenças relacionada ao trabalho podem entrar em contato com o CEREST pelo telefone 99-3523-3102 ou ir pessoalmente na Rua Maranhão, 826 Bairro Mercadinho próximo ao SESI.

Profissionais Da Voz

            Em especial, são considerados profissionais da voz os professores, leiloeiros, cantores, atores, vendedores, ambulantes, advogados, telefonistas, recepcionistas, políticos, líderes religiosos, jornalistas e operadores de telemarketing, entre outros. Dicas importantes para estes profissionais são: Não fumar, não gritar ou cochichar, não pigarrear excessivamente, evitar bebidas alcoólicas evitar alimentos que causem azia ou má digestão e evitar também ambientes com muita poeira, mofo ou cheiros fortes.

(Maria Almeida – ASCOM)


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4/14/2014

Prefeito em exercício Hamilton Miranda prestigia "Justiça nos Bairros". Projeto realizado pelo TJ-MA teve o apoio da Prefeitura.

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O projeto é desenvolvido nacionalmente e tem como objetivo realizar ações voltadas para a melhoria da qualidade de vida das comunidades carentes.

Nos dias 11 e 12 de abril, Prefeitura e poder judiciário de Imperatriz trabalharam em parceria nas ações do Projeto “Justiça nos Bairros”. A iniciativa que tem como premissa “educar para os direitos, mediar e formar agentes comunitários” foi implantada no Maranhão pela corregedora geral da Justiça, desembargadora Nelma Sarney. O projeto é desenvolvido nacionalmente e tem como objetivo realizar ações voltadas para a melhoria da qualidade de vida das comunidades carentes. Imperatriz foi primeira comarca do Estado a receber as ações do Projeto.

Para o juiz Delvan Tavares, o envolvimento do poder judiciário e executivo nas ações em benefício das comunidades carentes proporcionam resultados positivos.  O magistrado enfatiza que mais importante do que as ações realizadas é presença das instituições públicas na comunidade. “O projeto representa a aproximação do poder judiciário e das instituições públicas e proporciona a acessibilidade que muitas vezes é comprometida por conta do distanciamento”.

O prefeito em exercício, Hamilton Miranda, ressalta que a parceria, além de levar cidadania para as comunidades carentes, por intermédio de assistência social, casamento comunitário, atendimento médico e orientação jurídica, visa também aproximar o poder público dos cidadãos.  “O reflexo dessas ações para a comunidade é cidadania. Sabemos que o bairro da Leandra tinha um alto índice de criminalidade, mas é uma realidade que está sendo mudada. Faz 100 dias que não há registros de ocorrências criminais na localidade. Isso representa uma conquista significativa para a comunidade”.

A coordenadora do CRAS do bairro Bacuri, Dégila Barros, destaca que o poder judiciário e a Secretaria de Desenvolvimento Social têm articulado políticas públicas para beneficiar o bairro na parceria estabelecida, “O Vila Leandra possui um índice de criminalidade e pobreza elevado. A Sedes já desenvolve trabalhos junto à comunidade, e agora tem intensificando o trabalho de assistência social nessa parceria firmada com o poder judiciário”.

Além dos poderes Judiciário e Executivo, as ações tiveram apoio da Defesa Civil, Exército, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. Foram disponibilizados para a comunidade, atendimento odontológico, psicólogo, vacinas, assistência social e médico.  O município foi representado pelas ações das secretarias de Desenvolvimento Social, Saúde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico. E poder judiciário pelos juízes Delvan Tavares (Vara da Infância e diretor do fórum), Ana Beatriz Maia (2ª Vara Cível), coordenadora do projeto em Imperatriz, Adolfo Pires da Fonseca (2ª Vara da Família) e Gladiston Cutrim (Vara da Mulher).

Durante a ação, foi celebrada a união de 144 casais. Entre eles, o casal Jecilene Mendes e Itamar Ribeiro que há mais de 10 anos viviam juntos sem formalizar a união. Para o casal, a oportunidade que o projeto proporcionou representou, além da realização de um sonho, uma nova visão social do bairro.
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Sucesso a IV edição do Open Made realizado em Imperatriz. A empresária e secretária de Desenvolvimento Social Mirian Reis foi uma das palestrantes.

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“A nossa pretensão é transformar o Open Made em tradição”, diz organizador do evento.

Na sexta-feira (11) aconteceu em Imperatriz, o IV Encontro maranhense de Administração e Economia (OPEN MADE), no auditório da Faculdade Atenas Maranhense – FAMA. O evento promovido pela Coach Brasil Consultoria foi voltado à acadêmicos e profissionais das áreas de Administração, Economia, Contabilidade e áreas afins.
O encontro teve como principal objetivo discutir a importância da inovação para o aprimoramento de novas práticas no processo de gestão das organizações, no sentido de torná-las cada vez mais competitivas no mundo globalizado.

Os palestrantes da noite foram: Eduardo Sousa, Gestor Regional do Sistema Fiema; Miriam Reis Ribeiro, empresária no ramo educacional, historiadora e Secretária de Desenvolvimento Social do município de Imperatriz, que abordou a temática sobre “Empreendendorismo: Razões do meu sucesso”, no qual falou sobre como saiu do interior do Maranhão, vinda de uma família pobre e alcançou o sucesso como diretora/proprietária do Colégio Santa Luzia. Já a palestra principal ficou por conta de Gilclér Regina, um dos mais renomados palestrantes da atualidade na área administrativa e motivacional, com mais de 3 mil palestras pelo mundo; 150 por ano; 6 livros publicados e 5 mil artigos publicados no Brasil e na América Latina.  Ele abordou a temática: “Motivação e Inovação: Desafios para a construção do sucesso e do futuro”.
Jandison Feitosa, diretor da Coach Brasil Consultoria, administrador e especialista em gestão empresarial, afirma que a promoção do evento foi pensando no intuito de fomentar as discussões sobre a área empresarial.  
“Percebemos que em Imperatriz temos poucos eventos voltados para a classe empresarial e também para a classe acadêmica, poucos eventos sobre conhecimento e por conta disso nasceu a ideia. Hoje o Open made proporciona que estudantes das várias instituições da cidade, assim como de outras cidades possam interagir e trocar conhecimentos”.
O Open Made, segundo afirmou o diretor da Coach, também é uma forma de colocar em evidência o profissional da Administração, Economia e Contabilidade, além de proporcionar ao público formas de conhecer as novidades do meio empresarial, as tendências do mercado e novos estudos. “A nossa pretensão é transformar o Open Made em tradição”, destacou Jandison.
O evento ofereceu aos participantes certificação com carga horária de 20 horas.

Por Sara Ribeiro
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Hamilton Miranda visita matadouro e registra as melhorias implementadas pela gestão municipal.

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O prefeito em exercício esteve acompanhado de secretários e vereadores.
            “Não tem como não se impressionar com as mudanças aqui verificadas após os investimentos da gestão municipal e com a dedicação dos servidores independente do cargo que ocupam”. A afirmação é do prefeito em exercício, Hamilton Miranda, ao visitar no último sábado as dependências do matadouro municipal, localizado na Estrada do Arroz.
           
Em 2009, quando o prefeito Sebastião Madeira, recém empossado visitou o matadouro público de Imperatriz saiu estarrecido com o que viu: a sujeira, que atraía insetos e urubus, a falta de água, a maneira perversa como os animais eram abatidos, a ausência de instrumentos modernos e higiênicos, entre outras discrepâncias.

            Ao deixar o local, Sebastião Madeira saiu com a idéia fixa de transformar aquele lugar, tornando-o mais humanizado, higiênico, de acordo com as exigências dos órgãos que fiscalizam a produção e distribuição de produtos alimentícios, a exemplo da carne bovina. Desde então as mudanças começaram a ser efetuadas.

            Para tanto o gestor municipal ampliou as instalações, tornando-as mais higiênicas e confortáveis aos trabalhadores; aumentou consideravelmente a capacidade dos dois reservatórios que tinham apenas 30 mil, para 180 mil litros de água atendendo a demanda 
necessária para que se possa manter todos os setores em absoluta condição de higiene.


            O abatimento dos animais, antes feito a golpes de machado, foi substituído por modernas pistolas pneumáticas. O tratamento das vísceras dos animais, que era feito a céu aberto, sem nenhuma condição de higiene, agora conta com uma caldeira que produz calor necessário para higienização e qualidade dos produtos.

            De acordo com o administrador Antonio Luis Filgueira Melo, a caldeira é de suma importância para a devida e necessária higienização das vísceras dos animais. “Além dos mais as novas instalações contam agora com uma graxaria que trata todos os resíduos não comestíveis que antes eram atirado nos lixões e aproveitado pelos urubus”, observa.

            Atualmente, o frigorífico, na visão do prefeito interino, Hamilton Miranda, conta com os serviços de dezenas de servidores, entre estes, dois veterinários, com cinco auxiliares, os quais coordenam o controle sanitário dos animais abatidos, para que toda a produção receba a garantia de qualidade.

            “A carne que sai do abatedouro é a mesma qualidade da que sai do frigorífico”, garante o administrador do matadouro municipal, José Jales, o Carrapicho. Ele agradeceu o apoio que tem recebido do prefeito Sebastião Madeira, ressaltando que todos os investimentos feitos pela prefeitura foram no sentido de propiciar uma boa alimentação à população.

             O prefeito em exercício, Hamilton Miranda, esteve acompanhado do secretário municipal de Agricultura, José Fernandes Dantas; do assessor-chefe de Comunicação da Prefeitura, jornalista Élson Araujo e dos vereadores Terezinha Soares, Fidélis Uchôa, Richard Wagner e Antonio Fernandes de Oliveira, o Antonio José.
            A propósito, Antonio José disse que, como fiscal das ações do Poder Executivo não pode deixar de tecer elogios à administração do prefeito Madeira no que diz respeito às melhorias do matadouro municipal. “Para tanto, na sessão ordinária da próxima terça-feira (15) vou SAR a tribuna para compartilhar com os colegas tudo que vi por aqui”, disse o vereador.

            Por sua vez, o prefeito interino Hamilton Miranda afirmou que, quando retornar à Casa Legislativa vai apresentar um projeto de lei mudando a denominação de matadouro. “Isso aqui é um verdadeiro frigorífico. Saio impressionado com as mudanças propiciadas pelos investimentos e com a dedicação dos servidores”, concluiu. (Domingos Cezar/ASCOM).
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4/11/2014

Artigo: O convergente e o divergente, ou a livre manifestação do pensamento.

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Nada mais salutar na nossa jovem democracia, do que a liberdade de expor o pensamento através das suas mais diversas formas de manifestação. Liberdade essa, fortalecida ainda mais com a explosão do fenômeno das redes sociais. Com 143 caracteres, ou menos, hoje é possível resumir para o mundo aquilo que se pensa sobre qualquer assunto. Dependendo do quê, e de quem seja o autor da frase, a resposta, positiva ou negativa, pode ser imediata e provocar, ou não, uma “revolução” e mudar os rumos estabelecidos. Tem sido assim, no Brasil e nos países livres e nos quase livres.

O pensamento pode ser lido e ignorado, aplaudido ou criticado, agressivo ou amável, ofensivo, ou não, mas o autor hoje, no Brasil, conta com o direito de exercê-lo mesmo com o risco de vir a responder judicialmente por ele como está  escrito  lá na nossa Constituição.

Até pouco tempo a prerrogativa de dizer livremente o que bem se entendia era impensável, como bem lembrou recentemente num evento acadêmico sobre os 50 anos do golpe militar no Brasil o juiz de direito Marlon Jacinto Reis. Pensar diferente do poder estabelecido poderia custar a vida de uma pessoa, ressaltou o magistrado ao exaltar a liberdade que o cidadão brasileiro tem de poder se expressar livremente sem censura ou do risco de vir a ser punido até com a morte, como era comum durante os 21 anos da Ditadura Militar.  Talvez não tivesse sido diferente se se tratasse de uma ditadura de esquerda.

A história comprova a cada dia, que ditadura, seja de direita ou esquerda, não serve para a humanidade. No Brasil de hoje, por incrível que possa ser, o patrulhamento sobre o que se diz não vem, pelo menos oficialmente, do aparelho estatal, mas de determinados grupos, ou indivíduos que ao discordar de um, ou outro ponto de vista, não partem para o embate de ideias sendo a opção pela calunia, injuria e difamação.

Se há um pensamento comum e convergente, surgem os deuses, se aparece um pensamento divergente, rapidamente  os deuses são reduzidos a demônios. Não há respeito pelo que o outro pensa ou defende. A regra é agredir para desqualificar.

O poeta e ensaísta francês Fraçois Marie Arouet (1694-1778) mais conhecido por Voltaire, no seu tempo, já se preocupava com o tema da liberdade de expressão. Teria sido dele, embora haja controvérsias, a tão decantada frase“Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las”. Dúvida quanto à autoria á parte, tal citação, tornou-se ao longo dos anos lema da luta pela liberdade de expressão.

O mundo mudou, está mais rápido mais ágil no veicular das noticias, teorias, teses, verdades prontas, mentiras; projetos e ideologias o que fatalmente obriga ao surgimento de um cidadão cada vez mais critico e capaz de filtrar o que vê, ouve, e o que lê nesse universo virtual para não se deixar contaminar por ideologias contrárias aos ideais democráticos.


Numa democracia é preciso que as pessoas tenham ao seu dispor e cultivem a pluralidade de ideias e pensamentos, e delas tirem o proveito necessário para melhorar a vida em sociedade. Não se pode correr o risco do fortalecimento do pensamento único, pois é assim que surgem os déspotas, os tiranos, os ditadores capazes de atrocidades para se imortalizarem no poder. Numa democracia fortalecida pela liberdade da livre manifestação do pensamento e pelo cultivo da pluralidade de ideias, o mal certamente terá mais dificuldade de prosperar.
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