4/20/2008

Amazônia Ameaçada




A ausência do Estado na Amazônia ao longo dos anos tem sido uma preocupação dos bons brasileiros. Com uma fauna e uma flora e riquezas minerais extraordinárias “O Pulmão do Mundo” é cobiçado pelas grandes potencias mundiais que pra cá, disfarçados de missionários religiosos ou de membros de ONGS vêm com a desculpa de assistir “os povos da Amazônia. Um fator mais grave ainda, ensejado pela permanente ausência do Estado, é o avanço do tráfico de drogas. Longe dos olhos das autoridades a floresta se transforma num cenário sem lei, perfeito para os narcotraficantes.
Na edição deste domingo (20) o Jornal o Estado de São Paulo trás uma matéria com o general chefe do Comando Militar da Amazônia General Augusto Heleno Ribeiro Pereira com informações importantes sobre a nossa Amazônia e a ameaça da mesma vir a ser ocupada pelos guerrilheiros das Forças Revolucionárias da Colômbia... Abaixo trechos da matéria assinada pelo jornalista José Maria Tomazela

Amazônia oriental é o ponto mais vulnerável da fronteira
Apenas 17 soldados protegem uma faixa de 1.385 quilômetros de divisa no extremo norte do Pará
Dos 25 mil homens de que o Exército dispõe para defender a Amazônia de ameaças que vão do tráfico de drogas à cobiça internacional pelas nossas riquezas naturais, apenas 240 vigiam mais de 2 mil quilômetros de fronteira com as Guianas e o Suriname, na chamada Amazônia oriental. Destes, um contingente de 17 soldados tem a missão de proteger uma faixa de 1.385 quilômetros de fronteira seca no extremo norte do Pará.
A região é vista como o ponto fraco do sistema brasileiro de defesa e preocupa o chefe do Comando Militar da Amazônia, general Augusto Heleno Ribeiro Pereira. “O contingente é muito pequeno. A distância entre dois pelotões passa de 400 quilômetros sem ligação por terra.”

O general Heleno tem posições firmes sobre a questão da vigilância nas fronteiras. Na quarta-feira, em seminário no Clube Militar, no Rio, ele acabou se transformando em pivô de uma crise com o Palácio do Planalto. Disse que considera uma ameaça à soberania nacional a reserva contínua de 1,7 milhão de hectares da Raposa Serra do Sol, em Roraima, na região de fronteira, e chamou de “caótica” e “lamentável” a política indígena brasileira. Além disso, criticou o que chamou de “esquerda escocesa” - a que resolve os problemas do Brasil detrás de um copo de uísque. As declarações irritaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cobrou explicações e avisou que manterá a reserva tal como está.

“Se o Brasil não se voltar para o problema da Amazônia, ela vai se transformar no paraíso dos ilícitos”, adverte. Alguns pelotões na região amazônica não têm equipamentos de comunicação adequados nem energia elétrica 24 horas por dia. Segundo ele, contudo, a tropa é pequena, mas muito bem treinada. “A prioridade é melhorar a vida desse pessoal.”

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