2/19/2013

Embaixada de Portugal, no Brasil, entra em contato com policial português atropelado em Imperatriz. No sinistro a mulher dele, a brasileira Vera, morreu


Sentado numa cadeira de macarrão sendo cuidado  na casa da sogra pelo cunhado  Edson e pelo enteado Igor, de 12 anos,  o policial português  Celso Pinto,  não para de receber visitas desde que recebeu alta do Hospital Municipal onde foi submetido a uma cirurgia na perna direita depois dele e a mulher terem  sido  atropelados por uma Hilux SW4 de cor preta em alta velocidade. 

A tragédia foi  na rua São Francisco com a Amazonas, no bairro  Nova Imperatriz,  início da  madrugada da Quarta-feira de Cinzas.   Na  ocasião, a mulher dele Vera  acabou morta.

 Ontem à noite Celso  foi surpreendido pelos patrícios    Sérgio Matos, Victor Hugo e Francisco  Barão,  empresários da região de Lisboa que hoje investem  em Imperatriz na área da construção civil. Eles souberam do caso por meio da imprensa e decidiram ir até  o policial  para se solidarizarem.
“Ficamos sensibilizados com o caso do nosso patrício e estamos cá para apresentar nosso apoio a ele”  disse  Victor Hugo, há um ano e três meses em Imperatriz.

“Só tenho a agradecera vocês e todos os brasileiros, gente que nunca  vi, e que tem vindo a mim se solidarizar. Quero aproveitar a oportunidade para agradecer também o apoio e toda a assistência que recebi no hospital onde fui bem tratado  por todo mundo”   destacou   Celso   Pinto.

O policial informou que nesta segunda-feira recebeu dois telefonemas importantes: um da  embaixada de Portugal, no Brasil e outro do consulado português, de Belém (PA).
“ Queriam saber como eu estava e como estariam as investigações. Não pude dizer nada porque não sei e ainda nem fui ouvido pela Policia.  Temo que  este caso possa cair em águas de bacalhau” disse numa alusão ao risco  do autor do atropelamento não ser identificado e dessa forma ficar impune.

Membro da Guarda Nacional Republicana de Portugal, o equivalente à  Policia Militar, Celso Pinto é policial desde 2001. Mora e Trabalha  em Vila Meã-Amarante,  pertecente ao  Distrito do Porto,  como membro da Equipe de Investigações e Inquéritos.   Lá,  havia  casado há cinco  anos  com Vera Lucia.  Os dois estavam de férias  em Imperatriz e retornariam em Março.
“Muito triste  com a perda trágica da minha esposa, longe dos meus parentes e abalado com a possibilidade do infrator não ser punido. No entanto, apesar das incertezas, faço votos que a policia brasileira dê uma reposta satisfatória para esse caso” desabafou o português.

 POLICIA AINDA NÃO SE PRONUNCIOU. INVESTIGAÇÕES PODEM TER RETORNADO À ESTACA ZERO.
Até o momento  a Policia  não divulgou  nenhuma parcial sobre as investigações.  Informalmente se sabe que  a policia apreendeu um veiculo suspeito,  que o  dono do carro  foi ouvido e que por não haver provas   robustas este foi liberado. 

O carro também, pelo que se informa, já teria sido liberado e  com isso, as investigações teriam retornado à estaca zero, reforçando a tese do investigador português de que o caso possa vir a cair  em “águas de bacalhau”.
                                        Vera Lúcia, atropelada e morta na quarta de cinzas