3/07/2016

Comissão solicitará audiência com governador para discutir compensação ambiental da Suzano



Os recursos de compensação ambiental na ordem de R$ 10,2 milhões que deveriam ser investidos em Imperatriz, mas acabaram sendo direcionado ao Parque Estadual do Mirador, voltaram a ser debatidos pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente (Commam) e a Promotoria Especializada em Meio Ambiente.

O promotor de Justiça, Jadilson Cirqueira, explicou durante a reunião realizada quinta-feira (3) no auditório da Prefeitura Municipal [Rua Simplício Moreira, 1478, no Centro] que Imperatriz luta pelo estorno dos recursos da compensação ambiental da Suzano.
“Temos debatido exaustivamente essa questão para resolvê-la de forma amigável e administrativa, porém ainda sem êxito junto ao governo estadual, fato que decidimos retomar essas discussões com os membros do Conselho Municipal de Meio Ambiente para definimos qual a saída que será adotada”, relatou.

Ele observa que os recursos da compensação ambiental precisam retornar para o município, visando criar uma área de reserva urbana ou rural, pois o impacto da unidade fabril da Suzano é em Imperatriz. “Não tem nada haver investir no Parque Estadual do Mirador que fica quilômetros de distâncias de Imperatriz; houve uma parada nessa questão devido a mudança de governo e de secretário de Estado de Meio Ambiente”, frisa.

Jadilson Cirqueira lembra que na época o governo estadual alegou que o Maranhão possui um sistema de unidades de conservação e que esses recursos [R$ 10,2 milhões] poderiam vir para Imperatriz, porém esse fato não aconteceu, mesmo tendo entrado no sistema e parte do recurso foi destinado para o Parque Estadual do Mirador.

“Eles também alegaram que o município não tinha área adequada e falta de estrutura, bem como diversas outras circunstâncias que não convenceram o Ministério Público e os membros do Conselho Municipal de Meio Ambiente”, protesta ele, que chegou a instaurar procedimento contra o Governo do Maranhão.

A presidente do Commam, Ivanice Cândido Lima Falção, reiterou que “esse é um momento de decisão para a cidade que formará essa comissão com a participação de membros dos poderes legislativo, executivo, do judiciário e da sociedade civil para lutar pela destinação dos recursos da compensação ambiental para Imperatriz”.

“Nós devemos viabilizar uma audiência com o governador Flávio Dino, pois o secretário estadual de Meio Ambiente (SEMA) recebeu o conselho, o prefeito, deputado e documentos, porém nada foi resolvido até hoje, alegando ter passado o assunto para o jurídico”, finalizou.

Gil Carvalho [ASCOM]