11/01/2016

PREVENÇÃO: Secretaria Municipal de Saúde já detectou mais de 800 casos de câncer na fase inicial em Imperatriz


A unidade móvel de oncologia de Imperatriz atende os bairros da cidade


O médico oncologista Gumercindo Filho, coordenador da unidade móvel de oncologia de Imperatriz, informou que desde a implantação do serviço foram detectados mais de 800 casos de câncer [pele, próstata, mama e de colo uterino] na fase inicial em Imperatriz.

Segundo ele, a chave para o tratamento do câncer é o diagnóstico precoce, principalmente quando está no estágio um e com possibilidade de 92% de cura, porém observa que a dificuldade de acesso na realização do exame de biopsia pode fazer com que o paciente demore a iniciar o tratamento.

“O paciente apresenta o nódulo, ou seja, a lesão, porém não procura o serviço médico”, alerta ele, ao lembrar que na rede pública do município existem mastologistas e cirurgiões oncologicos para receber os pacientes, sem filas de espera para atendimento ambulatorial.

O médico oncologista assinala que Imperatriz oferece atendimento diferenciado de outras regiões do país, inclusive citou uma matéria jornalística que mostra a situação do hospital Aldenora Belo, referência em atendimento oncológico em São Luís, onde pacientes chegam a esperar até seis meses para conseguir atendimento na capital do Maranhão.

“Em Imperatriz, o paciente com diagnóstico vai para central de regulação e, posteriormente, é encaminhado para consulta com médico oncologista e radioterapeuta e inicia, em media, o tratamento em cinco dias úteis”, frisa ele, ao lembrar que tem sido atendimento ainda todos os pacientes do vizinho estado do Tocantins, sem comprometer a qualidade do atendimento dos pacientes do Maranhão.

Gumercindo Filho alerta que a demora no atendimento e tratamento da doença poderá causa uma evolução do câncer, sendo que, em alguns casos a doença chega até mesmo a duplicar de tamanho.

“Se a doença sair do local primário e ir para outro órgão [cérebro ou pulmão] poderá comprometer muito o tratamento, pois não estaremos mais falando em cura, mas na melhoria da qualidade de vida e o tratamento paliativo”, finaliza.

Gil Carvalho/ASCOM


Foto: Josa Almeida