6/19/2012


Secretaria de Saúde realiza Seminário Mulheres Deficientes na prevenção do Colo de Útero

Doença é a 1ª no ranking maranhense

                             Graça Dantas, coordenadora do Programa de Saúde da Mulher

Profissionais do Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Paism) participaram, na última sexta-feira (15), do Seminário de Capacitação para profissionais da Saúde de Imperatriz. O objetivo era prepará-los para o trabalho de prevenção ao Câncer de Colo de Útero, em especial, em mulheres que possuem algum tipo de deficiência. O evento foi realizado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semus).

Segundo a coordenadora do Paism  Graças Dantas, “o projeto debatido no Seminário Mulheres Deficientes na prevenção do Colo de Útero é audacioso, porque o público alvo são pessoas deficientes e os desafios são muitos”.

Já a superintendente regional do grupo Bem Estar Família (Bemfam-MA) Graça Lima, disse que “é preciso pensar naquelas pessoas que são diferentes da gente. Garantir a essas pessoas a cidadania, olhando para a inclusão social”.


Brasil

Para o Brasil, no ano de 2012, esperam-se quase 18 mil novos casos de câncer do colo do útero, com um risco estimado de 17 casos a cada 100 mil mulheres

A incidência do câncer do colo do útero manifesta-se a partir da faixa etária de 20 a 29 anos, aumentando seu risco rapidamente até atingir o pico etário entre 50 e 60 anos. Esse é o tipo de câncer mais freqüentes entre as maranhenses.

O principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer do colo do útero é a infecção pelo 
Papiloma Vírus Humano (HPV). Apesar de ser considerada uma condição necessária, a infecção pelo HPV por si só não representa uma causa suficiente para o surgimento dessa doença. Além de aspectos relacionados à própria infecção pelo HPV, outros fatores ligados à imunidade, à genética e ao comportamento sexual podem influenciar os mecanismos que determinam a regressão ou a persistência da infecção e também a progressão para lesões precursoras ou câncer.

A idade também interfere nesse processo, sendo que a maioria das infecções por HPV em mulheres com menos de 30 anos regride espontaneamente, ao passo que, acima dessa idade, a persistência é mais frequente. O tabagismo eleva o risco para o desenvolvimento do câncer do colo do útero. Esse risco é proporcional ao número de cigarros fumados por dia e aumenta, sobretudo, quando o ato de fumar é iniciado em idade precoce. Existem hoje 13 tipos de HPV reconhecidos como oncogênicos pela Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (IARC). Desses, os mais comuns são o HPV16 e o HPV18.