3/04/2013

'Melhor em Casa' melhora qualidade de vida dos pacientes em Imperatriz


Programa desenvolvido pela secretaria de saúde  humaniza o atendimento e desafoga o atendimento no Socorrão
 Uma das ações do projeto de humanização da saúde pública no município, o Programa ‘Melhor em Casa’, implantado pela Secretaria de Saúde (SEMUS), atende pacientes com dificuldades de locomoção em sua residência, na maioria dos casos pessoas com idade acima dos 60 anos.
Conforme explica a Secretária Municipal de Saúde, Conceição Madeira, são quatro  pacientes por dia atendidos durante os cinco dias da semana. “São duas equipes, uma sediada na Vila Nova e outra no Bacuri, são 80 atendimentos semanais, pela manhã e pela tarde”.
De acordo com a secretária, a cada 100 mil habitantes, constitui-se uma equipe denominada EMAD – Equipe Multiprofissional de Atendimento Domiciliar e a cada três dessas equipes formadas, cria-se uma nova equipe chamada EMAP – Equipe Multiprofissional de Atendimento de Apoio.
Em uma das visitas, a paciente Leolina Henrique da Silva, de 88 anos, que mora na rua Piauí, bairro Juçara, vítima de uma lesão de pele causada pela isquemia (interrupção sangüínea) conhecida como ‘Escaras’, afirmou que os motivos do seu sucesso em Imperatriz se deve ao compromisso em atender regularmente cada paciente. “As visitas ocorrem quase todos os dias. Os enfermeiros limpam, passam pomadas, fazem o curativo. E hoje ela está bem melhor. Eles são uns anjos”, conta a filha, Maria Iudaci Bezerra, professora.
 Como resultado a secretária informa que o município foi contemplado com um bônus do Ministério da Saúde no valor R$ 716.200,00, que serão reinvestidos no melhoramento do próprio programa.
Sobre o atendimento
Além da humanização, o programa tem o objetivo de reduzir a demanda por atendimento hospitalar e/ou o período de permanência de usuários internados, bem como, promover a desinstitucionalização e a ampliação da autonomia dos usuários. “A atenção domiciliar é destinada a pacientes egressos dos serviços de urgência e emergência, serviços hospitalares, oriundos da Atenção Básica e/ou demanda espontânea”, explica um dos profissionais da equipe.
Conceição Madeira ressalta que o programa está articulado com as Redes de Atenção à Saúde (Saúde Mais Perto de Você e Saúde Toda Hora), estratégia do governo federal, em parceria com estados e municípios, para ampliar e/ou qualificar a assistência na atenção básica, nos serviços de urgência e emergência no SUS e nos serviços hospitalares.
O Atendimento Domiciliar no município foi dividido pela BR-010, sendo os serviços centralizados nos Postos de Saúde da Vila Nova e Milton Lopes. Tudo o que é produzido nestes atendimentos da Atenção Básica em termos de dados é transmitido para o governo federal. As informações são relacionadas ao perfil do paciente e aí se incluem idade, diagnóstico, o Código Internacional de Doença – CID e a partir daí é feito um levantamento histórico e geográfico da região.
As duas equipes, da Vila Nova e do Milton Lopes são compostas por dois médicos, dois enfermeiros, um fisioterapeuta, um assistente social ainda quatro auxiliares/técnicos de enfermagem.
Já a EMAP é constituída por no mínimo três profissionais de saúde de nível superior, eleitos entre as categorias de assistente social, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, odontólogo, psicólogo, farmacêutico e terapeuta ocupacional. Essas equipes atendem os pacientes que têm dificuldade para chegar até um hospital, que são aqueles que usam fraldas e requerem um cuidado maior.
De acordo com Dênis Elizeu, “estão no Programa, pacientes que estavam no Socorrão, foram para casa e como alguém conhecido soube do SAD, a equipe foi comunicada e começou a visitá-lo e fazer uma avaliação. O SAD atende até mesmo na assistência a pacientes com órteses e próteses, cânulas e fraldas geriátricas. O suporte só não é melhor, porque ainda não trabalhamos com os traqueostomizados e com aspiração, mas eu creio que chegaremos lá rapidamente, mantendo o nível no qual estamos andando”. Além disso, acrescenta ele, “a nutrição enteral (controlada de nutrientes) já é repassada ao paciente sem custo algum. Já encontramos casos bastante avançados em que conseguimos solucionar dentro da própria casa do paciente. Além de tudo os profissionais ensinam os familiares a lidarem com o paciente”, comemora ele.
              O Melhor em Casa está reabilitando os pacientes em domicílio, garantindo a continuidade do tratamento integrado à rede de atenção à saúde, garante Dênis Elizeu. “Além disso, o programa possibilita a redução da internação hospitalar e reduz o tempo de permanência dos usuários internados. Esta é uma busca constante da secretária de saúde Conceição Madeira e uma determinação do prefeito Sebastião Madeira, que enxergam na humanização da Saúde, uma vertente para uma gestão de qualidade”. (ASCOM)