6/28/2013

SEMUS discute ações na área odontológica


Oficina ressaltou prevenção de casos de lábio leporino em Imperatriz. Cirurgias de fissura lábio palatino são realizadas no Hospital Municipal

Diretores das Unidades Básicas de Saúde e profissionais de odontologia e de Saúde do município de Imperatriz se reuniram na ultima quarta-feira (26) para discutir ações que intensifiquem procedimentos que incluem um levantamento de problemas como a ocorrência de casos de lábio leporino. O encontro aconteceu no auditório da Secretaria Municipal de Saúde – SEMUS.

De acordo com Leonilson Gaião, cirurgião bucomaxilofacial, professor da Faculdade de Imperatriz (Facimp), instituição parceira da Prefeitura de Imperatriz no atendimento desses pacientes, há dificuldade na identificação dos casos de lábio leporino.

“Temos as limitações com relação à busca dos pacientes que estão sem atendimento e por isso, buscamos a parceria com as unidades de saúde para solucionar esta questão, pois o grande desafio hoje é encontrar os casos levantados. Acreditamos que a maioria esteja em casa, vivendo escondido, guardados pela família”.

Em relação aos registros no município, o cirurgião ressalta ainda que haja uma estimativa de um caso para cada 650 nascimentos. Em Imperatriz, foram constatados cerca de 400 casos dessa deformidade, com 180 registrados oficialmente.  “As cirurgias de fissura lábio palatino são realizadas no Hospital Municipal de Imperatriz”.

O trabalho é desenvolvido desde 2007, pela Facimp, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e a Associação Amalegria – Associação Maranhense Alegria.

Lábio Leporino - Leonilson Gaião lembra que o lábio leporino é um problema congênito. “As causas ainda não são bem conhecidas, mas estão relacionadas a problemas nutricionais, uso de álcool, cigarro ou drogas durante a gestação”.

Segundo ele, essa deformidade acarreta problemas com a mastigação e também com a fala, além, é claro de problemas sociais de diversas ordens.

Além do lábio leporino, a SEMUS trabalha no tratamento de vários outros problemas de origem odontológica, que vão desde cáries, doenças de gengiva, infecções até lesões benignas ou malignas em cavidade bucal, que muitas vezes não tem o tratamento adequado.


Atualmente, graças ao aperfeiçoamento do ultrassom, o lábio leporino pode ser diagnosticado antes mesmo do parto. Isso permite que, logo após o nascimento, a cirurgia corretiva seja realizada. Hoje já existem técnicas que permitem a realização da cirurgia precoce, até 1 semana de vida. (Lídio Almeida - ASCOM)