2/13/2014

ARTIGO: O Maranhão merece respeito.



Primeiro foi o advogado, Gustavo Zanneli  que   quis ganhar alguns minutos de fama ofendendo preconceituosamente os maranhenses e o povo nordestino;  depois com o  caso de Pedrinhas,  veio  a mídia sulista que   nos “espancou” sem dó, nem piedade.  Articulista que nunca pisou no nosso Estado de uma hora para outra, para aparecer, se tornou especialista em Maranhão  passando a destilar doses cavalares de preconceito. 

Depois  o comentarista televiso  Arnaldo Jabor,  apareceu para nos  comparar ao Afeganistão,  e agora  vem  o reacionário  e fascista deputado federal  Jair Bolsonaro, dizer  que a única coisa boa no Maranhão é o presidio de  pedrinhas. 

Como maranhense me sentir  profundamente ofendido. Vai adiantar alguma coisa minha reação?  Talvez, não, mas pelo menos quero deixar registrado minha indignação como brasileiro, nordestino, nascido no Maranhão.

Sim,  temos nossos problemas, nossas dificuldades como quase todos os Estados do Nordeste,  historicamente  vítima  de  um  processo perverso de desenvolvimento regional protagonizado pelo Poder Central que sempre privilegiou o Sul e o Sudeste, mas isso não é motivo para elementos como o carioca Jair Bosanário,   agredir gratuitamente nosso Estado.

 “O senhor se engana deputado, o Presidio de Pedrinhas não é uma coisa boa para o Maranhão, assim como Bangu não é para o Rio de Janeiro. Presidio nunca será uma coisa boa,  nem aqui nem em qualquer lugar do mundo.

Nosso Estado, tanto a costa como o interior é bonito. Só na região tocantina abriga pelo menos três dos nove biomas brasileiros. Por aqui aparecem o Cerrado,  Floresta Amazônica, Matas de Cocais e  até mesmo um resquício da Caatinga considerado um bioma único do Brasil. Nosso subsolo tem ouro, tem gás tem petróleo. Grandes empresas estão vindo para cá e ajudando a melhorar os indicadores sociais.

Nossa comida? Com sua diversidade, é uma das melhores e mais apreciadas do País.  O povo é trabalhador e como brasileiro não desiste de lutar por dias melhores.

O senhor, deputado  com seus berros agrediu  acabou por ofender  todo um Estado formada por tipos humanos de todo o País e de várias partes do Mundo.   Um povo bonito, acolhedor, hospitaleiro, educado que trabalha   e ajuda o Brasil a crescer” 

Merecemos,  no mínimo um pedido de desculpas.



Entenda o caso


A agressão gratuita do parlamentar ao nosso Estado, e consequentemente à nossa gente, foi em meio  uma entrevista coletiva de imprensa   quando este  voltava   com seu “samba de uma nota só” : a defesa da pena de morte. 

Na entrevista o deputado jogou no lixo todas as normas  civilidade.  Gritou, proferiu palavrões, e no meio dos xingamentos agrediu o Maranhão.

O vídeo com “ os gritos do Bolsonaro invadiu as redes sociais. Até agora eu não vi um maranhense que tenha acessado a peça de  um minuto,  para não se indignar.

Bolsonaro quer ser o substituto do deputado Pastor  Marcos Feliciano na Comissão dos Direitos Humanos e ao defender a pena de morte e ações, como aquela da  milícia carioca de  ter capturado e atado  um delinquente   a um poste,   saiu com essa. “ Na minha comissão esse tipo de minoria não terá vez. E quem não estiver  contente que trabalhe contra minha chegada à comissão”

No sexto mandato o deputado se mantém vivo politicamente  com a adoção de  posições controversas com a defesa da ditadura militar, um posicionamento radical contra os gays e  os movimentos sociais e por isso tem enfrentado ao longo do mandato  protestos habituais dos grupos que defendem os direitos dos negros e dos homossexuais.  

A Frente Parlamentar dos Direitos Humanos já se articula para impedir que Jair venha a presidir  a famosa  Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.