10/01/2015

SAÚDE PÚBLICA: IMPERATRIZ, A TERESINA DO MARANHÃO


Elson Araújo

Com o passar dos anos os papéis se inverteram:  antes quando qualquer pessoa desse lado do País sentia uma “ dor  na unha”  ou algo mais grave, pegava o primeiro transporte e ia tentar buscar alivio em Teresina (PI).  Muitos, num efeito placebo,  ficavam curados antes mesmo de chegar à capital do Piauí.

O tempo passou e hoje a realidade é outra.  Teresina ainda recebe pacientes desse lado do Brasil, mas não na mesma  proporção de antes;  até mesmo pelas barreiras  legais  e  burocráticas impostas pelo Governo.  Por conta disso o destino  dos pacientes de pelo menos cem cidades desse lado do País, incluindo algumas do  Sul do Pará e Norte do Tocantins, tem sido Imperatriz, onde o sistema de saúde pública é  de alta complexidade.

Com os mesmos recursos de sete anos atrás, com o desmantelamento, ou porque não dizer,  a falência da saúde  nos  municípios de pequeno e médio  porte dessa microrregião do País,  Imperatriz passou a ser a “ Meca”  dos  pacientes graves e, não graves,  oriundos  dessas plagas;   e  o Socorrão  passou  a ser a   grande Mesquita   aonde estes vêm em busca de alivio.

 O resultado disso é que em Imperatriz  o  número de atendimento dobrou e o município quase não suporta mais manter aquele o Hospital Municipal  aberto.   O Socorrão ainda não fechou devido ao esforço descomunal do prefeito Madeira e da secretaria Conceição Madeira que têm sacrificado outras prioridades  e com o  pouco que  entra no tesouro municipal  vêm, a duras penas,  mantendo aberta aquela casa de saúde,  não se sabe  mais por quanto tempo.

A saúde é um direito todos e um dever  Estado, sabe-se disso.   O problema é que a cada dia  que passa, com a escassez de recursos,  e a visível falência do SUS no Brasil,  fica  mais difícil para os gestores cumprirem esse,  e outros dispositivos (princípios)  constitucionais   relacionados à  assistência médica ao cidadão que desta precisa.   Nesse mesmo patamar vai chegar  o momento  em  que de nada vai adiantar as intervenções do Ministério Público,  Defensoria Pública ou  mesmo as  decisões do poder judiciário a favor dos inúmeros pacientes que a eles recorrem como a “ última esperança” de conseguir atendimento, se não houver a devida cobertura financeira.

O cenário futuro ( breve) não é dos melhores.  Se ta ruim, tende a fica pior.

O sistema de  saúde do Brasil e de Imperatriz pedem socorro.