12/28/2015

El Niño faz estragos no Sul do Maranhão




Desde o aparecimento do fenômeno  El Niño, e  de suas consquencias no Brasil,   o Maranhão  pela  graça “ do Altissimo” ,  vinha ficando de fora  do seus resultados mais drásticos agora,  é visível que isso mudou. E os maranhenses  já sentem seus efeitos com a falta de chuva e o aumento da temperatura.  Em “ eras” anteriores , nessa época do ano,   a  chuva era abundante e deixava animado os agricultores, notadamente os plantadores de soja e milho  do Sul do Maranhão.  

Muitos,  cansados de esperar pela   chuva, já desistiram  e já começam a contabilizar os prejuízos.  Nenhuma agência especializada, seja   Federal ou Estadual,  apareceu ainda para mostrar o tamanho do estrago que a falta de chuva já provocou no Sul do Estado, mas isso já é sentido nas regiões de  Balsas e São Raimundo das Mangabeiras,  com o  grande número de operários dispensados das fazendas   de soja.

A falta de chuva  nesse lado do Estado ,  por consequência,  também  afeta a criação de boi .  “ Sem chuva o pasto fica comprometido e o gado fica magro”   comenta um pequeno criador para  em seguida completar: “ as nascentes dos riachos que cortam a nossa região também começam a ser afetadas. Moro nessa região há mais de 40 anos e nunca tinha visto uma coisa dessa”  asseverou   o criador.  

EL  NINO


“O fenômeno El Niño, que é  o superaquecimento das águas de superfície do Pacífico, deve se fortalecer ainda mais antes do fim do ano e se tornar um dos mais intensos já registrados com intensa atuação na América do Sul ”  já afirmava há três meses a OMM (Organização Meteorológica Mundial) o que agora se confirma.

Por ser conectado ao clima global -- associado a secas, tempestades e inundações em outros lugares -- essa anomalia causa preocupação. O atual El Niño já é o mais forte registrado nos últimos 15 anos, e segundo os meteorologistas.

O El Niño é causado por uma desaceleração dos ventos alísios, que sopram na direção oeste perto do equador. Na falta de algo que transporte o calor na direção do Índico, as águas do Pacífico ficam cozinhando ao sol, sem se moverem muito, e acabam mais quentes.
Desta vez, a média de temperatura ao longo de três meses já está 2°C acima do normal. Isso põe o El Niño atual já no mesmo patamar que os de 1972/73, de 1982/83 e de 1997/98


“Agora achamos que ele realmente vai ser um dos três mais fortes já registrados, senão um dos dois mais fortes, mas ainda não sabemos”, disse Michel Jarraud, secretário-geral da OMM, que é um braço da ONU (Organização das Nações Unidas).