6/11/2016

Olímpio Bandeira: Justo e destemido


-Ah, quando jovem,  o Olímpio era um homem muito bonito, justo e destemido, e  que sempre gostou de proteger quem gostava-  As palavras são de  Ildenê  Herênio ao tentar  definir o primo Olímpio Bandeira,  esse jovem senhor que neste 11 de Junho completa 90 anos de uma prolífera vida.

A beleza exaltada pelo Dona Ildenê, no sentido amplo, ao longo dos anos, foi desaparecendo, ou melhor,  dividida genética, e generosamente entre os filhos, netos e bisnetos, e portanto, permanece evidente na suas descendência, já o destemor e o sentimento de justiça continuam  intactos e  bem presentes no “jeito  Olímpão de ser”.
O nome Olímpio é de origem grega, e significa  “consagrado a Zeus” o deus dos deuses do Olímpo, a montanha mais alta da Grécia e, segundo a mitologia,  morada de  12 deuses-  Zeus, Hera, Poseidon, Atena, Ares, Deméter, Apolo, Ártemis, Hefesto, Afrodite, Hermes e Dionísio.  

O Seu Olímpio, nos dias de hoje poderia ser comparado a essa montanha sagrada da Grécia,  só que no caso dele,  abrigo de 13  sagradas criaturas, seus filhos: Olimpinho, Pedro, Manoel, Nelson; Otília, Zilma, Vilma Hilma, Dirlete, Dilma, Marlete, Dirlene e Arlete  todos  muito bem cuidados pela “sacerdotisa” Domingas Bandeira, sua companheira por   63  anos e 23 dias e que já partiu para o Oriente Eterno.

Seu Olímpio, Tio Olímpio, ou Olimpão, como também costuma ser chamado pelos amigos mais chegados, como já foi dito, pode ser comparado ao  sagrado Monte Olimpo,  mas bem poderia encarnar o jeito de ser de qualquer um dos deuses gregos filhos daquela montanha.

Não soaria estranho ser ele assemelhado a Posseidon, o deus dos mares, o deus das águas. Como Posseidon, Olímpio não dominou “os sete  mares” mas domou por muitos anos, debaixo de sol, garoas e chuvas tempestuosa  as  bravias corredeiras dos rios amazônicos por onde arriscava sua imortalidade para  assim extrair  com a força dos seus braços as Curimatãs, Pacus, Surubins,  Piabanhas, Sardinhas; Mandis, Jaús, Pirararas, filhotes, Cachorras e Piranhas,  espécimes  da então farta  ictiofauna  desse lado do Brasil,e  que ajudaram a criar seus 13 filhos.

Mitologia grega à parte, Olímpio Bandeira chega aos 90  como   testemunha da história da cidade que lhe viu nascer e crescer junto com ela. Uma história construída com suor, às vezes lágrimas. Uma história construída com determinação,  no peito, na raça e  no braço e que hoje seus  amigos e familiares têm o prazer de comemorar.

Os versos de Tim Maia, na belíssima  Azul da Cor Mar,  se encaixam com perfeição no  que o Olimpão poderia dizer hoje  para todos seus amigos, familiares e admiradores.

“Ah, se o Mundo inteiro me podesse ouvir
Tenho muito pra contar
Dizer o que aprendi”


Fica aqui   o registro das  felicitações   dos membros da “Confraria do Seu Olímpio” ao ilustre aniversariante do dia.