12/17/2016

"Superdraga" já chegou para aterrar lagoa da Beira Rio: ambientalistas alertam para os impactos

Fotografia: Brownir Meireles
Ambientalistas chamam a atenção do Ministério Público ( estadual e federal ) para os impactos que o aterramento da segunda lagoa, previsto na obra de revitalização tocada pelo Governo do Estado,  afete danosamente a ictiofauna ali presente.  Outra preocupação dos ambientalistas é quanto, por negligência,  imprudência ou imperícia seja transposto para o Rio Tocantins alguma espécie  do qual não seja o habitat natural . São as chamadas espécies invasoras.

O professor  José Geraldo da Costa , antigo ambientalista da cidade,  alerta que  “a atual legislação ambiental proíbe a soltura de qualquer espécime exótica na calha natural do Rio Tocantins”

Na lagoa  que vai ser enterrada já foram  identificadas a presença de jacarés,  tracajás e até pirarucus e outras espécies da ictiofauna amazônica.

O equipamento que vai operar no esvaziamento da  lagoa já chegou.  Pelo que se informa , a superdraga  tem capacidade para extrair cerca de 5 mil metros cúbicos de areia por dia. No caso da lagoa  a ser dragada  a informações levantadas pelo ambientalista e fotografo Brawnir Meireles,  uma draga "comum", das mais potentes que opera no estado do Maranhão, a de maior capacidade consegue extrair, no máximo, 800 m³ (oitocentos metros cúbicos), por dia.  Toda essa areia será retirada do meio do leito do Rio Tocantins, de onde a superdraga ficará estacionada” informa.