6/24/2017

Neste período do ano, o povo daqui fica mais bonito


Neste período do ano o povo  de Imperatriz fica mais bonito. E isso não é de estranhar,  já que tal fenômeno decorre dos  efeitos dos proclamados  “ventos gerais”, do sol mais brilhante, da temperatura que varia  entre a mínima de 22 e  máxima de 40  graus centígrados; da baixa das  as águas do Rio Tocantins,  que revelam uma infinidade de  bancos de areias brancas que atraem diariamente milhares de pessoas, das tradicionais vaquejadas,  dos rachas de som;  do Corpus Christi ,  da Marcha para Jesus, da pecuária, e  do aniversário da cidade; eventos  que terminam inconscientemente  por influenciar no humor do povo desse lado do Estado que,  sem perceber  fica mais belo.

Opções de lazer não faltam. A região vive o chamado “Verão Tocantino”   com a realização de   importantes eventos, não só em Imperatriz, mas em diversas outras  cidades, principalmente nas que margeiam o Rio Tocantins.   Ribamar Fiquene, Edison Lobão,  Porto Franco, Estreito e Carolina , no lado maranhense, são  municípios muito procurados no período. Destas, Porto Franco leva uma pequena vantagem por sediar uma exposição agropecuária, que só tem crescido a cada ano.

A histórica Grajaú, terra do  “Santo Alberto Beretta” não é banhada pelo Tocantins, mas tem o visitado Rio Grajaú e,   assim como Porto Franco,  realiza uma movimentada   exposição agropecuária. Nas demais cidades são comuns as vaquejadas sendo as mais tradicionais as de  Sítio Novo, Amarante e São Francisco do Brejão.

                                                         O Rio Tocantins-



  Principal beleza natural  deste lado do Estado,  o Rio Tocantins, que nos últimos anos tem sofrido variados danos ambientais, oferece uma infinidade de opções de lazer. Cacau, Embiral,  Praia do Meio e Viração  (Imperatriz)  Sumaúma e Urubu (Ribamar Fiquene)  Cachoeirinha (Edison Lobão) Goiás, Hamilton, e do Amor (São Miguel-TO)  são as mais visitadas.

Com todas essas opções ainda há um “pecado quase mortal”: a falta de uma boa infraestrutura de transporte para os visitantes/turistas. Quase tudo ainda é feito na  base do improviso  com pequenas embarcações, com raras exceções, que não oferecem  segurança adequada.  Apesar da demanda trata-se de um setor  que nunca foi profissionalizado uma vez que não só as praias pode ser exploradas. “Os passeios fluviais com a exploração da “gastronomia ribeirinha”, a fotografia  até mesmo a histórias  e estórias do rio, poderiam atrair  turistas, se bem vendidas” observou um antigo morador da cidade.
O bom, observa  o mesmo morador, é que o centro de  toda essa região é Imperatriz,  município de 1531 quilômetros  quadrados polo de uma macro região que compreende municípios maranhenses, paraenses e tocantinenses  e que, apesar da crise econômica,  continua a atrair a atenção de empreendedores de várias partes do País.

No momento,  além das praias  já muito visitadas ,  a cidade vive a expectativa da abertura da Exposição Feira Agropecuária de Imperatriz (Expoimp) prevista para o dia 8 de Julho com a realização da tradicional cavalgada, que já foi considerada uma das maiores do mundo .  O evento movimenta a economia com leilões de animais de alto padrão genético, mas é entremeado com shows  de cantores regionais e de renome nacional.  Conforme o atual presidente do Sindicato Rural Renato Nogueira,  que realiza a feira, um diferencial de 2017 é que o seu encerramento  vai coincidir com  a data do aniversário da cidade,  dia 16 de Julho.

Outras opções 


Na hipótese do Imperatrizense ou visitante querer  fugir desses eventos mais agitados  há outras trilhas a seguir, sem precisar sair da região.  Em Estreito, com o surgimento do grande lago da hidrelétrica já é possível o  “turismo de pesca esportiva”  À esquerda  de Porto Franco, considerando-se a BR-010 no sentido Brasília, para quem gosta de aventura,  existe o município de Paraíso, distante 98 quilômetros de Imperatriz,  que abriga cachoeiras que figuram entre as mais bonitas da região. As quedas de água estão encravadas em algumas propriedades particulares e só são visitadas por convidados, mas pelo que se informa não é difícil de conseguir autorização para  se ter acesso.

Em Carolina o empresário Pedro Iram estilizou a Pedra Caída com a construção de um resort de alto padrão, mas há outras opções mais acessíveis  como,  por exemplo a  “Cachoeira do Dodô , além de outros “banhos” não menos aprazível. Outra bela opção é o famoso “Poço Azul”, no município de Riachão, um paraíso que hoje atrai turistas do Brasil e do exterior.

Toda essa movimentação em torno do lazer/entretenimento,  e consequentemente,   da realização de negócios, demonstra  a forte vocação desse lado do Maranhão  para, o ainda  não sistematizado, “turismo” ,   seja   de  eventos sacros e profanos,   do ecológico, de aventura,   do indígena ,  dos esportes radicais,  do fotográfico e o de negócios . Não há dúvida que com  um pouco de incentivo estatal essa banda do Estado poderia  atrair um número maior de visitantes tornando-a um importante polo turístico do Maranhão.