7/05/2017

Qualidade da água do Rio Tocantins para consumo é ameaçada, aponta estudo realizado pela UEMASUL

Técnico coletam água no Tocantins
 Amostras começaram a ser coletadas por técnicos e pesquisadores da Uemasul  para aferir a qualidade da água do Rio Tocantins, da montante da Praia do  Cacau, à Jusante do lançamento da base da Suzano Celulose, no povoado Embiral, num raio de 18 quilômetros, que segundo  o professor Marcelo Francisco da Silva, compreende a zona urbana de Imperatriz.

Jusante e montante são lugares referenciais de um rio pela visão de um observador. Jusante é o fluxo normal da água, de um ponto mais alto para um ponto mais baixo. Montante é a direção de um ponto mais baixo para o mais alto. A jusante é o lado para onde se dirige a corrente de água e montante é a parte onde nasce o rio.

Mestre em recursos hídricos o professor Marcelo Francisco coordena os trabalhos  de análise da qualidade  da água do Rio Tocantins em Imperatriz.  O  trabalho tem o apoio de técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Ibama, Marinha e Conselho  Municipal do Meio Ambiente. O levantamento, informa  o professor Marcelo, é resultado de uma recomendação feita pelo  Ministério Público Federa –MPF-  ainda ano passado e que ainda não tinha sido feita pela falta de  reagentes.
Professor Marcelo Francisco-UEMASUL
Os resultados do estudo, ainda preliminares, são preocupantes  alertou  o  vice-reitor da Uemasul  o biólogo Expedito Barroso, ontem,  numa rede social.  Segundo o professor, o Ph (potencial hidrogeniônico) da água na calha do rio nas imediações do  Embiral  já aparece  com  4,5 de acidez” o que significa  um sinal vermelho para impropriedade do consumo de  água,  e  uma ameaça para a vida dos organismos que vivem naquele setor.

O coordenador desse estudo técnico/científico  Marcelo Francisco declarou à reportagem  que  os resultados preliminares  das amostras coletadas   em pelo menos dez pontos distintos  do rio , ao longo da zona mapeada,   embora preocupantes, ainda não são conclusivos.   “Para ser  considerada imprópria, apesar do índice citado pelo professor Expedito,  é necessária a  avaliação de outros parâmetros , como os índices de coliformes, que ainda estão sendo analisados” explicou.

Nos  próximos meses , declarou o professor Marcelo,  o mapeamento do estudo realizado será disponibilizado,  não só para  o Ministério Público Federal  mas para quem tiver interesse. 

Equipe de estudo
“Como  já disse,  por enquanto,  nós dispomos dos resultados dos parâmetros medidos em campo. As análises laboratoriais, físico/químicos de planctos e bacteriológica, serão realizadas ao longo das próximas semanas. Assim, poderemos fechar a caracterização das condições ambientais do trecho urbano do nosso rio”  disse o professor que ressaltando que pode se dizer, antecipadamente, que a situação é preocupante.

Marcelo Francisco informou ainda que não foi a primeira vez que  coletou amostras das águas do Rio Tocantins para análises, mas essa é primeira campanha sistematizada com o objetivo de caracterizar a condição ambiental do trecho do rio que banha Imperatriz.