4/06/2012

Em Imperatriz aprovação de leis garante reajuste salarial e redução de carga horária para servidores da Saúde

Ana Lea, presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Maranhão destaca conquistas.

Enquanto o Congresso Nacional debate a possibilidade de redução da carga horária para servidores do Sistema Único de Saúde (SUS), em Imperatriz a Câmara de Vereadores acaba de aprovar projetos de Leis que asseguram 6 horas diárias de serviço nas unidades de saúde municipais, mais redução de 12 para 11 e 10 plantões no Hospital Municipal.

“Isso, agora, é uma realidade. Valeu à pena discutir e negociar com o Município porque conquistamos um benefício até então apenas sonhado”, disse, alegre e sorridente, a presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado do Maranhão, Ana Léa Coelho, agradecendo, publicamente, a sensibilidade da gestão municipal.

“Divergência política à parte, mas o que aconteceu hoje na Câmara de Imperatriz é histórico”, emendou a líder dos servidores da Saúde, arguindo que a tão sonhada redução de carga horária dos trabalhadores SUS foi finalmente conquistada.

A sindicalista fez questão de salientar que todos os servidores da Saúde de Imperatriz têm motivos de sobra para comemorar porque, além do aumento real de salário, todos tiveram substancial aumento do vale-ticket, redução da jornada e o incremento do Adicional de Escolaridade, cujo benefício era, segundo Léa, um direito simbólico dos servidores listados no rol do artigo 80 da Lei Orgânica do Município.

Ana Léa destacou ainda que o prefeito Madeira autorizou a antecipação da data-base dos servidores, possibilitando que houvesse ganho real para o funcionalismo o que jamais aconteceria se a discussão fosse adiada para maio, quando, por força da Lei Eleitoral, somente a inflação do ano da eleição poderia ser concedida.

“Infelizmente há setores que se reivindicam representantes dos servidores da Saúde, que pretendiam tardar o processo negocial para maio para impossibilitar o reajustamento dos salários, o aumento do vale-ticket, vedar a redução da carga horária e a concessão de outros benefícios por saberem que nada disso poderia ser feito no período eleitoral. Esses se deram mal porque a gestão e o conjunto de outros sindicatos se reuniram e garantiram a antecipação da data-base”, argumento Ana Léa, apoiando a iniciativa do prefeito.