8/02/2012

Secretaria de Saúde instala ponto de livre acesso a preservativos no Quartel da Polícia Militar



Para evitar constrangimentos, não há intermediário no local

Dando continuidade às ações do Projeto Preservativo Livre Acesso, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus), através da coordenação do DST AIDS, implantou no Quartel da Polícia Militar, na manhã desta quarta feira (1º), equipamento dispensador de preservativos que disponibiliza preservativos para toda população. 

O objeto suspenso fica em local de livre acesso aos usuários, com a finalidade de aumentar o número de pessoas abastecidas com os contraceptivos. O evento aconteceu no auditório da corporação e contou com a presença dos militares, comandados pelo tenente coronel Edeilson Carvalho e da equipe da Secretaria de Saúde, coordenada por Venúzia Milhomem.

O projeto “Preservativo Livre Acesso” foi lançado em Imperatriz em 2010. Na ocasião, foram contemplados o 50º Batalhão de Infantaria de Selva (50º Bis), a Universidade Estadual do Maranhão (Uema), a Universidade Federal do Maranhão (Ufma) e a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para a Mulher. Recentemente, o Corpo de Bombeiros foi agregado ao projeto. Em todos esses locais foram instalados o Porta Preservativo, que é um display, onde o usuário chega e pega seu preservativo, sem se identificar e sem vinculação a nenhum documento.

Esse sistema é acionado para facilitar a iniciativa do usuário que, muitas vezes, querendo ou não, tem dificuldade, principalmente nos órgãos onde trabalha e nos postos médicos para pedir o preservativo. O display, então, fica disponível em local estratégico. As pessoas têm livre acesso no quantitativo que ele necessitar. “Nós hoje estamos disponibilizando três mil preservativos por mês no 50º BIS. Começamos com mil unidades e fomos aumentando gradativamente. É feito o controle rigoroso, todo mês eles entregam uma planilha com todo o processo desenvolvido”, afirma a coordenadora do programa DST/AIDS do município, Venúzia Milhomem.

Por enquanto, o trabalho está sendo desenvolvido em instituições governamentais, mas a proposta é alcançar também as empresas privadas, principalmente as de grande porte, onde há a necessidade de se disponibilizar o preservativo. A ação educativa, como é realizada na Polícia Militar, é feita com o objetivo de conscientizar o usuário da importância do uso do preservativo, mostrando os dados epidemiológicos do Brasil, do Maranhão e de Imperatriz.
Segundo Venúzia Milhomem, “é muito importante trabalhar para que as pessoas presentes nessas ações sejam multiplicadoras na questão da prevenção, porque nós sabemos que, em termos de enfrentamento das DST’s e AIDS, o uso do preservativo é o que nós temos como ferramenta”.

População

O uso do preservativo é algo que envolve questões comportamentais. “Não basta apenas termos o insumo disponibilizado, não basta apenas o governo garantir o insumo, é preciso que a população tenha consciência do uso do preservativo, porque é uma questão comportamental: o fato de você pegar não garante que você vai usar”, enfatiza Venúzia Milhomem. Segundo ela, “é por isso que tem que se trabalhar muito na questão das palestras, das ações educativas para que as pessoas tenham essa consciência”.

A exemplo do carnaval, quando, “infelizmente a gente ainda vê pessoas fazendo balão do preservativo, inclusive, com grande falta de consciência, porque esse preservativo é pago pelos nossos impostos, nos níveis federal, estadual e municipal, então é muito importante valorizar esta ação, porque este também é um recurso da população”, afirma a coordenadora do DST/AIDS.

É muito importante valorizar o uso do preservativo, porque o crescimento do número de casos de AIDS é notório. Mensalmente são detectados, em média, 4% de positividade das pessoas que fazem teste. É crescente também o número de casos de gestantes detectadas com o vírus da AIDS e, nesse sentido, ela precisa fazer todo o tratamento pré-natal específico, para evitar que o bebê nasça com o vírus.

 A amplitude dessa ação da Semus é muito ampla. Prova disso é que, além de todas as questões esclarecedoras e efetivas, as pessoas que visitam as instituições podem também ter acesso aos preservativos sem preconceito, sem discriminação, com facilitação e, ao mesmo tempo, servem para quebrar os desafios relacionados ao acesso aos meios de prevenção. (Comunicação)