4/04/2013

Artigo: Canibalismo Social


Por Elson Araújo

O Mundo vive um lento e acelerado processo de embrutecimento com o ter sobrepondo-se ao ser. A máxima de Alexandre Dumas de “Um por todos, e todos por um” consignada na fábula de “Os três mosqueteiros” há muito não voga na sociedade moderna.

Vivemos hoje sob o império absolutista do EU, que tem levado o homem a se contextualizar sob o manto de uma espécie de “canibalismo social”, e a deixar ser dominado por um desejo mórbido de destruir o outro a favor do seu bem estar não importando as conseqüências.

Esse processo, extremamente virulento, tem custado a vida de milhares de pessoas produzindo na sociedade um estado permanente de insegurança e incerteza.

É, na verdade, ninguém se sente completamente seguro nas mais diferentes vertentes e interpretações do que venha a ser SEGURANÇA.

O vírus do “canibalismo social” se prolifera muito rápido e, às vezes é letal. Há, no entanto, uma certeza: se esse vírus não for contido, chegaremos rapidamente, ( se já não chegamos) a um processo de convulsão social.

Algumas das consequencias desse vírus já podem ser sentidas como, por exemplo, a banalização do crime; a destruição dos valores familiares, a falta de respeito mútuo, entre outros. Assim, um assalto, um estupro, uma ofensa ao semelhante; um assassinato, tonaram-se hábitos tão simples como mudar de roupa.

Diante desse quadro, infere-se que “o ser humano” necessita ser salvo e resgatado sob pena deste Planeta chamado Terra se tornar .definitivamente , um lugar insuportável para se viver ficando assim comprometida a vida das futuras gerações.

A cura- Talvez a cura ou o antídoto para este mal esteja no próprio homem começando por um processo de reavaliação do que venha a ser humano, e no fortalecimento das instituições como Familia, Escola, Igreja, ECT. “Não seria o momento para estas instituições reavaliarem seus ritos e suas verdades na formação do homem? Há, de fato, alguma coisa errada!

Conclui-se que a tarefa da criação de um novo homem está nas mãos do próprio homem. As atenções têm que se voltar para a fundamentação de um ser humano livre, que se sinta, realmente parte integrante do UNIVERSO, e assim, realmente seja impelido a imergir no preceito bíblico de amar uns aos outros, e que passe a carregar sobre si , a certeza de que ao fazer o mal a alguém ou, à Natureza estará ofendendo a si mesmo.