8/01/2013

Artigo: A verdade tem que ser dita.



Começou efetivamente no Governo Jackson Lago, e prossegue agora, no Governo Roseana Sarney, o pagamento da  dívida  que O Governo do Estado, tem historicamente com Imperatriz e região.  Foram anos de tudo para o Norte e,  nada para o Sul. O quadro, ainda  que lento,  começou a mudar.

 Esse sentimento histórico de abandono que fez eclodir ao longo de pelo menos 200 anos, diversos movimentos emancipacionistas, o mais famoso deles o que pretendia criar a República dos Pastos Bons, que chegou, segundo, historiadores, a  possuir até manifesto. Os líderes da época queriam não um Estado, mas criar um novo País.

Foi, a partir desse movimento, que houve a semeadura da ideia de  uma divisão do Maranhão com o surgimento de um novo Estado, sonhado e anos depois batizado de Maranhão do Sul.

Imperatriz e a região tocantina  sempre receberam menos do que mereciam. Se não fosse o trabalho pioneiro dos bravos de várias partes do Brasil e do mundo que acreditaram na força dessa terra, a região não seria o que é hoje: um grande centro de prestação de serviços; polos industrial,  educacional e agropecuário, e  que hoje atraem investidores dos mais diversos ramos de negócios que enchem de esperança o povo da nossa terra.

A dívida do Governo do Estado para com o interior e notadamente com   Imperatriz e região, era astronômica. Parte da elite política da capital parecia ter realmente desprezo pelo nosso povo e  nossa gente.


Esse quadro começou a mudar com o  amadurecimento de Imperatriz e o consequente surgimento de novos nomes no cenário político, com ou sem mandatos,   que começaram a dar voz aos pleitos da região.

Aqui nesse lado do Estado, o município de Imperatriz começou a ser ouvido e a ganhar importância. Motivado por políticos como o atual prefeito Madeira  e outros aliados da época, o saudoso governador  Jackson Lago,  praticamente se apaixonou por Imperatriz a ponto de   aqui passar uma “ virada de ano”.

Lago,  então, começou a romper com a discriminação histórica dos “Leões”  para com Imperatriz e a  assumir e cumprir compromissos.   A obra dele, como todos sabem, ficou inacabada.

Com a saída de Lago parecia que tudo voltaria para a estaca zero. Coube a Madeira, prefeito da cidade,   o papel de não permitir  a retomada da história de abandono.

Despido de vaidade ou qualquer ranço politico/ ideológico,  em nome dos interesses maiores  do município,  Madeira humildemente  bateu na porta do Palácio dos Leões. Numa conversa  franca e honesta com a governadora fê-la entender a importância de Imperatriz,  e que, independente de sua  votação na cidade, não havia motivos para o Palácio  virar-lhe  as costas.  

No entendimento de Madeira, sua gestão não podia se transformar “numa fortaleza ideológica” porquê  começava ali, naquela conversa inicial, uma  parceria de resultados positivos e concretos.


A parceria com o Governo do Estado já resultou em investimentos na área da saúde, incluindo a construção de um hospital (obra em andamento)  e diversos convênios na área da infraestrutura que permitiu, por exemplo, o asfaltamento completo da Nova Imperatriz, um dos bairros mais antigos da cidade.  

Novas parcerias na área da infraestrutura  já foram firmadas e vários bairros serão beneficiados. Os recursos estão garantidos e o início das obras é só uma questão de tempo e cumprimento de burocracias.

Uma nova oportunidade- Uma nova oportunidade nasce agora para que  Imperatriz tenha sua importância reconhecida  e se fortaleça ainda mais  no cenário estadual com a possibilidade da nomeação de um desembargador das barrancas do  Rio Tocantins.  Como é  notório, após a lista formada, a palavra final  será da governadora Roseana Sarney.

Egresso do Campus II da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), advogado bem sucedido na Comarca, o hoje procurador geral do município  Gilson Ramalho entrou na lista dos seis advogados que disputarão  a lista tríplice  a ser definida  pelo Pleno do Tribunal de Justiça, de onde sairá, o novo desembargador do Maranhão. Ramalho disputou com 18 advogados maranhenses os votos de 30 conselheiros da Ordem dos Advogados do Maranhão e de três de seus membros honorários. 

Essa foi apenas uma das etapas. Agora virá a  luta para entrar na lista tríplice a ser definida pelo Tribunal e que será enviada para a Governadora a quem caberá definir o nome do novo desembargador do Maranhão.

Aqui, a nossa torcida, para que Ramalho seja indicado para a lista tríplice,  e que  a escolha da governadora recaia sobre o nome que representa Imperatriz..

Ocorrendo isso,  não resta dúvida de que  haverá uma significativa redução na  divida do Palácio dos Leões tem com esse lado do Maranhão. Um gesto histórico que jamais será esquecido pelo povo de Imperatriz e da Região Tocantina.


 Por fim, uma ultima observação: a cidade é um organismo vivo, portanto, tem sentimento. Chora, ri, comemora, protesta e grita!  Diz sim e sabe dizer não e, como todo organismo, deseja e precisa ser bem tratada, bem cuidada. Imperatriz é  justa e sabe se posicionar  a favor de quem a prestigia.