Na nota ( em
inglês e português) o órgão das Nações
Unidas não faz referência apenas à
situação do Maranhão; se refere também à restauração da ordem em outros presídios
brasileiros.
Abaixo a nota.
Versão em português:
“Ficamos perturbados ao tomar conhecimento das conclusões do recente relatório
do Conselho Nacional de Justiça, revelando que 59 detentos foram mortos em 2013
no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão, assim como com as últimas
imagens de violência explícita entre os presos.
Lamentamos ter que, mais uma vez,
expressar preocupação com o péssimo estado das prisões no Brasil e instamos as
autoridades a tomarem medidas imediatas para restaurar a ordem na Penitenciária
de Pedrinhas e outros centros de detenção em todo o país, bem como para reduzir
a superlotação e oferecer condições dignas para as pessoas privadas de
liberdade.
Pedimos também as autoridades
brasileiras que realizem uma investigação imediata, imparcial e efetiva sobre
os acontecimentos, que julguem as pessoas consideradas responsáveis e que tomem
todas as medidas adequadas para urgentemente colocar em operação o Sistema
Nacional de Prevenção e Combate à Tortura promulgado no ano passado.”
Original
em inglês:
“We are disturbed to learn about the findings of the recent report of the National Council of Justice revealing that fifty-nine inmates were killed in 2013 in the Pedrinhas Penitentiary Complex in Maranhão, as well as the latest images of graphic violence amongst inmates.
We regret
having to, once again, express concern at the dire state of prisons in Brazil,
and urge the authorities to take immediate action to restore order in Pedrinhas
Prison and other prisons throughout the country, as well as to reduce
overcrowding and provide dignified conditions for those deprived of liberty.
We further
urge the Brazilian authorities to undertake a prompt, impartial and effective
investigation into the events, and prosecute those found responsible, and to
take all appropriate measures to urgently put into operation the National
System to Prevent and Combat Torture enacted last year.”
