11/22/2014

Comunidade participa de audiência que debate Plano de Saneamento Básico de Imperatriz


Por Domingos Cezar. 

O relatório dos problemas e soluções foi apresentado para o debate público.

            Representantes da sociedade civil e autoridades debateram na manhã desta sexta-feira (21), no auditório da Subseção da OAB, os diagnósticos e prognósticos do Plano Municipal de Saneamento Básico do Município de Imperatriz. O relatório foi apresentado pelo engenheiro Jorcy de França Aguiar, consultor técnico da PAVICOL - Construções e Locações, empresa contratada pela Prefeitura para fazer o estudo.

            A audiência pública debateu o Diagnóstico da situação atual do abastecimento de água e esgoto sanitário, bem como, os prognósticos para os serviços de água e esgoto. Antes de apresentar o relatório, a mesa diretora foi formada com a participação do prefeito Sebastião Madeira, o presidente da Câmara Municipal, Hamilton Miranda, os secretários municipais Roberto Alencar (Infraestrutura) e Richard Seba (Planejamento Urbano e Meio Ambiente).

            Também fizeram parte da mesa, a presidente do Conselho Municipal do Meio Ambiente (COMMAM), Ivanice Cândido Falcão Almeida e o representante da empresa contratada, professor e economista Robson Saraiva. O economista explicou que o Plano se trata de um estudo, feito por profissionais capacitados que trabalharam em outros municípios, os quais ouviram pessoa dos mais diversos bairros para conhecerem os problemas relacionados ao saneamento básico.

              Em breves palavras, Roberto Alencar disse que a partir daquele momento iria se discutir o futuro de Imperatriz. Ivanice Cândido lembrou que o COMMAM vem acompanhando as ações desenvolvidas pela empresa no estudo preliminar e acompanhará as audiências. Richard Seba afirmou ser importante a participação popular, “uma vez que os problemas vêm se avolumando nos últimos anos com o crescimento populacional”.

            Por sua vez, o titular da Promotoria Especializada em Defesa do Meio Ambiente, Jadilson Cirqueira disse aos presentes que a Promotoria estava acompanhando atentamente desde a contratação da empresa. “Desde o início também orientava sobre a necessidade de se fazer um plano com a participação popular, mesmo sabendo que se trata de um documento eminentemente técnico”.
                                       Jorcy de França
       
O promotor observou que tem recebido várias reclamações no que diz respeito à água e esgoto, razão porque tem oficiado a Caema a fornecer informações relacionadas a saneamento básico. “O problema é grande, razão porque carece da participação popular nesse debate com suas idéias, sugestões e críticas”, disse Jadilson Cirqueira, acrescentando que as audiências são realizadas com o objetivo de dar oportunidade da comunidade se manifestar.

            “Vamos socializar essa ação, ouvir a população nos bairros, pois vamos discutir tema de fundamental importância que é tratamento de água e esgoto”, afirmou o promotor. Para ele essa é a grande oportunidade para se cobrar para Imperatriz, a SEMA (Secretaria de Estado de Meio Ambiente) e o Comitê de Bacia da região tocantina, “pois essa política envolvendo água é uma política de Estado”, concluiu Jadilson Cirqueira. 


Gerente apresenta deficiências da CAEMA mas garante tomadas de providências

            O gerente da Caema, Alberto Santos, usou a palavra para trazer a mensagem do presidente João Moreira, o qual fez questão de tornar público as deficiências da Companhia de Saneamento do Maranhão, porém garantiu que providências estão sendo tomadas, no sentido de dirimir os problemas ocasionados pelas constantes falta de água.

            De acordo com Alberto Santos, a unidade da Caema em Imperatriz possui três conjuntos motobombas para abastecer a cidade, mas teve recentemente problema em um deles. Ele garantiu que a empresa abriu licitação para adquirir mais dois conjuntos motobombas, além de reformar um conjunto motobomba que será colocado em operação no próximo dia 4 de dezembro.

            “Estaremos perfurando mais 10 poços nos bairros que sofrem com a falta de água, os quais serão entregues à população dos bairros contemplados até março de 2015, minimizando esse problema que afeta a comunidade”, afirma Alberto Santos, ressaltando que a Companhia vai priorizar bairros que mais tem sido afetado pela falta d’água.

            Segundo o gerente da Caema, há um horizonte (previsão) que nos próximos 20 anos o problema de água e esgoto por parte da empresa será resolvido. Ele parabenizou a Prefeitura de Imperatriz, pela realização de um evento com a participação popular “e pela preocupação em elaborar política de saneamento básico que venha beneficiar a população”, concluiu Santos.