11/28/2014

O despertar das águas



Águas escuras dos rios
Que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população


Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água

(Guilherme Arantes)

Por Elson Araújo


Em tempos de protestos, bem que os rios, riachos, lagos e lagoas que ainda restam limpos, e livres da poluição,  poderiam se juntar num “mar só”  e inundar a consciência dos homens e mulheres da Terra e assim, para o bem das gerações futuras,  desperta-los verdadeiramente para a necessidade de  se cuidar e preservar  os 3%  de água doce, de acordo com os cientistas,  que cobrem o mundo onde vivemos. 


Parece um absurdo que num planeta onde 75% da sua superfície seja coberta por água  apenas 3%  seja própria para o consumo humano e a produção de alimentos, mas essa é uma realidade  que  nos rodeia. Apenas um terço da água dos rios, lagos, lençóis freáticos superficiais e atmosfera, é acessível.   O resto se concentra em geleiras, calotas polares e lençóis freáticos profundos, portanto,  temos razões de sobra para nos preocuparmos.


Sinto um frio na barriga quando olho para o nosso Rio Tocantins, fonte de   vidas e riquezas,  e  de inspiração para tantos poetas, tantos escritores e  fico a imaginar  que tudo aquilo ali na minha frente  um dia pode desaparecer uma vez que   hoje se sabe que  água potável é um recurso finito,  quando não se cuida, quando não se preserva.


O que nos assusta mais ainda é que o Tocantins, principalmente em terras maranhenses,  não é mais o mesmo. É cristalino o desaparecimento de espécies (peixe) nativos, da devastação da vegetação ciliar, do processo contínuo de assoreamento e do despejo diário de esgoto sem tratamento. 


 O  “ velho Tocantins” que  nasce em Goiás e serpenteia  por terras maranhenses,  tocantinas e paraenses até sua foz no Golfo Amazônico, próximo a Belém,    ainda resiste, só não sabemos até quando.   


No Maranhão não é apenas o Tocantins a enfrentar  “esses ataques ambientais  diários”. Outros rios, outras águas também. O Rio Itapecuru, que abastece 75% da Capital São Luís, é outro exemplo. Coincidência ou não, a ilha já começa a sofrer com o problema do desabastecimento d´água.  Um problema, não se enganem, que só tende a piorar, uma vez que não há a preocupação, nem uma discussão em andamento sobre o cuidado com nossas águas, as águas do Maranhão.





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