3/14/2017

Campanha da Fraternidade 2017 é lançada na Câmara Municipal


A convite do vereador Carlos Hermes a equipe diocesana da CF divulgou as ações da campanha e convidou os edis para que proponham projetos na área ambiental

A Campanha da Fraternidade (CF), ação da Igreja Católica, neste ano tem como tema: “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” e o lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15). A convite do vereador Prof. Carlos Hermes (PCdoB), a equipe diocesana da CF fez o lançamento da campanha na manhã de terça-feira (14) na Câmara Municipal. Na ocasião foram repassadas informações sobre as ações da campanha e sobre os biomas brasileiros.

            O coordenador da CF, Eduardo Camberimba ressaltou o poder da informação em relação à preservação dos biomas: “Nesse primeiro momento nós estamos levando essas informações para criar nas pessoas o desejo de preservar o meio ambiente, não somente preservar, mas também tentar recuperar aquilo que foi perdido. Para Eduardo, a Câmara também tem muito a contribuir: “A gente espera projetos de lei referentes a isso, que a Secretaria do Meio Ambiente também faça a sua parte, o poder executivo, o poder legislativo, porque não adianta somente o povo ou somente eles fazerem a parte deles, todos nós devemos fazer algo”.
        
    Desde de 1979 a Campanha da Fraternidade tem se voltado para as situações existenciais do povo e abordado temáticas socioambientais. Para o vereador Carlos Hermes essas ações são fundamentais: “A partir da Campanha da Fraternidade a igreja tem o engajamento de chamar a sociedade para refletir e discutir seus problemas sociais e perceber que não podemos viver apenas na busca da transcendentalidade, sem perceber que o Cristo vive no dia a dia. Então, parabéns à Igreja Católica por abraçar essa causa. E nós aqui temos que dar a contribuição no sentido de levar essa mensagem informativa para as comunidades e atuar legislativamente e politicamente nesse sentido”.

Campanha da Fraternidade

            No Brasil, a Campanha já existe há mais de 50 anos e sua abertura oficial sempre acontece na quarta-feira de cinzas (início da Quaresma), época na qual a Igreja convida os fiéis a experimentarem três práticas penitenciais: a oração, o jejum e a esmola. Neste ano a proposta é dar ênfase a diversidade de cada bioma e criar relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles habitam, a partir do método ver, julgar e agir. Além da comunidade, igreja também busca comprometer as autoridades públicas com a responsabilidade sobre o meio ambiente.

Biomas
Os especialistas dividem a enorme extensão brasileira em seis biomas - a Amazônia, a Caatinga, o Pantanal, o Cerrado, a Mata Atlântica e o Pampa. Pelo menos três desses biomas estão presentes no Maranhão: Amazônia, Cerrado e Caatinga. O Maranhão possui uma larga faixa pertencente ao bioma amazônico, razão pela qual mais da metade do estado está incluída na Amazônia Legal. Importante também é a área de Cerrado existente no Sul do Maranhão, onde, há algumas décadas, reina o agronegócio. E temos uma faixa, colada no Piauí, que tem todas as características da Caatinga. Além desses três biomas, não podemos nos esquecer que o Maranhão possui uma longa costa onde se abrigam outros tipos de ecossistemas, como: manguezais, dunas - os famosos Lençóis Maranhenses - e praias. De certa maneira, repete-se no Maranhão a enorme biodiversidade que ocorre no Brasil.