O ALGORITMO QUE PREVIA CRIMES- Quando a Inteligência Artificial começou a aconselhar os juízes
"O maior risco não é uma máquina errar. É acreditarmos que ela nunca erra." A sentença chegou antes do julgamento O juiz ainda folheava os autos. Os advogados preparavam suas últimas manifestações. O Ministério Público sustentava a acusação. A defesa insistia nas circunstâncias pessoais do réu. Mas, discretamente, outro personagem já havia apresentado sua opinião. Não vestia toga. Não fazia discursos. Não prestava compromisso legal. Era um algoritmo. Em poucos segundos, calculou probabilidades. Estimou riscos. Classificou comportamentos. Sugeriu a chance de reincidência daquele acusado. Pela primeira vez na história, uma máquina começava a participar, ainda que indiretamente, do processo de decidir sobre a liberdade de uma pessoa. Quando os números passaram a influenciar a Justiça Nos Estados Unidos, diversos tribunais passaram a utilizar sistemas computacionais para auxiliar decisões relacionadas à liberdade provisória, penas e ris...