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8/14/2024

*NOVO FÓRUM DE JUSTIÇA DA COMARCA DE IMPERATRIZ DEVERÁ SER INAUGURADA EM ABRIL 2025, GARANTE ENGENHEIRO DO TJMA*

  


As obras do novo Fórum de Justiça da Comarca de Imperatriz foram retomadas e têm previsão de entrega para abril de 2025, com previsão de funcionamento no meio do ano. O engenheiro Gustavo Brasil, do TJMA, garantiu que mais de 55% da obra já está concluída.

Localizado no Parque Santa Lúcia, o novo fórum contará com uma área construída de 49 mil metros quadrados, dividida em cinco torres e um eixo central, abrigando toda a estrutura local do Poder Judiciário da cidade. Segundo Gustavo Brasil, a obra tem   uma arquitetura moderna, e  a construção utiliza tecnologia drywall, com divisórias em gesso acartonado, oferecendo uma obra limpa, rápida e mais econômica.


Esse projeto promete transformar a infraestrutura das Varas da Comarca de Imperatriz-garantindo um espaço funcional e eficiente para melhor atender a população.

8/10/2024

A difícil escolha do (a) vice: Conheça as escolhas da segunda capital do Maranhão

 


 ElsonMAraújo

 

A figura do vice (presidente, governador ou prefeito) possui um papel constitucionalmente definido. Ele substitui o titular em casos de impedimento ou situações especiais, como licença ou viagem ao exterior. Além das atribuições que lhe são conferidas, o vice, segundo a Constituição, deve auxiliar o titular sempre que convocado para missões especiais.

Uma vez eleito, o vice não pode ser demitido, e não há impedimento para que assuma cargos de livre nomeação, como secretário ou ministro. Por exemplo, o vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, foi nomeado Ministro de Estado do Desenvolvimento Econômico. No Maranhão, o governador Carlos Brandão nomeou seu vice, Felipe Camarão, para o cargo de secretário de Estado da Educação. Da mesma forma, o vice-prefeito de Imperatriz, Alcemir Costa, era, até recentemente, o secretário municipal de Saúde.

Isso demonstra que, ao formar uma chapa para uma disputa eletiva majoritária, é natural que o líder do projeto político, seja de forma unilateral ou ouvindo o grupo, considere uma série de variáveis para chegar a uma definição. Assim, a escolha do vice muitas vezes só ocorre quando partidos, coligações e, atualmente, federações estão prestes a finalizar a ata.

 Além do quesito confiança, numa competição eleitoral, o vice pode agregar recursos financeiros, votos, prestígio e apoio conjuntural, especialmente se pertencer a um segmento social relevante. Nas últimas eleições, tem sido comum a escolha de representantes de segmentos evangélico, católico, militares e do agronegócio para compor chapas majoritárias. O vice pode não se encaixar em nenhuma dessas variáveis, mas ser parte de uma estrutura de poder com força política suficiente para indicá-lo, mesmo que não seja o “companheiro dos sonhos”. Quando isso acontece, como diz a música de Flávio José, “tudo pode acontecer, inclusive nada”.

 

Quem São  os vices ?

 


No segundo maior colégio eleitoral do Maranhão, a escolha dos vices das principais candidaturas seguiu a tradição local: foram revelados apenas durante as convenções, e, mesmo três dias após o encerramento do prazo, continuam sendo um dos assuntos mais comentados na cidade.

O primeiro a anunciar seu vice, na verdade, sua vice, foi o candidato da federação PT, PV, PC do B, Marco Aurélio. A suplente de deputada federal Gilvânia Ferreira, militante histórica do PT e ativista social conhecida nacionalmente por sua luta pela reforma agrária, foi escolhida.

O vice do publicitário e empresário Nilson Takashi (NOVO) é o experiente engenheiro civil Ronaldo Reis  Milhomem, descendente do primeiro  gestor de Imperatriz Gumercindo Milhomem.  Seu pai,  já falecido, Ribamar Milhomem, foi vereador de Imperatriz na transição da década de 1980 para a de 1990. Embora discreto, Ronaldo ganhou popularidade nas redes sociais com vídeos críticos e propostas para a infraestrutura da cidade. Filiado ao NOVO, forma uma chapa pura.

Outra chapa pura é a liderada pelo candidato a prefeito Gabriel Araújo (PCB), estudante de Comunicação Social, que optou por Reginaldo Lima, ainda pouco conhecido pela classe política.

O polêmico jornalista Justino Filho (PMB) também apresenta uma chapa pura, com o economista e professor universitário aposentado Alberto Maia como vice. Maia, conhecido por seus comentários em rádio e TV e por sua atuação nas redes sociais, tem um histórico de envolvimento político e defesa do consumidor.

Inicialmente especulou-se que o vice de Rildo Amaral (PP) seria Pastor Porto (Cidadania), mas, no último momento, foi anunciado Carol Pereira (União Brasil). Filha de Imperatriz, Carol não é uma figura midiática. Visivelmente é mais de bastidores, mas tem sido nos últimos anos a braço direito do secretário-geral da mesa diretora da Assembleia Legislativa, deputado estadual Antônio Pereira (PSB).

Na chapa liderada pelo deputado Josivaldo JP cogitavam-se Carol Pereira ou Bruna Costa, esposa do Deputado Eric Costa, como possíveis vices. No entanto, a escolha recaiu sobre o médico Daniel Fiim (PMN), anunciado durante a convenção no dia 5 de agosto. Nascido em Imperatriz, Daniel é filho do ex-vereador e interventor de Montes Altos Francisco Fiim, dele herdando a veia política e a fé católica. Com experiência em cargos públicos e pré-candidaturas anteriores Daniel Fiim chegou a ser cogitado como um possível candidato a prefeito, mas optou por se unir ao projeto JP

 Após a desistência do pecuarista Francisco Soares dos Santos (PL), seu partido inicialmente considerou uma aliança com Josivaldo JP e a possibilidade de substituir franciscano por outro nome da legenda. No entanto, após uma reunião de cúpula com o deputado Josimar Maranhãozinho e o presidente Bolsonaro, o partido decidiu apoiar o outro grupo bolsonarista da cidade, liderado pela suplente de deputada federal Mariana Carvalho (PRB).

O vice de Mariana escolhido foi  Ribinha Cunha, empresário e produtor rural, liderança maçônica respeitada em todo o Maranhão e com vasta experiência política. Ribinha já foi candidato a prefeito e a vice-governador, e é irmão do prefeito e candidato à reeleição em Estreito (MA), Leo Cunha.

A chapa Mariana (PRB) e Ribinha Cunha (PL) acabou por unir partidos no Maranhão liderados por dois ferrenhos adversários políticos históricos: os deputados Aluísio Mendes (PRB) e Josimar Maranhãozinho (PL). São os milagres, mesmo que temporários, da política.

 

Cinco candidaturas à direita e duas à esquerda disputam os eleitores da segunda capital do Maranhão

 

Por Elson Araujo)

O prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral para que partidos e federações escolham seus candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereadores expirou na última segunda-feira, dia 5. Dos aspirantes que se apresentaram ao "mercado eleitoral", restaram sete. Sob o prisma ideológico, temos três de centro/direita: Rildo Amaral (PP), Josivaldo JP (PSD) e Justino Filho (PMB); um de direita, Nilson Takashi (Novo); uma de extrema direita, Mariana Carvalho (PRB); e dois de esquerda, Marco Aurélio (PT, PV, PCdoB) e o estudante de jornalismo Gabriel Araújo (PCB).

Em maio deste ano, Imperatriz ultrapassou a marca de 200 mil eleitores, tornando-se a segunda cidade do Maranhão, após a capital, a realizar a eleição para prefeito em dois turnos. O primeiro turno ocorrerá no dia 6 de outubro de 2024, e o segundo, no dia 27 do mesmo mês.

No cenário atual da disputa eleitoral em Imperatriz, despontam cinco candidaturas competitivas. Quatro delas – Rildo (PP), JP (PSD), Mariana (PRB) e Takashi (Novo) – situam-se mais à direita do espectro ideológico, enquanto uma, a do ex-deputado Marco Aurélio (PCdoB), alocada na federação PT-PCdoB-PV, representa a esquerda.

Até o momento, as pesquisas registradas e publicadas indicam uma inclinação da cidade para uma candidatura mais à direita. Contudo, não se pode subestimar o potencial de crescimento de Marco Aurélio, que, embora oriundo da militância centro-esquerdista, surge como a única opção viável da esquerda para disputar um eventual segundo turno.

O tabuleiro político local tem passado por movimentações recentes que, embora ainda não mensuradas tecnicamente, tendem a influenciar a performance eleitoral dos candidatos e o comportamento dos eleitores. Vejamos:

A primeira mexida significativa foi a desistência do pré-candidato a prefeito José Antônio (PDT), do grupo do prefeito Assis Ramos (União Brasil). Este ato deixou órfãos cerca de quatro dezenas de pré-candidatos a vereador, distribuídos entre AGIR, Podemos e PDT. Desses partidos, AGIR e Podemos se alinharam com Rildo Amaral, enquanto o PDT, até a manhã de ontem, ainda não havia definido seu rumo, embora especulasse-se uma possível aliança com Marco Aurélio.

A segunda mexida foi a saída do deputado Antônio Pereira (PSB) do arco de apoio à candidatura de JP, devido à preterição de sua esposa, Carol Pereira, como vice na chapa. No dia seguinte, Pereira já estava no palanque de Rildo Amaral. Entretanto, o MDB, partido que controlava, fechou com JP.

Por fim, a desistência do produtor rural e ex-prefeito de Brejão, Francisco Soares, o Franciscano (PL), da disputa pela prefeitura foi outro fato relevante. Ele vinha disputando com Mariana Carvalho as bênçãos de Bolsonaro. Houve especulações de que o PL apoiaria Josivaldo JP, mas, após uma reunião com a participação do presidente estadual do PL, Josimar Maranhãozinho, o partido decidiu apoiar Mariana Carvalho, que anunciou que seu vice viria do PL.

8/04/2024

PERÍODO DAS CONVENÇÕES CHEGA AO FIM. PROPAGANDA ELEITORAL COMEÇA DIA 16 DE AGOSTO

 


O prazo legal para que partidos ou federações apresentem e escolham em convenção partidária os nomes dos pré-candidatos a prefeito (vice) e vereador para as eleições 2024 termina nesta segunda-feira, dia 5 de Agosto. Depois disso, até o dia 15 de fica aberto o período para o pedido na Justiça Eleitoral, dos registros das candidaturas. 

Em Imperatriz o último candidato a realizar convenção é Josivaldo JP, do PSD. Será no início da noite dessa segunda-feira, 5, no New Palace.

Quem passou pela convenção só poderá bater no peito e dizer que realmente é candidato quando passar pelo crivo da Justiça Eleitoral que julgará todo os pedidos inclusive, quando for o caso, os de impugnação de registro de candidatura. 

A partir do dia 16 de agosto, oficialmente, inicia-se a propaganda eleitoral.

Em maio deste ano Imperatriz ultrapassou a marca de 200 mil eleitores e será, depois da capital, a segunda cidade do Maranhão a realizar a eleição para prefeito em dois turnos;

O primeiro turno da eleição 2024 será dia 06 Outubro, o segundo, dia 27.

8/03/2024

GOVERNO FEDERAL INCLUI IMPERATRIZ NAS PLENÁRIAS PARA ELABORAÇÃO DO PLANO CLIMA PARTICIPATIVO

 O evento ocorrerá no próximo dia 8 de agosto, no Colonial Eventos, e contará com a presença da Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, sete outros ministros de Estado e o governador do Maranhão, Carlos Brandão.

Por Elson Araújo

 

A série de encontros teve início no último dia 30, em Brasília, com o lançamento do projeto, e se encerrará no dia 15 de agosto em Porto Alegre (RS). Segundo informações oficiais, a estratégia do Governo Federal é percorrer biomas brasileiros para discutir com a sociedade a emergência climática. Em Imperatriz, o evento está agendado para o dia 8 de agosto, das 16h às 19h, no Colonial Eventos (Avenida Amazonas Norte, 100, Alto da Boa Vista).

 Os encontros ocorrerão em oito cidades de diferentes biomas e preveem a participação da comunidade no Plano Clima Participativo, um projeto com a chancela do Ministério do Meio Ambiente e apoio total do Governo do Maranhão. Em Imperatriz, o governo estadual acionou a Agência Executiva Metropolitana do Sul do Maranhão (AGEMSUL) para apoio logístico e operacional.

 A informação sobre a plenária de Imperatriz foi divulgada pela AGEMSUL, braço do Governo do Maranhão encarregado pelo governador Carlos Brandão de potencializar e auxiliar na logística e mobilização da sociedade civil na região.

 "O mundo inteiro se volta hoje para o tema da emergência climática. Um debate importante para a sobrevivência da vida na Terra. O governador Carlos Brandão, como anfitrião dessa plenária, cumpre um papel importante nessa discussão ao mobilizar os maranhenses de Imperatriz para esse vital debate", destacou o presidente da AGEMSUL, Vagtônio Brandão.

 Desde o lançamento das plenárias em Brasília, já ocorreram dois encontros: um em Recife (PE), representando o bioma Costeiro Marinho, e outro em Teresina (PI), representando o bioma Caatinga. Os próximos encontros serão: Amazônia, em Macapá (AP); Cerrado, em Imperatriz (MA); Pantanal, em Campo Grande (MS); Mata Atlântica, em São Paulo (SP); e Pampa, em Porto Alegre (RS).

As plenárias fazem parte das etapas para a formulação do Plano Clima, elaborado pelo Governo Federal com participação popular, que norteará a política climática do país até 2035. O objetivo dessas reuniões é engajar a sociedade civil no envio de propostas, esclarecer dúvidas sobre o processo e informar sobre as etapas da elaboração da política climática.

 

Bioma Cerrado

 

A escolha de Imperatriz para a plenária do dia 8 de agosto não é por acaso. Estudos realizados pela Embrapa apontam que o Maranhão abriga três dos oito biomas brasileiros, sendo o Cerrado o maior deles, ocupando 64% do território estadual, seguido pela Amazônia, com 35%, e pela Caatinga, com 1%, formando um mosaico de paisagens ricas em biodiversidade.

 Sobre a participação popular, qualquer pessoa poderá apresentar até três propostas e votar em até dez de outros participantes. As 10 propostas mais votadas de cada um dos temas definidos pelo Ministério do Meio Ambiente poderão ou não ser incorporadas ao texto final, após análise.

7/29/2024

RAYSSA, A ALQUIMISTA

 


A arte de transformar bronze em ouro

 

Na Idade Média, surgiu uma ciência que prometia ser a solução para todos os males físicos e morais. Além disso, possuía o condão de obter o elixir da longa vida e transformar metais menos nobres em ouro. Essa ciência era a alquimia. Com a devida licença poética, a imperatrizense Raysa Leal amanheceu a segunda-feira, 29, como uma alquimista da modernidade. Dessa forma, fazendo jus ao epíteto de “Fadinha” que a alçou a um dos maiores nomes do skate mundial. Na manhã do domingo, 28, ao estilo da melhor alquimia, não só transformou o bronze em ouro, como corações de ferro em um mar de lágrimas de emoção, incutindo no inconsciente coletivo a memória de um feito que jamais será esquecido.

E outra alquimia da Fadinha: de uma hora para outra, o País do Futebol começou a conhecer o que é um switch, backside 180, half-turn, frontside 180, enfim, a linguagem própria de um esporte novo em Olimpíadas, que há quatro anos, em Tóquio, revelou a imperatrizense para o mundo. O dicionário do brasileiro, tradicionalmente acostumado a termos futebolísticos, começou a ganhar novos verbetes, e as crianças nas praças começaram a sonhar não apenas com dribles e gols, mas com manobras e rodopios sobre quatro rodinhas.

 No inesquecível domingo, 28, o Brasil pontuou no pódio olímpico com três medalhas: uma de prata e duas de bronze. Rayssa foi bronze, mas conseguiu, com sua magia, transformá-la em ouro. A celebração não foi apenas de uma vitória individual, mas de uma conquista coletiva que uniu o país em torno de um novo sonho. As redes sociais fervilhavam com homenagens e aclamavam a jovem skatista que, com seu sorriso encantador, mostrou ao mundo a força e a garra de uma nova geração de atletas brasileiros.

 Em meio à euforia, a história de Rayssa Leal transcendeu as competições. Ela se tornou símbolo de esperança e inspiração, especialmente para as jovens meninas que, ao vê-la brilhar, passaram a acreditar que também poderiam alcançar o impossível.

 Assim como os antigos alquimistas buscavam a pedra filosofal, Rayssa, com seu talento e determinação, encontrou a fórmula para transformar não só o bronze em ouro, mas também sonhos em realidade. E assim, a "Fadinha" continua sua jornada, deixando um rastro de magia e encantamento por onde passa, lembrando a todos que a verdadeira alquimia está na capacidade de transformar a própria vida e a dos outros.

 

7/13/2024

O MARCO ZERO E O CENTRO HISTÓRICO DE IMPERATRIZ

 


 

ElsonMAraujo

 

Imperatriz, cidade pulsante entre os ecos do nordeste e os sussurros da Amazônia Legal, necessita urgentemente reconciliar-se com sua história. Não que haja guerra, mas uma negligência silenciosa, uma desídia que aos poucos vai apagando traços de um passado rico. A história dessa cidade vibra nas águas do Rio Tocantins, nos vestígios da cobertura florestal que ainda resiste, nos artefatos arqueológicos milenares diligentemente coletados pelo incansável professor Luís Pereira Santiago. Pulsa também no que resta do cerrado, nas corredeiras dos riachos quase mortos, nas nascentes sufocadas pelas construções.

Os caminhos de Imperatriz são sagrados, permeados pelas memórias de setentões, oitentões,  nonagenários e uns poucos centenários que aqui nasceram e permanecem para contar as histórias de uma cidade que viu crescer e se transformar.

É confortante saber que, ao longo das décadas, sempre houve aqueles que se empenharam em manter viva a memória de nossa gente e nossos feitos. A professora Carlota Carvalho, em seu brilhante "O Sertão, subsídio para a história e a geografia do Brasil", dedicou algumas linhas à então Vila Nova da Santa Teresa da Imperatriz. Sousa Lima, o primeiro filho da terra a escrever um livro, nos presenteou com o romance indigenista "O Tupinambá". Embora ficção, a obra nos permite viajar pela geografia da região do final do século XIX e início do século XX

Edelvira Marques, nossa historiadora mater, trouxe-nos "Eu, Imperatriz", o primeiro livro publicado na cidade, uma fonte primária que narra os primórdios de uma Imperatriz pujante, que no dia 17 de julho completará 172 anos de fundação.

Muitas outras obras de cunho histórico vieram depois, cada uma recolhendo fragmentos do nosso passado. Um salve a Adalberto Franklin, Edmilson Sanches, José Herênio, Domingos Cezar e Ribamar Silva, este último autor de um importante obra sobre a história política da cidade, tendo como fonte a Câmara Municipal de Imperatriz que será lançada antes do final do ano.

Ainda há muito a ser resgatado, catalogado e perpetuado para as futuras gerações. Percebo um enorme abismo histórico na alma da cidade, e, nesse aspecto, a Academia Imperatrizense de Letras e o Instituto Histórico e Geográfico desempenham papel crucial, ajudando a resgatar preciosas pílulas da nossa história perdida.

E ao mudar de assunto, e permanecer no mesmo. Nas médias e grandes cidades, é comum a população vivenciar um processo natural de imersão histórica diante de monumentos que remetem a fatos significativos. Em Imperatriz, temos um centro histórico inexistente, erroneamente chamado de "cidade velha". São ruas e construções como a Igreja Matriz de Santa Teresa, a Escola Santa Teresinha, o Colégio Governador Archer, o antigo convento onde hoje funciona a APAC, a Casa da Criança, a Academia Imperatrizense de Letras, o Mercado e a Igrejinha do Bom Jesus. Este conjunto urbano guarda a memória do pouco que ainda resta de nossa história.

Defendo que, dentro dos limites que a legislação permita, formalizemos o Centro Histórico de Imperatriz com o que ainda subsiste.

Na semana passada, o governador do Maranhão, Carlos Brandão, sugeriu a possibilidade de presentear a cidade com seu Marco Zero, uma bandeira levantada pelo acadêmico José Herênio e que chegou à Câmara Municipal por meio do vereador Ademar Freitas Júnior.

Herênio,  aos 97 anos, com uma lucidez extraordinária, é autor de "Imperatriz, uma vovozinha de cem anos", onde ele, entre outras revelações históricas vividas  faz alusão à data perdida da cidade, a da emancipação política, ocorrida em abril de 1994. Ele aponta a Praça da Meteorologia (UNIMED) como o Marco Zero da cidade, o ponto de partida da primeira rua e das primeiras casas.

O Marco Zero pode ser  a centelha  para que a cidade conceba o tão necessário Centro Histórico de Imperatriz, um marco para o resgate e a preservação de sua rica e vibrante história.

 

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