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8/20/2026

O JULGAMENTO QUE DIVIDIU A INGLATERRA-Thomas More, consciência e o preço de não obedecer

 




O homem que tinha tudo a perder

Havia uma época em que um homem podia chegar ao topo do poder sem deixar de acreditar que existia algo acima dele.

Thomas More conhecia o poder.

Conhecia o Direito.

Conhecia o Parlamento.

Conhecia os tribunais.

Conhecia o rei.

E conhecia, sobretudo, a força de uma assinatura.

Nascido em Londres, em 1478, More tornou-se advogado, parlamentar, juiz e um dos mais importantes humanistas de seu tempo.

Em 1529, alcançou o cargo de Lord Chancellor da Inglaterra, a mais alta função política e jurídica do reino. (Vatican News)

Era um homem do Estado.

Mas, em determinado momento, descobriu que servir ao Estado poderia exigir dele algo que sua consciência não permitia entregar.

Então começou a se afastar.

Primeiro do cargo.

Depois da política.

Finalmente, do próprio mundo que havia ajudado a administrar.

 

O rei que queria mais do que uma esposa

Para compreender Thomas More, é preciso compreender Henrique VIII.

O problema começou com um casamento.

Henrique VIII era casado com Catarina de Aragão.

O rei queria que o casamento fosse anulado porque não havia produzido o herdeiro masculino que desejava.

O problema era que o papa não concedia a anulação pretendida.

Henrique então começou a buscar outra solução.

Se Roma não lhe concedia aquilo que queria, talvez a Inglaterra pudesse deixar de depender de Roma.

A questão matrimonial começou a transformar-se em uma questão de soberania.

E a questão de soberania começou a transformar-se em uma questão religiosa.

O rei queria controlar a Igreja dentro de seu próprio reino.

Em 1534, o Act of Supremacy declarou Henrique VIII como chefe supremo da Igreja da Inglaterra e rompeu formalmente a autoridade papal sobre a Igreja inglesa. (Arquivo Nacional)

A partir daquele momento, uma questão que poderia parecer exclusivamente religiosa passou a ter consequências jurídicas.

Negar a supremacia do rei poderia significar cometer traição.

 

Quando uma crença virou crime




É difícil imaginar hoje a transformação.

Uma pessoa podia continuar acreditando em determinada autoridade religiosa.

Mas, se essa crença entrasse em conflito com a legislação do Estado, poderia tornar-se uma questão criminal.

O Treason Act de 1534 ampliou as situações em que negar a supremacia do rei podia ser tratado como traição. (Arquivo Nacional)

A política havia entrado na religião.

A religião havia entrado no Direito.

E o Direito havia entrado na consciência.

Era nesse território perigoso que Thomas More seria obrigado a escolher.

 

A renúncia

More não aceitou acompanhar Henrique VIII até o fim.

Em 16 de maio de 1532, renunciou ao cargo de Lord Chancellor.

Não fez uma revolução.

Não convocou soldados.

Não escreveu um manifesto contra o rei.

Simplesmente deixou o cargo.

A partir daquele momento, tentou viver afastado da política.

Mas o poder não estava disposto a deixá-lo completamente em paz.

Porque More não era um cidadão qualquer.

Era um homem respeitado.

Um ex-Lord Chancellor.

Um jurista conhecido.

Um intelectual.

Sua opinião tinha peso.

E, em tempos de ruptura, o silêncio de um homem importante pode ser mais incômodo do que a oposição de muitos desconhecidos.

 

O problema do juramento

O governo de Henrique VIII começou a exigir juramentos relacionados à sucessão e à nova ordem religiosa.

More aceitou alguns aspectos da legislação.

Não contestava simplesmente o direito de Anne Boleyn ocupar o lugar de rainha.

Também não se opunha necessariamente à sucessão de seus filhos.

O problema estava no conteúdo religioso e jurídico do juramento.

A fórmula exigia reconhecer a supremacia do rei sobre a Igreja.

E More não podia conscientemente aceitar aquilo.

Foi aí que apareceu o verdadeiro conflito:

até onde vai a obediência de um cidadão?

E onde começa a obrigação de permanecer fiel à própria consciência?

 

O homem que escolheu o silêncio

Talvez a parte mais impressionante da história seja que More não decidiu enfrentar o rei publicamente.

Ele poderia ter escrito.

Poderia ter atacado.

Poderia ter feito discursos.

Mas escolheu o silêncio.

E o silêncio, naquele contexto, era uma estratégia perigosíssima.

Porque o Estado queria uma declaração.

Queria uma assinatura.

Queria uma palavra que pudesse ser registrada.

More não a forneceu.

Sua posição era, em essência:

não posso dizer que aceito aquilo que minha consciência não me permite aceitar.

Mas também não diria publicamente tudo aquilo que pensava.

O silêncio tornou-se sua última forma de resistência.

 

O silêncio pode ser traição?

Essa pergunta parece estranha.

Mas foi exatamente aí que o Direito começou a apertar o cerco.

O governo precisava transformar o silêncio em algo juridicamente punível.

More havia sido chamado a reconhecer a nova ordem.

Ele recusara.

Não necessariamente porque tivesse feito uma declaração pública contra o rei.

Mas porque não havia prestado o juramento exigido.

O Estado queria transformar uma ausência de palavra em uma manifestação de oposição.

E essa questão é profundamente moderna.

Pode alguém ser punido não pelo que disse, mas pelo que se recusou a dizer?

 

A Torre de Londres

Em 1534, More foi preso.

Passaria cerca de quinze meses na Torre de Londres. (Vaticano)

Ali, a distância entre o homem e o poder desapareceu.

O antigo Lord Chancellor estava agora encarcerado.

O homem que havia participado das engrenagens do governo conhecia suficientemente bem o sistema para compreender o que estava acontecendo.

As pressões aumentaram.

Esperava-se que cedesse.

Que assinasse.

Que reconhecesse.

Que falasse.

Mas More continuou resistindo.

Não com armas.

Não com conspiração.

Com a consciência.

 

Uma prisão dentro da prisão

A situação de More tinha uma característica particularmente cruel.

Ele não estava preso por ter liderado uma rebelião.

Não havia comandado um exército.

Não havia tomado um castelo.

Não havia assassinado ninguém.

Sua situação jurídica estava ligada à sua recusa em reconhecer uma mudança fundamental na relação entre a Coroa e a Igreja.

O Estado queria sua palavra.

More não a entregava.

E, quanto mais ele permanecia em silêncio, mais evidente ficava que o conflito não era apenas político.

Era moral.

 

O julgamento

Em 1º de julho de 1535, Thomas More foi levado a julgamento por alta traição.

O processo ocorreu em Westminster Hall.

O mesmo espaço que havia testemunhado importantes acontecimentos políticos e judiciais ingleses recebeu agora o antigo Lord Chancellor como acusado. (Parlamento do Reino Unido)

Existe uma ironia histórica difícil de ignorar.

O homem que havia participado do funcionamento do Estado estava agora diante do Estado.

Mas não como juiz.

Como réu.

 

Um julgamento muito diferente do que conhecemos

More era advogado.

Conhecia profundamente a importância da defesa.

Mas, naquele processo, não teve aquilo que hoje consideraríamos garantias elementares.

Segundo o Parlamento britânico, como acusado de traição, ele não recebeu cópia da acusação, não teve testemunhas próprias e não contou com advogado de defesa. (Parlamento do Reino Unido)

Isso muda completamente a maneira como devemos enxergar o julgamento.

Não estamos diante de um processo criminal moderno.

Estamos diante de uma estrutura jurídica em que a relação entre Estado, soberano e acusado era profundamente diferente.

E More conhecia essa estrutura por dentro.

 

A acusação

A acusação central estava ligada à traição.

O ponto decisivo era sua recusa em reconhecer a supremacia do rei na matéria religiosa.

A Coroa precisava demonstrar que aquela recusa constituía crime.

E encontrou uma peça fundamental na legislação produzida durante a ruptura com Roma.

A política havia criado a norma.

A norma havia definido a traição.

E agora a traição seria aplicada a um homem que havia servido ao próprio Estado.

 

O homem que não quis dizer aquilo que não pensava

A defesa de More estava construída sobre uma distinção extremamente sofisticada.

Ele não queria declarar publicamente que o rei não possuía autoridade.

Mas também não podia declarar que o rei possuía uma autoridade que sua consciência não reconhecia.

Portanto:

calou-se.

O silêncio, para More, não significava necessariamente concordância.

Era uma forma de preservar aquilo que considerava sua consciência.

Mas o Estado precisava interpretar o silêncio.

E decidiu interpretá-lo como traição.

 

A armadilha

O processo ganhou um elemento decisivo quando um antigo aliado, Richard Rich, apresentou testemunho contra More.

Rich afirmou que More havia dito que o Parlamento não poderia conceder ao rei supremacia espiritual.

More negou a conversa nos termos apresentados.

O testemunho, porém, foi utilizado contra ele.

A partir dali, o julgamento deixou de depender apenas do silêncio.

A acusação encontrou uma voz.

Uma voz que More contestava.

 

O homem contra a máquina do Estado

Aqui está uma das imagens mais poderosas deste capítulo.

De um lado:

um rei.

Uma legislação.

Um Parlamento.

Uma estrutura de governo.

Uma acusação criminal.

Um tribunal.

Do outro:

um homem.

Sua consciência.

Sua palavra — ou seu silêncio.

A diferença de forças era brutal.

Mas More possuía algo que o Estado não conseguia confiscar facilmente:

a convicção de que obedecer à lei não significava necessariamente obedecer a tudo aquilo que o poder desejava.

 

Condenado

O tribunal considerou More culpado.

A pena prevista era a morte.

A sentença seria executada em poucos dias.

Em 6 de julho de 1535, Thomas More foi decapitado. (Vaticano)

Tinha 57 anos.

O homem que havia servido ao rei morreu porque não aceitou declarar aquilo que o rei exigia.

Mas existe uma ironia ainda maior.

Henrique VIII conseguiu eliminar o homem.

Não conseguiu eliminar a questão.

 

O preço da consciência

É muito fácil olhar para Thomas More séculos depois e transformá-lo em herói.

Mas precisamos resistir à tentação de simplificar.

More não era um defensor moderno da liberdade religiosa no sentido contemporâneo.

Não devemos projetar sobre o século XVI os valores constitucionais do século XXI.

Ele próprio havia participado de uma sociedade que punia certas formas de dissidência religiosa.

Seu conflito com Henrique VIII não deve ser transformado artificialmente em uma defesa moderna e universal da liberdade de expressão.

O que torna seu caso extraordinário é outra coisa:

a defesa da consciência diante da exigência do poder.

 

A pergunta que More deixou

O que fazer quando a lei exige aquilo que a consciência considera errado?

Essa pergunta atravessa toda a história jurídica.

Pode ser encontrada em diferentes tradições:

na filosofia antiga,

na tradição religiosa,

no Direito natural,

na teoria dos direitos fundamentais,

na objeção de consciência,

na resistência civil.

More não resolveu a questão.

Mas pagou um preço extremo por enfrentá-la.

 

Lei e consciência

Existe uma diferença entre dizer:

“Não gosto desta lei.”

e dizer:

“Esta lei exige de mim algo que não posso moralmente fazer.”

A primeira é discordância política.

A segunda pode ser um conflito de consciência.

O Estado moderno precisou desenvolver mecanismos para lidar com esses conflitos.

Porque nenhuma sociedade é composta apenas por pessoas que concordam.

A pergunta jurídica passa a ser:

quanto espaço deve existir entre a norma estatal e a consciência individual?

 

O Estado pode exigir uma crença?

Esse é talvez o ponto mais moderno do caso.

Uma lei pode exigir determinado comportamento.

Pode estabelecer impostos.

Pode regular contratos.

Pode punir crimes.

Mas pode exigir que uma pessoa acredite em alguma coisa?

E pode transformar a recusa em acreditar numa questão criminal?

O conflito de Thomas More nos obriga a fazer essa pergunta.

Porque o que estava em jogo não era apenas uma ação.

Era uma declaração de lealdade espiritual e política.

 

O Parlamento e a força da lei

Há outra dimensão importante.

A ruptura inglesa não aconteceu simplesmente por ordem pessoal do rei.

O Parlamento teve papel decisivo na construção jurídica da nova ordem.

O chamado Reformation Parliament aprovou uma série de leis que alteraram profundamente a relação entre Coroa, Parlamento e Igreja. (Parlamento do Reino Unido)

Isso torna o caso de More ainda mais interessante.

Ele não estava simplesmente diante de um rei arbitrário.

Estava diante de uma ordem jurídica produzida por instituições do próprio reino.

E isso produz uma questão que permanece atual:

se uma lei é formalmente aprovada, ela automaticamente se torna justa?

 

Legalidade e legitimidade

A história de More ajuda a separar duas ideias.

Legalidade diz respeito à conformidade com a lei.

Legitimidade envolve uma questão mais profunda:

a autoridade possui fundamento suficiente para exigir determinada conduta?

No século XVI, a supremacia real estava sendo construída por atos legislativos.

Do ponto de vista do poder, havia uma nova legalidade.

Mas More não reconhecia legitimidade moral nessa exigência.

O conflito entre as duas dimensões custou-lhe a vida.

 

O silêncio como último território da liberdade

Existe algo profundamente simbólico no silêncio de More.

Enquanto pudesse ser obrigado a falar, o poder poderia tentar controlar sua palavra.

Mas havia um espaço interior que permanecia inacessível.

A consciência.

É nesse espaço que a resistência de More ganha dimensão histórica.

Ele não conseguiu impedir a lei.

Não conseguiu impedir o julgamento.

Não conseguiu impedir a sentença.

Não conseguiu impedir a execução.

Mas conseguiu impedir que o Estado obtivesse dele uma declaração que contrariasse aquilo em que acreditava.

**Perdeu a vida.

Não entregou a consciência.**

 

O legado jurídico

A importância de Thomas More não está apenas na dimensão religiosa de sua história.

Está também na pergunta que seu processo deixa para o Direito:

o cidadão pertence inteiramente ao Estado?

A resposta das democracias constitucionais modernas é, em princípio, não.

O Estado possui poder.

Mas esse poder encontra limites.

A pessoa possui direitos.

Possui consciência.

Possui dignidade.

Possui liberdade.

E determinadas áreas da vida humana não podem ser simplesmente ocupadas pelo poder político.

Essa concepção não nasceu com Thomas More.

Mas histórias como a sua ajudaram a humanidade a compreender o preço da ausência desses limites.

 

Um homem, dois mundos

Thomas More viveu entre dois mundos.

Era profundamente ligado à tradição cristã europeia.

Mas também foi um dos grandes humanistas do Renascimento.

Era jurista.

Mas também escritor.

Era servidor do rei.

Mas também crítico das decisões do rei.

Era homem público.

Mas terminou defendendo a esfera privada da consciência.

Talvez seja justamente essa complexidade que faça dele um personagem tão importante para nossa biblioteca.

Ele não cabe confortavelmente em uma única categoria.

E grandes personagens históricos raramente cabem.

 

O olhar do Direito

Para o jurista, o caso More oferece uma advertência.

A lei pode ser utilizada para proteger a liberdade.

Mas também pode ser utilizada para restringi-la.

Tudo depende das instituições, dos limites do poder e das garantias concedidas ao indivíduo.

Quando a lei deixa de funcionar como limite do poder e passa a funcionar apenas como instrumento do poder, algo fundamental se rompe.

A norma continua existindo.

O tribunal continua funcionando.

A sentença continua sendo pronunciada.

Mas a Justiça começa a desaparecer atrás da formalidade.

 

O olhar da História

A História fez algo curioso com Thomas More.

Em 1535, ele era um condenado.

Séculos depois, tornou-se símbolo de consciência.

Foi beatificado em 1886 e canonizado em 1935. Em 2000, João Paulo II o proclamou patrono dos governantes e políticos. (Vaticano)

O homem condenado pelo Estado acabou transformado em referência para aqueles que exercem o poder.

É uma ironia extraordinária.

 

O olhar do autor

Talvez Thomas More tenha descoberto algo que todos os homens que ocupam cargos públicos deveriam aprender antes de chegar ao poder:

o cargo passa.

O governo passa.

O rei passa.

O Parlamento muda.

As leis mudam.

Os regimes mudam.

Mas aquilo que uma pessoa faz quando o poder exige que ela abandone seus princípios pode permanecer na memória por séculos.

More perdeu seu cargo.

Perdeu sua liberdade.

Perdeu a própria vida.

Mas sua pergunta sobre os limites do poder continuou viva.

 

O verdadeiro julgamento

Talvez o julgamento mais importante não tenha acontecido em Westminster Hall.

Talvez tenha acontecido depois.

Quando as gerações seguintes começaram a perguntar:

Quem estava realmente sendo julgado naquele dia?

Thomas More?

Ou a própria ideia de que o Estado pode exigir da consciência aquilo que ela não pode entregar?

O tribunal condenou More.

A História julgou o tribunal.

E essa diferença é essencial.

 

Legado para a Justiça

A história de Thomas More nos ensina que uma sociedade juridicamente organizada não é necessariamente uma sociedade plenamente justa.

É preciso mais.

É preciso que existam limites ao poder.

Garantias para o acusado.

Independência judicial.

Liberdade de consciência.

Direitos fundamentais.

E, sobretudo, a possibilidade de discordar do Estado sem que a discordância seja automaticamente transformada em crime.

More morreu no século XVI.

Mas o problema que enfrentou continua atual.

Porque sempre que o poder exige uma obediência absoluta, surge novamente a velha pergunta:

até onde um ser humano deve obedecer?

 

 

PARA REFLETIR

“Quando o Estado exige a consciência, a obediência deixa de ser apenas uma questão jurídica.”

 

EPÍLOGO

No fim, Thomas More não venceu.

O rei venceu.

A sentença foi cumprida.

A cabeça do antigo Lord Chancellor caiu em 6 de julho de 1535.

Mas existe uma estranha forma de vitória que só a História conhece.

O poder consegue matar um homem.

Não consegue necessariamente matar a pergunta que aquele homem deixou.

Henrique VIII queria uma assinatura.

More ofereceu silêncio.

O rei queria submissão.

More ofereceu consciência.

O tribunal queria uma condenação.

A História produziu um símbolo.

E talvez essa seja a maior ironia dos julgamentos que mudaram a humanidade:

às vezes, o condenado desaparece — e a sentença permanece sendo julgada durante séculos.

No próximo capítulo, deixaremos a Inglaterra e atravessaremos o Atlântico.

Encontraremos uma cidade colonial tomada pelo medo, onde acusações de bruxaria transformarão vizinhos em inimigos e crianças em testemunhas.

E descobriremos uma das perguntas mais perturbadoras da história da Justiça:

o que acontece quando o medo entra no tribunal?

 

Elson Mesquita de Araujo

Advogado, jornalista, escritor, pesquisador

Próximo tema.

IV — QUANDO O MEDO ENTROU NO TRIBUNAL

Salem, acusações de bruxaria e a fabricação de culpados


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