5/05/2010

Preço do tomate e da batata dispara em Imperatriz, atesta pesquisa realizada por curso de economia.

Mesmo com a disparada desses dois produtos a pesquisa, coordenada pelo professor Alberto Maia, revelou que no geral houve deflação no Índice de Custo de Vida de Imperatriz ( ICV). Abaixo informações mais detalhadas enviadas ao blog pelo professor Maia.

O índice de Custo de Vida-ICV, medido pelo Departamento de Economia da FEST no âmbito da cidade de Imperatriz, entre a 1ª quinzena de março/10 e a 1ª quinzena de abril/10, revelou uma deflação na ordem de 0,32%.

O ICV do Curso de Economia da Fest foi construído a partir da agregação de nove índices parciais: Carnes e derivados = 16 produtos; Cereais, Massas, Açúcar e Sal = 14 produtos; Laticínios e derivados = 11 produtos; Bebidas = 7 produtos; Enlatados e diversos = 15 produtos; Higiene Pessoal = 13 produtos;Verduras e Frutas = 17 produtos; Limpeza doméstica = 9 produtos; e, combustível incluindo gás de cozinha = 4 produtos.

Os produtos que mais influenciaram na deflação dos preços foram: Carnes e Derivados 1,04%; Enlatados e Diversos 0,67 %; Higiene Pessoal 9,06 %; e, Combustíveis, 0,51 %, sendo que o gás de cozinha permaneceu com seu preço inalterado para a entrega domiciliar, ou seja, R$ 42,00.

Verduras, frutas e Limpeza doméstica, foram os campeões da inflação no período considerado: 6,7% e 8,01%, respectivamente, sendo que a batata teve um aumento na ordem de 28,09% e o tomate 13,4%.

O professor Alberto Maia, autor e coordenador do projeto de estudo do ICV de Imperatriz, tendo como colaboradores, professores e alunos do curso de economia da FEST, disse que o próximo passo agora é estudar o ICC-Índice de Construção Civil, e em seguida o IPA-Índice de preços por atacado, para então chegar ao IGP-Índice Geral de Preços de Imperatriz, mas enfatizou: o mais importante é sabermos como anda o ICV, afinal, a nossa maior prioridade é nos mantermos vivos, para então podermos alcançar os nossos objetivos.

3 comentários:

  1. É verdade que no período chuvoso isso acontece, mas em Imperatriz faltam ainda políticas para desenvolver a agricultura familiar, nos bairros, com as famílias cultivando esses tipos de leguminosas, verduras e/ou frutas, claro que isso não faz parte da cultura do imperatrizense mas poderia ser desenvolvido, isso com certeza contribuiria com um preço melhor desses produtos na cidade. Muitas cidades no Brasil já adotaram esse método e combatem a inflação.

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  2. Imperatriz é uma cidade de um século e meio, já poderia ter um centro distribuição público, ("CEASA")- Gerir atividades de abastecimento de produtos hortifrutigranjeiros à sociedade Imperatrizense com qualidade, preço e bom atendimento, valorizando a produção agrícola através de uma comercialização competente e socialmente responsável, com normas de higiene e uma ótima logística, pois o que temos hoje é o "lixo" do Mercadinho, fora de todos os padroes de norma de higiene e segurança do trabalho, Os comerciantes instalados numa CEASA são denominados permissionários e estão sujeitos as normas de comercialização estabelecidas no Regimento de Mercado.
    O regimento de mercado estabelece direitos e deveres dos permissionários, bem como determina quem de direito supervisiona seu cumprimento. Nele estão estabelecidos desde como uma pessoa física ou jurídica pode estabelecer-se na CEASA, responsabilidades quanto as instalações, taxas à pagar, horários de carga, descarga e comercialização, disciplina de propaganda, ordem interna, penalidades, etc. e quem ganha com isso? com certeza todos ganham, a prefeitura pode desenvolver esse projeto e buscar apoio de outras instituições públicas e privadas, instituições financeiras (BNDS), buscar recursos estaduais e federais e acabar de vez com essa situação do Mercadinho, claro que mudar hábitos, costumes, cultura de quase dois séculos é dificil mas nao é impossível, com tudo isso desenvolver também uma estrutura para armazenamento de todos produtos para que os mesmos possam ser comercializados em outros momentos, ou seja, no momento de fora de temporada do mesmo.

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  3. Vejam um exemplo que da certo!!! e porque nao copiar?

    Alimentos baratos e de qualidade chegando onde as pessoas mais precisam. Este é o lema do programa Ceasa nos Bairros, lançado em agosto no bairro das Rocas, em Natal, pela governadora Wilma de Faria. Só no primeiro mês, foram comercializadas mais de dez toneladas de alimentos.

    A estrutura conta com um caminhão, que já está levando produtos hortifrutigranjeiros com preços acessíveis à população de baixa renda. Inicialmente, dez bairros da capital serão contemplados pelo projeto, mas até o final do ano a direção da Ceasa espera atender às principais regiões da cidade.

    A iniciativa de criar o Centro Móvel de Abastecimento do Rio Grande do Norte é fruto da parceria entre o Governo do Estado, através da Ceasa, que disponibiliza os produtos para comercialização, e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que cedeu o caminhão.

    Para a escolha dos bairros beneficiados, foi adotado o critério da análise do IQV-Renda (Índice de Qualidade de Vida – Renda). Os que apresentaram menor rendimento foram selecionados, como forma de atender ao objetivo de promover o acesso de uma alimentação saudável à população de baixa renda. Os primeiros bairros beneficiados são Paço da Pátria, Cidade da Esperança, Nazaré, Pajuçara I e II, Panatis II, Planalto, Rocas, Vale Dourado e Alecrim. O caminhão fica das 8h às 11h em cada comunidade.

    A Ceasa realizou uma pesquisa e constatou que os preços de produtos hortifrutigranjeiros praticados em bairros pobres de Natal são mais elevados que os encontrados na Central. É justamente esse preço de atacado que será adotado aos produtos levados pelo caminhão do Ceasa nos Bairros. De segunda a sexta-feira, o caminhão passará pelas comunidades cadastradas. A partir daí, cada uma delas receberá uma visita quinzenal.

    Para tirar dúvidas e saber mais informações sobre o Ceasa nos Bairros, basta ligar para o 0800.281.3330.

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